Hoje acordei com 34 anos. Tranquilo, é igual aos 33. Os miúdos acordaram em grande excitação, aos pulos "parabéns mamã". Que bem que me sabe fazer anos na vossa língua. Ainda foram para a escola a comemorar o acontecimento, depois de me terem dado uma prenda, que estrearam mesmo antes de sair de casa.
Eu não suspeitava o que seria - o miúdo mais velho só descreveu aí umas 50 vezes o que ia ser a prenda, onde tinham comprado, tinham ido ver o preço cá mas tinham comprado na net, porque "cá era muito mais caro", como iria chegar cá a casa, "cá a casa não, ao escritório do pai, que é para não seres tu a receber a prenda, sabias que isso era possível mãe?" e, finalmente, deixado escapar concretamente o que seria a prenda, aí mais umas 30 vezes, repetindo depois baixinho "mas quando abrires finge que não sabes o que é, ok?"
E assim fiz.
Deixei-os na escola, mesmo a tempo de uma amiga me oferecer um café e um bocadinho de conversa comemorativos do dia. Almoço no Largo, no Chiado, com um clássico debaixo do braço, oferecido pelo maridinho querido. O jantar com os meus pais foi em casa da minha irmã, com direito a um concerto dado pelas primas mais pequenas, com os mais crescidos a dançar na orla da sala. Prendas muito queridas e iguais às que eu escolheria para mim. Genial.
O telefone tocou e voltou a tocar, o que é sempre bom e me faz sentir especial e contente e feliz - é assim com toda a gente? -, mas o facebook tem estado imparável. Diferentes maneiras de celebrar.
E se há coisa de que eu gosto é de fazer anos. Pois é. Obrigada a quem ligou, apareceu, smsou ou congratulou. Adorei.
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21/03/11
11/03/11
Coma com pão
Os meus olhos - e mais tarde - a minha boca nem queriam acreditar quando encontrei ontem o chocolate com que sonhei tantas vezes, Coma com pão. Está de novo à venda (penso que deixou de estar durante uns tempos, daí o fascínio) e vem em embalagens de três. Um para mim, um para o meu amigo preferido e outro para quem o apanhar. A marca Regina, a fábrica Imperial, mais uma vez, a recuperarem os chocolates míticos da minha/nossas infâncias. Delicioso.
24/01/11
Adorei
O comentário da filha de uns amigos, que veio cá a casa pela primeira vez no Sábado:
"A vossa casa é tão acolhedora".
"A vossa casa é tão acolhedora".
16/12/10
Pai Natal antecipado
O meu filho mais velho nem queria acreditar quando lhe pedi para abrir o correio e saiu de lá de dentro um envelope castanho em seu nome, que trazia um livro do João Pastel. O tal que ele pediu ao Pai Natal - em quem não acredita - numa carta que lhe tinha escrito.
A história é linda - os senhores da editora Booksmile, que edita o João Pastel, leram aqui a carta, tentaram descobri-lo e decidiram fazer-lhe uma surpresa. Foram uns queridos. E deixaram-no baralhado mais um tempinho.
Por cá, eu vou sempre repetindo "não importa em que é que acreditas. O que é importante no Natal é a magia".
A história é linda - os senhores da editora Booksmile, que edita o João Pastel, leram aqui a carta, tentaram descobri-lo e decidiram fazer-lhe uma surpresa. Foram uns queridos. E deixaram-no baralhado mais um tempinho.
Por cá, eu vou sempre repetindo "não importa em que é que acreditas. O que é importante no Natal é a magia".
07/12/10
Que bela conjugação
A história e as tradições sempre me maravilharam. Sempre adorei entrar em ambientes antigos que se modernizaram, que fazem parte dos dias de hoje, sem terem perdido a sua alma. No mesmo estilo, fazem-me pena os sítios que, tendo sido glamorosos, perderam a sua modernidade, deixaram passar o comboio e apresentam-se assim, meio perdidos, como a casa de uma tia velhota onde nos entristece ir por ter perdido o glamour que lhe atribuíramos na infância.
A pastelaria Aloma, em Campo de Ourique, onde pequeno-almoçei hoje com a minha mãe e a minha irmã, é um desses sítios que soube conjugar o passado com o presente. É antiga, de 1943, mas está cool, mantém o mosaico hidráulico no chão, mantém os armários antigos na parede, mas há ali uma aura de modernidade que gostei de ver. Até a miúda do balcão é hip.
Não sei qual é a história deles, nem se o senhor que está ao balcão é o dono original, nem se foi o (eventual) neto, que está ao seu lado, que o levou a estas alterações, mas já consegui pensar nisso um bocado e inventar um romance...
Aliado à boa onda do espaço, os bolos são uma delícia. Provámos o bolo-Rei e um palmier, delicioso e a parecer caseiro - não há melhor.

(A fotografia é daqui)
A pastelaria Aloma, em Campo de Ourique, onde pequeno-almoçei hoje com a minha mãe e a minha irmã, é um desses sítios que soube conjugar o passado com o presente. É antiga, de 1943, mas está cool, mantém o mosaico hidráulico no chão, mantém os armários antigos na parede, mas há ali uma aura de modernidade que gostei de ver. Até a miúda do balcão é hip.
Não sei qual é a história deles, nem se o senhor que está ao balcão é o dono original, nem se foi o (eventual) neto, que está ao seu lado, que o levou a estas alterações, mas já consegui pensar nisso um bocado e inventar um romance...
Aliado à boa onda do espaço, os bolos são uma delícia. Provámos o bolo-Rei e um palmier, delicioso e a parecer caseiro - não há melhor.

(A fotografia é daqui)
30/11/10
Como entreter miúdos pequenos durante uma hora
Ontem estive a queimar as pestanas até à meia-noite a recortar 20 ursinhos em espuma castanha, com base num molde de bolachas, a fazer 20 conjuntos de patinhas, 20 conjuntos de braços de urso, 20 narizes de urso sorridente, 20 pares de orelhas e 20 umbigos de urso. Recortei dez cartolinas A4 vermelhas em tamanho A5. Com as cartolinas A5 vermelhas fiz cartões de Natal. Escrevi 20 "Feliz Natal" nos cartões. Recortei 20 mini-cachecóis aos quadradinhos vermelhos e brancos ou azuis e brancos. Reuni 20 pares de olhos de boneco.
Hoje, na sala de aula da minha filha, depois de ler duas histórias sobre ursos, uma já grandinha e sobre o Natal, que é para fazer a ligação com o mês que amanhã começa, sentei-me com os miúdos nas mini-mesas amorosas da sala deles. Com um de cada vez ao meu lado, agrafei o ursinho ao cartão, eles colaram os olhos e ajudei-os a dar o nó no cachecol.
Adorei a actividade, acho que os miúdos também estiveram muito divertidos e o resultado ficou muito giro. No total, sem contar com os básicos, como o agrafador, a cola, os restinhos de tecido para os cachecóis e a tesoura que já faziam parte do armário das actividades cá de casa, gastei 5,25€. Como só estavam 16 miúdos na sala, dá um rácio de 0,32 €. Valeu mesmo o trabalho.
Hoje, na sala de aula da minha filha, depois de ler duas histórias sobre ursos, uma já grandinha e sobre o Natal, que é para fazer a ligação com o mês que amanhã começa, sentei-me com os miúdos nas mini-mesas amorosas da sala deles. Com um de cada vez ao meu lado, agrafei o ursinho ao cartão, eles colaram os olhos e ajudei-os a dar o nó no cachecol.
Adorei a actividade, acho que os miúdos também estiveram muito divertidos e o resultado ficou muito giro. No total, sem contar com os básicos, como o agrafador, a cola, os restinhos de tecido para os cachecóis e a tesoura que já faziam parte do armário das actividades cá de casa, gastei 5,25€. Como só estavam 16 miúdos na sala, dá um rácio de 0,32 €. Valeu mesmo o trabalho.
29/11/10
Mitos que desfiz em Londres
A semana passada fomos a Londres. Faz de conta que fomos comemorar 17 anos de namoro, que é já daqui a cinco dias. Os miúdos ficaram com os meus pais e ficaram óptimos.
Nós tivemos uns dias fantásticos a correr de um lado para o outro, consegui repousar as vistas em tantas coisas bonitas, originais ou só giras, que me vai dar por mais uns meses. Museus, desculpe papá, sei que não foi assim que aprendi, só visitámos um, o Museu da Ciência e mais nenhum. É um museu daqueles onde nos perdemos a fazer todas as experiências disponíveis e a aprender coisas giras. Também tivemos pouco tempo, só três dias bem espremidos.
Compras, nem por isso. Umas roupas para os miúdos, pouca coisa, uns collants e uma mala para mim e uns sapatos para o artista. Depois, livros, lindos, muitos e pesados. Tivemos de comprar uma mala de viagem grande, que já andávamos a namorar há uns tempos.
E macarrons. Comemos os que pudemos.
Mitos, desfiz dois.
Mito nº 1. O Sol quando nasce é para todos
É mentira. O sol em Londres não aquece nada e ponto final. É igual andar pelas ruas com ou sem sol, sendo que quando está sol é mais frustrante porque andamos pelos passeios à procura dele e nada. É igual a nada. O vento, esse, ganha facil e rapidamente uma intimidade extrema connosco, entrando por todas as pequenas brechas das protecções contra o frio. Gelo.
Mito nº 2. O Jamie Oliver é genial
Ao almoço, lá conseguimos comer sem reserva no enorme Jamie Italian, perto de Covent Garden. E que decepção!
Amo incondicionalmente o Jamie Oliver desde que o vi pela primeira vez, mesmo com a sua ligeira boçalidade e com os seus tiques. Tenho todos os livros que consigo dele - o que não quer dizer todos -, e estão bem usados. Também compro a revista dele quando a vejo à venda, mesmo sabendo que é um bocado bullshit. Isto porque as features são um bocado decepcionantes - especialmente quando fizeram uma sobre Portugal - lugares comuns atrás de lugares comuns. Mas perdoa-se, porque as receitas são boas.
Já o restaurante foi mau do princípio ao fim. Não o sítio, que me pareceu relaxado, mas sim a música, alta de mais, e, pior que tudo, a comida - é que não tinha piadinha nenhuma. Não tinha aquele génio que encontro em todas as receitas dele. E já experimentei muitas. E todas boas.
Ao almoço, comi cogumelos no forno, que estavam a nadar em azeite, ligeiramente rançoso, ainda por cima, nada o good quality olive oil, que o Jamie tanto alardeia. Depois fui enganada com um burger italiano - que treta. O homem que frisa a necessidade de não overcook as coisas, oferece-me um hamburger sem piada nenhuma que, ainda por cima, parecia sola de sapato. As batatas posh não tinham também piada nenhuma.
Conclusão: as brand extensions podem ser espectaculares para encher os bolsos e chegar a mais clientes satisfeitos, mas se há falhas na qualidade esperada, quem sofre é a brand propriamente dita. Eu, devo confessar, saí de lá muito triste.
Nós tivemos uns dias fantásticos a correr de um lado para o outro, consegui repousar as vistas em tantas coisas bonitas, originais ou só giras, que me vai dar por mais uns meses. Museus, desculpe papá, sei que não foi assim que aprendi, só visitámos um, o Museu da Ciência e mais nenhum. É um museu daqueles onde nos perdemos a fazer todas as experiências disponíveis e a aprender coisas giras. Também tivemos pouco tempo, só três dias bem espremidos.
Compras, nem por isso. Umas roupas para os miúdos, pouca coisa, uns collants e uma mala para mim e uns sapatos para o artista. Depois, livros, lindos, muitos e pesados. Tivemos de comprar uma mala de viagem grande, que já andávamos a namorar há uns tempos.
E macarrons. Comemos os que pudemos.
Mitos, desfiz dois.
Mito nº 1. O Sol quando nasce é para todos
É mentira. O sol em Londres não aquece nada e ponto final. É igual andar pelas ruas com ou sem sol, sendo que quando está sol é mais frustrante porque andamos pelos passeios à procura dele e nada. É igual a nada. O vento, esse, ganha facil e rapidamente uma intimidade extrema connosco, entrando por todas as pequenas brechas das protecções contra o frio. Gelo.
Mito nº 2. O Jamie Oliver é genial
Ao almoço, lá conseguimos comer sem reserva no enorme Jamie Italian, perto de Covent Garden. E que decepção!
Amo incondicionalmente o Jamie Oliver desde que o vi pela primeira vez, mesmo com a sua ligeira boçalidade e com os seus tiques. Tenho todos os livros que consigo dele - o que não quer dizer todos -, e estão bem usados. Também compro a revista dele quando a vejo à venda, mesmo sabendo que é um bocado bullshit. Isto porque as features são um bocado decepcionantes - especialmente quando fizeram uma sobre Portugal - lugares comuns atrás de lugares comuns. Mas perdoa-se, porque as receitas são boas.
Já o restaurante foi mau do princípio ao fim. Não o sítio, que me pareceu relaxado, mas sim a música, alta de mais, e, pior que tudo, a comida - é que não tinha piadinha nenhuma. Não tinha aquele génio que encontro em todas as receitas dele. E já experimentei muitas. E todas boas.
Ao almoço, comi cogumelos no forno, que estavam a nadar em azeite, ligeiramente rançoso, ainda por cima, nada o good quality olive oil, que o Jamie tanto alardeia. Depois fui enganada com um burger italiano - que treta. O homem que frisa a necessidade de não overcook as coisas, oferece-me um hamburger sem piada nenhuma que, ainda por cima, parecia sola de sapato. As batatas posh não tinham também piada nenhuma.
Conclusão: as brand extensions podem ser espectaculares para encher os bolsos e chegar a mais clientes satisfeitos, mas se há falhas na qualidade esperada, quem sofre é a brand propriamente dita. Eu, devo confessar, saí de lá muito triste.
07/11/10
Fundo de compensação
Os "onde é que está a mamã?", gritados em uníssono de manhã, depois de ter estado dois dias fora, compensam todos os eventuais "és má" ouvidos ao longo dos tempos.
21/10/10
Work in progress
Programa genial à hora do almoço, passeio pela Baixa, almoço num indiano delicioso, visita guiada primeiro ao céu e depois às catacumbas e ao cemitério. Tudo no mesmo sítio. Adorei.
23/08/10
Just landed
Chegámos ontem à noite a casa depois de uma viagem directa de carro de mil quilómetros desde Biarritz, no Sul de França. Os miúdos portaram-se maravilhosamente, apesar de terem começado a alucinar quando entrámos em Portugal e, depois, quando passámos a zona de Abrantes.
A subida até Biarritz e ao espectacular parque de campismo Le Pavillon Royal sobre a praia foi uma semana de férias a acampar por uma série de parques do Norte de Espanha, que correu muito bem.
É claro que na primeira noite, na Galiza, em O Grove, custou um pouco a adormecer. O parque de campismo era barulhento e os miúdos estavam histéricos por estarem a acampar. A partir daí acalmaram e entrou-lhes na pele. Perto de O Grove, delirámos com San Vicente do Mar, um aldeia de férias deliciosa, onde comemos marisco barato barato.
O herói que esteve a praticar body surf na praia em Biarritz é que veio um bocadinho amassado, com o braço magoado. De resto, correu tudo às mil maravilhas.
A subida até Biarritz e ao espectacular parque de campismo Le Pavillon Royal sobre a praia foi uma semana de férias a acampar por uma série de parques do Norte de Espanha, que correu muito bem.
É claro que na primeira noite, na Galiza, em O Grove, custou um pouco a adormecer. O parque de campismo era barulhento e os miúdos estavam histéricos por estarem a acampar. A partir daí acalmaram e entrou-lhes na pele. Perto de O Grove, delirámos com San Vicente do Mar, um aldeia de férias deliciosa, onde comemos marisco barato barato.
O herói que esteve a praticar body surf na praia em Biarritz é que veio um bocadinho amassado, com o braço magoado. De resto, correu tudo às mil maravilhas.
22/07/10
18/05/10
Tu e os submundos
A primeira vez que me lembro de entrar num submundo contigo namorávamos há pouco tempo. Já nem me lembro onde foi, mas sei que manténs essa atração. Lembro-me de falarmos dum café em Algés, enorme, que era um pouco assim, ninguém dava nada por ele por fora, mas por dentro era um mundo. Lembro-me dum jantar na mãe d'água "mas isto é assim por dentro?". Lembro-me de quando fui entrevistar a governanta do Ritz para um artigo e de te fazer inveja com as caves do hotel, inacessíveis para a generalidade das pessoas, onde se passa tudo o que faz um hotel funcionar. Lembro-me da igreja "Our Lord in the attic" em Amsterdão, onde ficámos os dois perplexos com a loucura duma igreja escondida plantada em cima de um prédio - daí o nome "Nosso Senhor no sotão".
Sempre gostaste desses lugares semi-escondidos, que não são imediatamente perceptíveis para os passers-by. Aliás, quando andamos a passear são justamente esses os sítios que procuramos, esquece lá o monumento batido com 500 pessoas à porta, vamos fazer outra coisa qualquer. E hoje fomos almoçar a um desses sítios onde gostas de ir. E parecias um miúdo a espreitar para todos os recantos, a ver se vias mais do que os outros. Gosto de ti quando fazes de miúdo.
Sempre gostaste desses lugares semi-escondidos, que não são imediatamente perceptíveis para os passers-by. Aliás, quando andamos a passear são justamente esses os sítios que procuramos, esquece lá o monumento batido com 500 pessoas à porta, vamos fazer outra coisa qualquer. E hoje fomos almoçar a um desses sítios onde gostas de ir. E parecias um miúdo a espreitar para todos os recantos, a ver se vias mais do que os outros. Gosto de ti quando fazes de miúdo.
14/05/10
Coisas que eu adoro
Adoro (re)visitar sítios escondidos de Lisboa, sítios onde não vou aí há uns 20 anos (xiiiii) e que continuam a deslumbrar-me. Hoje, à hora do almoço, fomos à Mãe d'Água do Jardim das Amoreiras. Um passeio grátis e meio mágico. E a vista do terraço? Um sonho.
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