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12/12/12
11/12/12
10/12/12
Assumo: hoje fiquei maluca no Alegro
Hoje precisei de ir buscar umas prendinhas ao Alegro. Duas lojas, umas voltinhas com a minha mãe e demos com este robot. Além de ser muito giro, está a oferecer vales até 6 de Janeiro, num montante total de 30 mil euros.
Como tinha os pré-requisitos necessários - talões de duas lojas, acima de 20 euros -, fomos jogar. No caminho para a máquina, enchi-me de confiança, pensando "vou ganhar cem euros", "vou ganhar cem euros", "vou ganhar cem euros", "vou ganhar cem euros", etc., etc. Repeti isso à ajudante do robot, que se riu com a confiança. Deram-me uma senha para jogar cinco vezes. À segunda jogada, sairam três corações alinhados, ou seja, cem euros. Ganhei cem euros! 100!!! Não foi o robot que entrou em curto-circuito. Fui eu! Estou maluca!
Como tinha os pré-requisitos necessários - talões de duas lojas, acima de 20 euros -, fomos jogar. No caminho para a máquina, enchi-me de confiança, pensando "vou ganhar cem euros", "vou ganhar cem euros", "vou ganhar cem euros", "vou ganhar cem euros", etc., etc. Repeti isso à ajudante do robot, que se riu com a confiança. Deram-me uma senha para jogar cinco vezes. À segunda jogada, sairam três corações alinhados, ou seja, cem euros. Ganhei cem euros! 100!!! Não foi o robot que entrou em curto-circuito. Fui eu! Estou maluca!
05/12/12
A minha pilha DIY cresce a olhos vistos
Tenho tendência para estabelecer os objectivos mais complicados do mundo. Este ano, a minha ideia é, mais uma vez, fazer as minhas prendas de Natal.
O que eu vejo, hoje, dia 5 de Dezembro, é que terei pronto no dia 24 um brilhante monte de prendinhas homemade para toda a gente da minha lista. Já embrulhadas em papel reutilizado e enfeitado com desenhos dos miúdos, claro.
Vou empilhando aqui ao lado as coisas de que vou precisar, vou tomando notas de ideias giras e de sites que ensinam a fazer as coisas que gostava de fazer. Já sei o que quero fazer, até posso ter o que preciso.
Mas depois, começo a duvidar de mim própria e a calcular que, se calhar, o que estou a pensar fazer não terá valor nenhum para a pessoa que vai receber a prenda. Desconfio sempre da minha falta de jeito, empenho e tempo para completar as tarefas. Temo que não gostem e que vá depois lamentar o tempo, empenho e jeito que gastei para o fazer. Com uma prenda comprada podemos sempre dizer "se não gostares podes trocar" e lavamos as mãos da responsabilidade na escolha.
Mas acho que, no fundo, enquanto sociedade, tirámos o valor a tudo, tirámos o valor ao homemade, com as tais chinesices de que falava há dias, com a disponibilidade automática de tudo o que pudessemos precisar. Uma disponibilidade automática que vejo a tornar-se mais difícil. Já há muitas coisas que não consigo encontrar.
Mantenho-me fiel à minha ideia. Vou fazer as minhas prendas de Natal (e os miúdos vão ajudar-me).
O que eu vejo, hoje, dia 5 de Dezembro, é que terei pronto no dia 24 um brilhante monte de prendinhas homemade para toda a gente da minha lista. Já embrulhadas em papel reutilizado e enfeitado com desenhos dos miúdos, claro.
Vou empilhando aqui ao lado as coisas de que vou precisar, vou tomando notas de ideias giras e de sites que ensinam a fazer as coisas que gostava de fazer. Já sei o que quero fazer, até posso ter o que preciso.
Mas depois, começo a duvidar de mim própria e a calcular que, se calhar, o que estou a pensar fazer não terá valor nenhum para a pessoa que vai receber a prenda. Desconfio sempre da minha falta de jeito, empenho e tempo para completar as tarefas. Temo que não gostem e que vá depois lamentar o tempo, empenho e jeito que gastei para o fazer. Com uma prenda comprada podemos sempre dizer "se não gostares podes trocar" e lavamos as mãos da responsabilidade na escolha.
Mas acho que, no fundo, enquanto sociedade, tirámos o valor a tudo, tirámos o valor ao homemade, com as tais chinesices de que falava há dias, com a disponibilidade automática de tudo o que pudessemos precisar. Uma disponibilidade automática que vejo a tornar-se mais difícil. Já há muitas coisas que não consigo encontrar.
Mantenho-me fiel à minha ideia. Vou fazer as minhas prendas de Natal (e os miúdos vão ajudar-me).
01/12/12
A árvore de Natal do Pinterest
Acho que ainda não é este ano que a comunidade Pinterest vai repinar a nossa árvore de Natal.
Fizemos a árvore hoje de manhã, antes de sairmos de casa, depois de uma valente dose de panquecas com mel ou açúcar e canela. No YouTube escolhemos a playlist christmas songs e enchemos a casa de Natal. Os miúdos tentaram encher todos os ramos com os enfeites que já tínhamos e todos os que eles foram fazendo ao longo dos anos na escola ou em casa.
Portanto, a árvore não vai para o Pinterest, mas nós achamos que está linda.
Agora é que é: Feliz Natal.
Fizemos a árvore hoje de manhã, antes de sairmos de casa, depois de uma valente dose de panquecas com mel ou açúcar e canela. No YouTube escolhemos a playlist christmas songs e enchemos a casa de Natal. Os miúdos tentaram encher todos os ramos com os enfeites que já tínhamos e todos os que eles foram fazendo ao longo dos anos na escola ou em casa.
Portanto, a árvore não vai para o Pinterest, mas nós achamos que está linda.
Agora é que é: Feliz Natal.
29/11/12
Os presépios mais amorosos do mundo
Quando chegámos a casa ontem, depois da noite de borga semanal - muito boa para manter a sanidade mental - encontrámos um cenário amoroso em cima da mesa. Os miúdos estiveram entretidos com a baby-sitter o serão todo a fazer presépios de plasticina. E ficaram deliciosos. Vão para baixo da árvore. Ora vejam.
03/01/12
Duas semanas e meia
Mães de todo o mundo - empatizai comigo: o que é a coisinha que mais vos apetece no fim de duas semanas e um dia de férias de Natal das vossas adoráveis crias?
Que as mesmas regressem à escola, certo? Para que retomem o importante ciclo de aprendizagem, que o nascimento do menino e a mudança de calendário interromperam.
Pois. Por aqui, hoje ainda não é o dia. Ai ai.
Que as mesmas regressem à escola, certo? Para que retomem o importante ciclo de aprendizagem, que o nascimento do menino e a mudança de calendário interromperam.
Pois. Por aqui, hoje ainda não é o dia. Ai ai.
27/12/11
Mantendo a lógica do cagader... (ou caganer)
... o melhor postal de Natal, que vi hoje no facebook de alguém...
O cagader (ou caganer)
Já sabia que o dia de Reis é que era o mais importante em Espanha, devido a várias idas a Madrid em anteriores férias de Natal, e que a véspera não era o delírio que é cá (e que eu adoro). Mas em Barcelona levam isso ao extremo. Nada de gente nas compras natalícias, nada de grandes enfeites, as montras não berram Natal como cá, as músicas de Natal não entram pelos ouvidos adentro onde quer que se vá. As luzes, nos escassos sítios onde as há, são discretas.
Assim sendo, o presépio é a parte fundamental do Natal e o Pai Natal (um nadita mais comercial que o menino Jesus) não tem grande destaque. O mais importante de tudo são os Reis Magos - são assim uma espécie de tios (muito) mais velhos, que trazem carradas de presentes para as crianças. Por isso, o ponto alto das festividades é a cavalgada dos Reis, que percorre a cidade para gaúdio da pequenada que de seguida recolhe a casa para facturar presentes.
E a especialidade que mais me divertiu nos inúmeros presépios espalhados pela cidade foi a presença de um senhor - el cagader - que está agachadinho num canto a fazer, precisamente, um cocó. A sua presença é justificada para dar sorte para as colheitas. Não resisti e trouxe um para o presépio da minha irmã.
Nas pastelarias, além do carvão feito de açúcar que é usado como aviso à navegação para as crianças em vez da nossa batata podre, vendem-se, nesta altura, os urinóis, que têm dentro, precisamente, um cocó. Não provei, obviamente.
Chegámos a Lisboa no dia 24 depois do almoço. Para mim, o Natal este ano foi mini.
Assim sendo, o presépio é a parte fundamental do Natal e o Pai Natal (um nadita mais comercial que o menino Jesus) não tem grande destaque. O mais importante de tudo são os Reis Magos - são assim uma espécie de tios (muito) mais velhos, que trazem carradas de presentes para as crianças. Por isso, o ponto alto das festividades é a cavalgada dos Reis, que percorre a cidade para gaúdio da pequenada que de seguida recolhe a casa para facturar presentes.
E a especialidade que mais me divertiu nos inúmeros presépios espalhados pela cidade foi a presença de um senhor - el cagader - que está agachadinho num canto a fazer, precisamente, um cocó. A sua presença é justificada para dar sorte para as colheitas. Não resisti e trouxe um para o presépio da minha irmã.
| El cagader num presépio lindo, todo feito em esferovite, que estava na praça da câmara municipal |
Chegámos a Lisboa no dia 24 depois do almoço. Para mim, o Natal este ano foi mini.
O que é preciso é imaginação
À porta da Sagrada Família, nos meandros de uma feira de Natal onde se vendem presépios, luzes, pinheiros e musgo, mas também gomas gigantes e torrão de Alicante, encontrámos este anúncio muito original.
Achei a ideia uma delícia. E sei de muitas famílias que, de bom grado, contratariam este serviço. A parte mais curiosa é que em Barcelona, ninguém liga nenhuma ao Natal e, muito menos ao Pai Natal.
Achei a ideia uma delícia. E sei de muitas famílias que, de bom grado, contratariam este serviço. A parte mais curiosa é que em Barcelona, ninguém liga nenhuma ao Natal e, muito menos ao Pai Natal.
20/12/11
A simple life
Este ano não vou ter tempo para fazer broas de Natal com a minha mãe, não vou poder ir passear ao Chiado na semana do Natal, não vou à Avenida de Roma, não vou andar a gozar os dias de alegre antecipação do Natal perto de casa, de que gosto sempre muito.
Estamos de férias - viemos a Barcelona (dir-se-ia que de propósito para fazer pirraça à "Elyse" do quem sai aos seus) e não podíamos ter ficado numa casa mais cool e num bairro mais cool e, já agora, numa cidade mais cool. O tempo está óptimo, apesar de um pouco frio e ontem fomos à praia, onde nos cruzámos com um nudista. Depois conto mais pormenores, ok?
Para já, só para partilhar uma ideia engraçada. Também aqui, a crise já chegou. Por isso, a Vinçon lançou presuntos insufláveis. Ao longe, enganaram-me bem.
Estamos de férias - viemos a Barcelona (dir-se-ia que de propósito para fazer pirraça à "Elyse" do quem sai aos seus) e não podíamos ter ficado numa casa mais cool e num bairro mais cool e, já agora, numa cidade mais cool. O tempo está óptimo, apesar de um pouco frio e ontem fomos à praia, onde nos cruzámos com um nudista. Depois conto mais pormenores, ok?
Para já, só para partilhar uma ideia engraçada. Também aqui, a crise já chegou. Por isso, a Vinçon lançou presuntos insufláveis. Ao longe, enganaram-me bem.
19/12/11
Pelo sim, pelo não
A miúda, que está crescida que nem percebo, diz-me solenemente que não acredita no Pai Natal - "são os pais, os avós e os tios" - para, segundos depois, dar com ela sentada a escolher receitas de bolachinhas para deixar ao dito senhor.
"Com um copo de leite branco e uma cenourinha para as renas."
"Com um copo de leite branco e uma cenourinha para as renas."
16/12/11
Bolos lindos
Será possível ser mais giro do que isto? Este Pai Natal apareceu ontem sentadinho num bolo no jantar de Natal da empresa.
Há quem saiba fazer estas coisas, assim com esta perícia toda - lindões. Adorava ter a paciência infinita que é preciso ter para conseguir transformar massa de açúcar em braços e pernas e as bochechas mais deliciosas do mundo.
Há quem saiba fazer estas coisas, assim com esta perícia toda - lindões. Adorava ter a paciência infinita que é preciso ter para conseguir transformar massa de açúcar em braços e pernas e as bochechas mais deliciosas do mundo.
24/11/11
A lista
Pai Natal em crise, menino Jesus sem dinheiro para roupinha,
aqui fica A lista, que pode ser útil para o mês que se avizinha:
P.S. Viverei igualmente feliz sem ter nenhuma destas coisas. Juro.
aqui fica A lista, que pode ser útil para o mês que se avizinha:
P.S. Viverei igualmente feliz sem ter nenhuma destas coisas. Juro.
17/11/11
É assim, mamã?
"O Pai Natal está em crise, pois está mamã?", pergunta a miúda, esperançosamente agarrada ao catálogo dos brinquedos da Popota do Continente, que anda a riscanhar há três dias.
Quem é que te disse isso?
Pergunto, enquanto tenho um vertiginoso flashback mental de todos os momentos absolutamente deliciosos da minha infância que envolveram o Natal. Dos quatro histéricos enfiados no quarto enquanto a minha mãe batia panelas na cozinha e o meu pai passava com um saco carregado com presentes. De montar a árvores de Natal, de procurar os presentes escondidos no quarto dos meus pais ao mesmo tempo que acreditava na generosidade do Pai Natal e do menino Jesus.
Acho que as crianças deviam ser resguardadas destes problemas. Ponto final. Já basta as ansiedades normais, o medo do escuro, o medo dos fantasmas, a vergonha das meias rotas, o sono, o cansaço, os testes, aprender coisas, viver a vida, para terem de estar preocupados com coisas que não percebem e que não podem resolver.
Não te preocupes com isso, mesmo que o Pai Natal esteja em crise, alguma prendinha se há-de arranjar e o importante é estarmos todos juntos.
Quem é que te disse isso?
Pergunto, enquanto tenho um vertiginoso flashback mental de todos os momentos absolutamente deliciosos da minha infância que envolveram o Natal. Dos quatro histéricos enfiados no quarto enquanto a minha mãe batia panelas na cozinha e o meu pai passava com um saco carregado com presentes. De montar a árvores de Natal, de procurar os presentes escondidos no quarto dos meus pais ao mesmo tempo que acreditava na generosidade do Pai Natal e do menino Jesus.
Acho que as crianças deviam ser resguardadas destes problemas. Ponto final. Já basta as ansiedades normais, o medo do escuro, o medo dos fantasmas, a vergonha das meias rotas, o sono, o cansaço, os testes, aprender coisas, viver a vida, para terem de estar preocupados com coisas que não percebem e que não podem resolver.
Não te preocupes com isso, mesmo que o Pai Natal esteja em crise, alguma prendinha se há-de arranjar e o importante é estarmos todos juntos.
14/11/11
Sondagem remete enfeites para 1 de Dezembro
Cerca de 80% das pessoas inquiridas aqui mesmo não querem ainda ver enfeites de Natal por todo o lado. Os mais moderados querem a 1 de Dezembro - o que me parece justo e o dia em que eu votaria - os mais radicais - e presumo que raparigas apenas - ainda não querem arrumar o bikini. Os restantes cerca de 20% admitem que "tem dias". É uma resposta simpática para o inquérito de um blogue chamado vida a dias...
Vale o que vale, porque só dez responderam :)
24/12/10
O Natal das caixinhas
Já não é deste ano. Aliás, tornou-se mesmo uma das tradições natalícias por excelência. Por estes dias, toda a gente leva, pelo menos, uma caixinha branca para casa. Os com menos tempo ou paciência levam tudo em caixinhas ou caixas grandes, empilhadas umas em cima das outras, os mais tradicionais levam menos.
A tradição agora é começar a experimentar as iguarias nas várias pastelarias, logo no início de Dezembro, para ir vendo quais são as melhores. Quem andar mais distraído já sabe que, ao chegar a véspera de Natal, por norma, as maiores filas indicam onde é que os doces são melhores. E é só entrar e comprar.
Este ano ainda só comi uma filhó, que toda a gente chama coscorão, mas que cá em casa são filhós. E estava boa. E é das coisas que vale a pena comprar feito porque nos dispensa da seca de estar a fritar coisas horas sem fim.
Lembro-me de passar horas a fazer filhós com a minha avó, a misturar os ingredientes todos, a deixar a massa repousar debaixo dos cobertores de papa, a imitar a avó enquanto fazia as rezas mágicas para a massa crescer - sem acreditar muito nessa possibilidade - e depois vê-la, no fim do tempo, enorme, uma bola redonda e luxuosa de massa, que tendíamos fininha e cortávamos com a ferramenta canelada para fazer as melhores filhós que já comi em toda a minha vida. A avó fritava-as, pacientemente, e eu ía comendo o que saía. Uma delícia.
Ontem, fizemos cento e muitas broas de Abrantes, com nozes e mel, a única indulgência típica do Natal que fazemos todos os anos. Estivemos também umas boas horas a fazê-las - a minha mãe mais tempo porque ficou a tirá-las do forno - e ficaram maravilhosas.
Hoje esqueci-me de ir buscar uma caixinha branca pequena de filhós para o jantar. Por isso, a consoada em casa dos meus pais não tem fritos. Nem um. O que até é bom, convenhamos.
A tradição agora é começar a experimentar as iguarias nas várias pastelarias, logo no início de Dezembro, para ir vendo quais são as melhores. Quem andar mais distraído já sabe que, ao chegar a véspera de Natal, por norma, as maiores filas indicam onde é que os doces são melhores. E é só entrar e comprar.
Este ano ainda só comi uma filhó, que toda a gente chama coscorão, mas que cá em casa são filhós. E estava boa. E é das coisas que vale a pena comprar feito porque nos dispensa da seca de estar a fritar coisas horas sem fim.
Lembro-me de passar horas a fazer filhós com a minha avó, a misturar os ingredientes todos, a deixar a massa repousar debaixo dos cobertores de papa, a imitar a avó enquanto fazia as rezas mágicas para a massa crescer - sem acreditar muito nessa possibilidade - e depois vê-la, no fim do tempo, enorme, uma bola redonda e luxuosa de massa, que tendíamos fininha e cortávamos com a ferramenta canelada para fazer as melhores filhós que já comi em toda a minha vida. A avó fritava-as, pacientemente, e eu ía comendo o que saía. Uma delícia.
Ontem, fizemos cento e muitas broas de Abrantes, com nozes e mel, a única indulgência típica do Natal que fazemos todos os anos. Estivemos também umas boas horas a fazê-las - a minha mãe mais tempo porque ficou a tirá-las do forno - e ficaram maravilhosas.
Hoje esqueci-me de ir buscar uma caixinha branca pequena de filhós para o jantar. Por isso, a consoada em casa dos meus pais não tem fritos. Nem um. O que até é bom, convenhamos.
16/12/10
Pai Natal antecipado
O meu filho mais velho nem queria acreditar quando lhe pedi para abrir o correio e saiu de lá de dentro um envelope castanho em seu nome, que trazia um livro do João Pastel. O tal que ele pediu ao Pai Natal - em quem não acredita - numa carta que lhe tinha escrito.
A história é linda - os senhores da editora Booksmile, que edita o João Pastel, leram aqui a carta, tentaram descobri-lo e decidiram fazer-lhe uma surpresa. Foram uns queridos. E deixaram-no baralhado mais um tempinho.
Por cá, eu vou sempre repetindo "não importa em que é que acreditas. O que é importante no Natal é a magia".
A história é linda - os senhores da editora Booksmile, que edita o João Pastel, leram aqui a carta, tentaram descobri-lo e decidiram fazer-lhe uma surpresa. Foram uns queridos. E deixaram-no baralhado mais um tempinho.
Por cá, eu vou sempre repetindo "não importa em que é que acreditas. O que é importante no Natal é a magia".
15/12/10
A magia do Natal
Esta é a sala de jantar dos ursinhos. Tem retratos de família, uma casa de bonecas, cortinas, um repasto em cima da mesa e um ar vitoriano chique. É uma das montras do Hamley's, a enorme e famosa loja de brinquedos de Londres. Muitas montras de Londres são assim na altura do Natal, um sonho.
Fazem-me regressar ao Chiado de que falo muito e às montras do Grandella e dos Armazéns do Chiado, há muitos muitos anos, de mão dada com os meus pais e irmãos. Lembro-me facilmente do tempo que passávamos de narizes colados aos enormes vidros, a ver todos os pormenores da cidade dos brinquedos, dos comboios que andavam a circular pela cidade, as bonecas que eu queria ter no sapatinho, se me portasse muito bem o menino Jesus havia de mas trazer.
Nesses armazéns só comprei uma vez uma Barbie, com dinheiro que juntei, já nem sei como, mas deve ter sido do Natal dos meus avós ou de semanadas, custou mil e novecentos escudos. Lembro-me como se fosse hoje e já deve ter sido há 27 anos. Acho que é por isso que o Natal só começa verdadeiramente para mim quando vamos todos ao Chiado ver as montras.
A Hamley's propriamente dita faz-me lembrar da primeira vez que fui a Londres, também com os meus pais e os meus irmãos todos, e em que ficámos encantados com os senhores que anunciavam "self-tying shoelaces" e outras maravilhas do momento na loja. Desta vez, deixámo-nos inebriar com um disco voador mágico, que andamos a aprender a controlar só com a força da mente (eu não, guardo as minhas forças para outras coisas).
Desta vez, as montras do Harrod's ainda eram mais de sonho, já falei delas, com a história do Peter Pan, mas esqueci-me de as fotografar. Nem sequer levei máquina, como quase sempre faço, por achar que vai ser um peso.
Por Lisboa, o que se usa por estes dias são as montras minimalistas - isto é, dispõe-se quase nada, o que é uma tristeza. A Bershka tem umas montras giras este Natal, a recuperar a imagem vintage, tão na moda. Uma outra loja em Campo de Ourique também me surpreendeu, mas não sei o nome, apesar de termos comprado umas coisas bem giras lá.
Tenho pena de não ter fotografado também as montras da Fortnum & Mason, com espectaculares quadros dos mestres a três dimensões, que pareciam saltar na nossa direcção, assim, sem óculos dos men in black nem nada.
Quem sabe de lojas que estejam giras para eu ir ver para a semana com os miúdos quando eles estiverem de férias? (Por enquanto, estou cheia de coragem, já comprei os bilhetes para o autocarro para irmos passear para Lisboa, um dia ao Chiado, um à Avenida de Roma, um à Baixa, um a Campo de Ourique, um, se calhar, ao circo da Feira Popular e ainda hei-de pensar em mais. Claro, aceito sugestões e combinações).
09/12/10
Lego ou Meccano para o Natal
Keep it simple. Se quando éramos miúdos adorávamos brincar com Lego e com Meccano, é provável que os nossos filhos também gostem. O meu pai brincava com Meccano quando era miúdo - não sei se foi o meu pai que mo disse se fui eu que supus, tal era a animação com que brincava connosco a estes jogos. Estes e o óbvio comboio, no qual não podíamos tocar. Podíamos ver, mas tocar é que não. Descobri mais tarde que quase todos os meus amigos tinham passado pelo mesmo.
Por isso, este ano vamos investir ou num Meccano ou num Lego para o mais velho.
Por isso, este ano vamos investir ou num Meccano ou num Lego para o mais velho.
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