Como ando a ver televisão 24/7 ando a ficar com uma dúvida:
Porque é que os americanos berram tanto nos programas?
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27/06/12
19/06/12
Acabar com padrões...
... É muito mais difícil do que parece, mas poderá reconhecer a sua existência ser o primeiro passo para acabar com eles?
21/05/12
De copo na mão
O copo na mão é um trademark de Manhattan. Não fui a mais lado nenhum nos EUA, mas presumo que seja igual. O que é que tanto bebem, em copos grandes e variados, os nova iorquinos? O que quer que seja, presumo que tenha açúcar. Muito açúcar. Que raio de mania mais parva.
17/05/12
02/05/12
27/04/12
A infância
Li isto:
A imagem perfeita que temos da infância deve-se ao simples facto de que, nessa fase, não tínhamos passado nem memórias para nos atormentarem.
Será?
Acho que não. Mas faz sentido?
(mais um pouco de pensar sobre isto: tenho a certeza que se passasse hoje os dias inteiros a fazer o que fazia quando era miúda continuava a curtir que nem uma louca).
A imagem perfeita que temos da infância deve-se ao simples facto de que, nessa fase, não tínhamos passado nem memórias para nos atormentarem.
Será?
Acho que não. Mas faz sentido?
(mais um pouco de pensar sobre isto: tenho a certeza que se passasse hoje os dias inteiros a fazer o que fazia quando era miúda continuava a curtir que nem uma louca).
27/02/12
Acho que esgotei a capacidade
Já não consigo criar passwords para as milhares de subscrições diferentes que faço por dia na net. Já não consigo lembrar-me das passwords que criei ou onde é que as guardei, num bloco ou numa folha ao lado do computador. Como é que posso acabar com esta parvoeira?
25/02/12
Viver sozinho
Juro que se me apetecer comer manteiga de amendoim nua na cozinha às duas da manhã posso. Os senhores entrevistados para este artigo dizem que isso é privilégio das pessoas que moram sozinhas. Será?
Acho que o maior benefício de morar sozinho deve ser não ter de cozinhar o jantar todos os dias se não apetecer.
Por aqui, posso deixar a porta da casa de banho aberta todos os dias. Posso fazer as coisas todas esquisitas que não faço na rua ou à frente de estranhos. Isso é o que se chama ter uma família. É poder partilhar as coisas estranhas que nos fazem quem somos em privado.
Acho que o maior benefício de morar sozinho deve ser não ter de cozinhar o jantar todos os dias se não apetecer.
Por aqui, posso deixar a porta da casa de banho aberta todos os dias. Posso fazer as coisas todas esquisitas que não faço na rua ou à frente de estranhos. Isso é o que se chama ter uma família. É poder partilhar as coisas estranhas que nos fazem quem somos em privado.
30/01/12
A interferência do capital
Logo de manhã, quando o Carvalho da Silva ia explicar porque é que o sindicalismo é importante, fiquei sem som no rádio. Malditos parques de estacionamento capitalistas.
27/01/12
20/01/12
Todos diferentes, todos iguais
Se há slogan bem conseguido é este. É impossível não concordar. Poderão dizer que é impossível concordar. Não concordo. Os cinco minutos do vídeo deste senhor, que passam por Lagos, no Algarve, mostram isso mesmo. A paisagem pode mudar, os edifícios podem mudar, a cor da pele pode mudar, mas a essência, as pessoas são todas iguais.
via Público
via Público
09/01/12
Pensamentos incongruentes
Sou capaz de, em dois tabs adjacentes da mesma janela da internet, ter aberta a página de um blog que defende que devemos libertar-nos das" coisas", que só nos oprimem, e a da IKEA ou da GAP.
05/01/12
Dia de Reis
Amanhã é o dia de Reis.
Como tivemos pouco Natal, estou decidida a cumprir amanhã uma tradição qualquer para marcar em grande o fecho das festividades junto dos miúdos. O problema é que além das coroas (que já costumam trazer pintadinhas da escola) e de desmontar as decorações natalícias, não sei o que manda a tradição.
Quanto às decorações, estou em paz, desde que venci a teoria do pinheiro verdadeiro, onde me picava vezes sem conta, que largava agulhas como uma velhota larga suspiros e bufas e que costumava assombrar-nos até Março ou Abril, altura em que a última agulha se soltava da árvore e o mister se convencia que tinha mesmo de o levar para o lixo. Agora, já não me chateia nada desmontar a árvore e o presépio, é só tirar as coisas e meter em caixas até Dezembro.
Já não dá para ir a Barcelona, para ver a cavalgada dos Reis - mas fico a roer-me por causa disso, porque parece divertido. As Janeiras terão qualquer coisa a ver com o Dia de Reis? Já não me lembro das músicas, só da primeira linha da "Vamos cantar as janeiras"...
Estou sem saber. Alguém sabe o que é que é típico?
Como tivemos pouco Natal, estou decidida a cumprir amanhã uma tradição qualquer para marcar em grande o fecho das festividades junto dos miúdos. O problema é que além das coroas (que já costumam trazer pintadinhas da escola) e de desmontar as decorações natalícias, não sei o que manda a tradição.
Quanto às decorações, estou em paz, desde que venci a teoria do pinheiro verdadeiro, onde me picava vezes sem conta, que largava agulhas como uma velhota larga suspiros e bufas e que costumava assombrar-nos até Março ou Abril, altura em que a última agulha se soltava da árvore e o mister se convencia que tinha mesmo de o levar para o lixo. Agora, já não me chateia nada desmontar a árvore e o presépio, é só tirar as coisas e meter em caixas até Dezembro.
Já não dá para ir a Barcelona, para ver a cavalgada dos Reis - mas fico a roer-me por causa disso, porque parece divertido. As Janeiras terão qualquer coisa a ver com o Dia de Reis? Já não me lembro das músicas, só da primeira linha da "Vamos cantar as janeiras"...
Estou sem saber. Alguém sabe o que é que é típico?
28/12/11
13/12/11
Acabei de chegar
É estranho, mas tenho sempre a sensação de que acabei de chegar.
Apesar disso, já vou fazer 35 daqui a três meses e meio.
Por isso, cheguei há um bocado. Mas ainda há muitas coisas que não consigo compreender. E ontem lembrei-me disto, enquanto via o Habemus Papam, do Nanni Moretti - que adorei.
Árvores enormes dobradas em camiões pequeninos;
A aleatoriedade do nascimento e o que isso faz por nós;
A simples felicidade dos passarinhos;
A força da água;
A necessidade que muitas pessoas têm de rituais e como esses rituais lhes/nos tiram a autonomia ou a liberdade de escolha;
A resistência das crianças a ouvirem o que nós sabemos serem verdades (que o quente queima e que as facas cortam...);
A minha falta de jeito para combinar coisas;
O cheiro de alguns pés;
A cor impossível de azul do céu;
Os olhos do meu filho;
O passar do tempo;
A inconstância da existência;
O tecto inelástico dos recursos;
A resistência ao amor ou a dúvida de que ele exista;
A solidão;
...
Apesar disso, já vou fazer 35 daqui a três meses e meio.
Por isso, cheguei há um bocado. Mas ainda há muitas coisas que não consigo compreender. E ontem lembrei-me disto, enquanto via o Habemus Papam, do Nanni Moretti - que adorei.
Árvores enormes dobradas em camiões pequeninos;
A aleatoriedade do nascimento e o que isso faz por nós;
A simples felicidade dos passarinhos;
A força da água;
A necessidade que muitas pessoas têm de rituais e como esses rituais lhes/nos tiram a autonomia ou a liberdade de escolha;
A resistência das crianças a ouvirem o que nós sabemos serem verdades (que o quente queima e que as facas cortam...);
A minha falta de jeito para combinar coisas;
O cheiro de alguns pés;
A cor impossível de azul do céu;
Os olhos do meu filho;
O passar do tempo;
A inconstância da existência;
O tecto inelástico dos recursos;
A resistência ao amor ou a dúvida de que ele exista;
A solidão;
...
22/11/11
Coisas que me irritam
Aqui pespegadas de uma forma completamente aleatória:
- Fitinhas de cetim que agora vêm agarradas a todas as peças de roupa. Tenho duas hipóteses: 1ª finjo que não as vi e depois vão fazer peekaboo de cada vez que usar a roupa; 2ª corto-as e depois ponho-as em qualquer sítio durante uns dias a pensar "será que consigo usar isto para alguma coisa?". Nope. Não servem para nada.
- Papéis de publicidade incrustados no vidro do meu carro. Especialmente quando chove. Hoje. Ontem.
- Querer muito falar com uma pessoa e essa pessoa não atender o telefone. Toda a gente sabe que eu não sou a maior conversadora do mundo ao telefone, por isso, se eu ligo, já agora dá para atender?
- Ouvir o amolas a assobiar e não ter nada para amolar, nem nunca ter usado o serviço de nenhum porque: a) sempre ouvi dizer que são caros; b) toda a gente tem uma pedra de amolar em casa, certo? E mesmo assim ficar com pena do senhor porque anda à chuva de bicicleta e não me parece que tenha muito serviço.
- Ter coisas para levar ao sapateiro, a fazer baínhas, à lavandaria, ao electricista ou mesmo mandar vir um cá a casa - não vai acontecer.
- Ter coisas avariadas.
- Há uns anos atrás, irritava-me profundamente ter de me assoar em público e não compreendia como é que havia pessoas que tinham o seu próprio lençinho bordado, eventualmente com iniciais, que enfiava dentro do bolso depois de o encher de ranho. Agora, desde que tenho dois filhos esporadicamente ranhosos, perdi toda a vergonha. Claro que só utilizo lenços descartáveis - o que choca com a minha consciência ambiental, como é óbvio, mas é preferível ao caldo de vírus ambulante (no bolso).
- Estar à espera de coisas. Como agora. Estou à espera.
- Fitinhas de cetim que agora vêm agarradas a todas as peças de roupa. Tenho duas hipóteses: 1ª finjo que não as vi e depois vão fazer peekaboo de cada vez que usar a roupa; 2ª corto-as e depois ponho-as em qualquer sítio durante uns dias a pensar "será que consigo usar isto para alguma coisa?". Nope. Não servem para nada.
- Papéis de publicidade incrustados no vidro do meu carro. Especialmente quando chove. Hoje. Ontem.
- Querer muito falar com uma pessoa e essa pessoa não atender o telefone. Toda a gente sabe que eu não sou a maior conversadora do mundo ao telefone, por isso, se eu ligo, já agora dá para atender?
- Ouvir o amolas a assobiar e não ter nada para amolar, nem nunca ter usado o serviço de nenhum porque: a) sempre ouvi dizer que são caros; b) toda a gente tem uma pedra de amolar em casa, certo? E mesmo assim ficar com pena do senhor porque anda à chuva de bicicleta e não me parece que tenha muito serviço.
- Ter coisas para levar ao sapateiro, a fazer baínhas, à lavandaria, ao electricista ou mesmo mandar vir um cá a casa - não vai acontecer.
- Ter coisas avariadas.
- Há uns anos atrás, irritava-me profundamente ter de me assoar em público e não compreendia como é que havia pessoas que tinham o seu próprio lençinho bordado, eventualmente com iniciais, que enfiava dentro do bolso depois de o encher de ranho. Agora, desde que tenho dois filhos esporadicamente ranhosos, perdi toda a vergonha. Claro que só utilizo lenços descartáveis - o que choca com a minha consciência ambiental, como é óbvio, mas é preferível ao caldo de vírus ambulante (no bolso).
- Estar à espera de coisas. Como agora. Estou à espera.
21/11/11
Como despachar quem está a mais?
Tenho andado a pensar em relações e desencontros e cheguei à conclusão que mesmo que às vezes achemos que alguém nos faz muita falta, as relações tóxicas dão-nos cabo da vida, da auto-estima e também da pele (ainda que nos esforçemos por a preservar bonita com cremes caros e poções mágicas, que eu, na realidade, não frequento).
Círculo vicioso?
Senão, vejamos: Por relações tóxicas, entendo:
1. as impossíveis - se são impossíveis, por definição, só vão dar cabo da cabeça e isso é muito século XIX para ainda se usar;
2. as muito difíceis - contrariamente ao que às vezes possa parecer, nem tudo tem que ser doloroso, e gostar de outra pessoa pode só ser um prazer;
3. as desequilibradas - aquelas em que um dá tudo e não recebe nada ou recebe muito pouco, por exemplo.
Acho que todos devemos assumir que somos os principais responsáveis pela preservação da nossa auto-estima e sanidade mental.
Concluindo: isto é suposto ser divertido. O tempo que gastamos a sentirmo-nos infelizes não volta para nós.
Círculo vicioso?
Senão, vejamos: Por relações tóxicas, entendo:
1. as impossíveis - se são impossíveis, por definição, só vão dar cabo da cabeça e isso é muito século XIX para ainda se usar;
2. as muito difíceis - contrariamente ao que às vezes possa parecer, nem tudo tem que ser doloroso, e gostar de outra pessoa pode só ser um prazer;
3. as desequilibradas - aquelas em que um dá tudo e não recebe nada ou recebe muito pouco, por exemplo.
Acho que todos devemos assumir que somos os principais responsáveis pela preservação da nossa auto-estima e sanidade mental.
Concluindo: isto é suposto ser divertido. O tempo que gastamos a sentirmo-nos infelizes não volta para nós.
14/10/11
As camadas
Acho que me lembro das pessoas que conheço assim-assim por camadas.
Isto é, apago as memórias mais antigas e substituo-as pelas mais recentes, esquecendo as antigas. Por isso é que, às vezes, se alguém muda muito de feições, sou capaz de não me lembrar de quem são.
Assim, em relação aos conhecidos, a imagem que mantenho é a última que vi. Por exemplo, os pais dos meus amigos teriam, em média, 30 anos quando os conheci, mas as memórias que tenho deles são as que vejo hoje, pessoas com 60 ou 65 anos - que para mim são iguais ao que eram, mas, na realidade, não são.
Se calhar, é porque envelhecemos às camadas assim que ficamos com rugas. É porque queremos sempre continuar a ser jovens, por isso, as camadas querem continuar a espreitar lá do fundinho do tempo.
Em relação às pessoas de quem gosto é diferente. Na minha cabeça, a "foto do perfil" das pessoas de quem gosto não é a mais recente, mas sim a melhor. A melhor de todas.
Isto é, apago as memórias mais antigas e substituo-as pelas mais recentes, esquecendo as antigas. Por isso é que, às vezes, se alguém muda muito de feições, sou capaz de não me lembrar de quem são.
Assim, em relação aos conhecidos, a imagem que mantenho é a última que vi. Por exemplo, os pais dos meus amigos teriam, em média, 30 anos quando os conheci, mas as memórias que tenho deles são as que vejo hoje, pessoas com 60 ou 65 anos - que para mim são iguais ao que eram, mas, na realidade, não são.
Se calhar, é porque envelhecemos às camadas assim que ficamos com rugas. É porque queremos sempre continuar a ser jovens, por isso, as camadas querem continuar a espreitar lá do fundinho do tempo.
Em relação às pessoas de quem gosto é diferente. Na minha cabeça, a "foto do perfil" das pessoas de quem gosto não é a mais recente, mas sim a melhor. A melhor de todas.
05/10/11
Os nomes e as profissões
Porque é que é tão difícil inventar nomes e profissões para as personagens?
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