Ontem, atrasada, no autocarro a caminho de ir buscar os miúdos à escola, lembrei-me de 50 coisas, pelo menos, em que tinha falhado. Só naquele dia. E ainda só eram cinco da tarde.
Estar atrasada foi o factor despoletador. Mas, em catadupa, lembrei-me que não tinha deixado nada pronto para o jantar, que não tinha descongelado a sopa (ter sopa congelada foi uma atenuante), que não tinha enviado ou respondido a 33 emails importantes, que não tinha preenchido cinco folhas de excel fundamentais (não para mim), que tinha saído duma reunião antes do tempo, que não tinha arrumado o meu armário (abençoadas portas dos armários), que ainda não tinha comprado um tampo de sanita novo, que tinha o congelador a rebentar de gelo, que tinha o fundinho duma mala do Verão ainda para arrumar, que tinha o verniz das unhas com péssimo aspecto, que ainda não tinha comprado acetona, que não tenho botas, pantufas, calças e camisolas de Inverno para a minha filha (deixou tudo de lhe servir dum dia para o outro), que mandei o meu filho para a escola com uma camisa por passar a ferro, que tenho de arranjar uma maneira de ter mais dinheiro, mas também de ter mais tempo para não me atrasar a ir buscar os miúdos...
Depois, na paragem seguinte, entrou uma amiga no autocarro e essas nuvens dissiparam-se. E ainda dizem que os amigos não trazem a felicidade.
Hoje, por coincidência, li este artigo.
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12/10/10
10/10/10
Meter o bedelho...
Deixa de fumar assim, amiga.
Estás a dar cabo da tua vida.
Faz as contas e pensa nos teus filhos.
Sorry.
Estás a dar cabo da tua vida.
Faz as contas e pensa nos teus filhos.
Sorry.
14/09/10
O fim de tarde
Apesar das excepcionais dificuldades em tirar dois bichos particularmente ensonados da cama hoje de manhã, ontem tivemos um fim de tarde maravilhoso, a comer pistachios e pizza no barquinho, ao pôr do sol. Não havia pinga de vento, nem de frio. Connosco, a melhor companhia do mundo. Aos saltos e a delirarem com TUDO. Especial.
13/09/10
Carga de trabalhos
Na caída da noite, quando os miúdos estão a dormir, aproveito para forrar com papel autocolante ou com as folhas de plástico da AMI os livros novos das criaturas. Para a mais pequena, parece-me justo, dois livros, um de actividades um para a música. Já para o gentleman, contei 15 ou 16 livros!!! Português, Inglês, Estudo do Meio, Matemática. (Estou tão orgulhosa apesar das dores nas costas de ter estado dobrada na mesa da cozinha a fazer esse trabalho). E tive de escrever o nome dele tantas vezes em tantas coisas para que não se percam que acho que vou passar a usar essa assinatura.
De resto, fim-de-semana "muito bacana", como diria a Roberta Medina. Sábado, almoço de aniversário de uma amiga, comemorado à larga, no campo, com apetitosas comidas e conversas. Domingo, conversas e lanche, agora ao largo de Cascais. Banho já não, parece que já não apetece.
De resto, fim-de-semana "muito bacana", como diria a Roberta Medina. Sábado, almoço de aniversário de uma amiga, comemorado à larga, no campo, com apetitosas comidas e conversas. Domingo, conversas e lanche, agora ao largo de Cascais. Banho já não, parece que já não apetece.
13/07/10
A minha amiga artista
Tenho uma amiga que é artista. Recupera coisas lindas, como igrejas e palácios e pinturas. Ela não se vê como eu a vejo, com a "inveja" de quem gostava de saber fazer com as tintas metade das coisas que ela sabe. Tenho a sensação que ela se vê mais como uma técnica, mais como uma executante, do que propriamente como uma artista.
Mas eu acho que o que ela faz tem tanto de arte e de interpretação como pintar de novo. Isso sei que ela não gosta de fazer. Não gosta de telas em branco. Tem uma cópia dum Almada com umas cores lindas - que eu cobiço loucamente porque sou indecisa sobre o que gostava de ter nas minhas paredes mas sei que aquilo era uma coisa que eu gostava de ter - que deixou a meio por insatisfação.
Hoje, levou-me a visitar uma igreja que terminou há pouco tempo. A própria da igreja é muito gira, uma igreja muito antiga no meio duma aldeia às portas de Lisboa. As cores restauradas do interior, o azul anil, o dourado, os marmoreados, tudo coisas de que eu gosto. Também gostei do cheiro da sacristia, o cheiro típico das caves das casas antigas, uma mistura de humidade com muitos anos, e umas escadas que não subi para o primeiro andar.
A igreja no meio da aldeia, com uma estrada que diminui ao passar por trás do altar, foi um cenário para umas imagens mentais giras. A igreja tinha as potentes luzes acesas no interior, para que um fotógrafo russo tirasse fotografias ao trabalho de restauro com um nível de bolha acoplado à máquina. Ao mesmo tempo que fotografava o tecto azul, ria-se dos nossos disparates.
Obrigada, artista. Gostei.
Mas eu acho que o que ela faz tem tanto de arte e de interpretação como pintar de novo. Isso sei que ela não gosta de fazer. Não gosta de telas em branco. Tem uma cópia dum Almada com umas cores lindas - que eu cobiço loucamente porque sou indecisa sobre o que gostava de ter nas minhas paredes mas sei que aquilo era uma coisa que eu gostava de ter - que deixou a meio por insatisfação.
Hoje, levou-me a visitar uma igreja que terminou há pouco tempo. A própria da igreja é muito gira, uma igreja muito antiga no meio duma aldeia às portas de Lisboa. As cores restauradas do interior, o azul anil, o dourado, os marmoreados, tudo coisas de que eu gosto. Também gostei do cheiro da sacristia, o cheiro típico das caves das casas antigas, uma mistura de humidade com muitos anos, e umas escadas que não subi para o primeiro andar.
A igreja no meio da aldeia, com uma estrada que diminui ao passar por trás do altar, foi um cenário para umas imagens mentais giras. A igreja tinha as potentes luzes acesas no interior, para que um fotógrafo russo tirasse fotografias ao trabalho de restauro com um nível de bolha acoplado à máquina. Ao mesmo tempo que fotografava o tecto azul, ria-se dos nossos disparates.
Obrigada, artista. Gostei.
05/07/10
Verdades insofismáveis
Parece-me que tão certo como o ditado que diz que a seguir da tempestade vem a bonança, ando a descobrir que as minhas amigas mega-betas de várias zonas do país são todas amigas das minhas outras amigas mega-betas. Uma das facetas divertidas do facebook...
25/04/10
Pilhas 14h20
Sem parar, os putos brincaram das 7h25 às 21h45. O Sol esteve do nosso lado e entre a esplanada, a praia, que estava deliciosa, e o jardim brincaram e brincaram e brincaram. Bem nos rimos a ver os oito coelhinhos duracell a correr à volta da casa, a pé, de bicicleta, de trotineta, de triciclo, de patins, de carro maravilha...
Nós aproveitámos o Sol. E também andámos de patins, de bicicleta e de trotineta.
Às 21h45, segundos depois de entrarem no carro de regresso a casa, adormeceram que nem pedras, não acordando sequer na trasfega para a cama.
Cansaço dos bons.
Nós aproveitámos o Sol. E também andámos de patins, de bicicleta e de trotineta.
Às 21h45, segundos depois de entrarem no carro de regresso a casa, adormeceram que nem pedras, não acordando sequer na trasfega para a cama.
Cansaço dos bons.
15/04/10
Conversar
Ando encantada com o aroma e sabor da pimenta longa que trouxe da Hédiard de Paris. Paguei relutantemente nove euros na loja luxuosa (era
das coisas mais baratas) por um frasquinho de vidro recheado com os grãos de pimenta longa, que não são propriamente grãos, porque parecem uns tronquinhos secos e ásperos e que se devem raspar (a embalagem traz um raspador). Sabe deliciosamente em sopas, pratos de peixe ou carne, em sobremesas com chocolate e até mesmo só para cheirar. Tem aroma de limão e é ligeiramente mais suave do que a pimenta preta. A sua origem é Indonésia.
A rapariga que trabalha cá em casa ficou maravilhada e feliz quando lhe mostrei a pimenta porque a sua mãe costumava trabalhar numa fábrica em São Tomé onde esta pimenta era tratada. Sei bem o que ela sente. Também os cheiros mágicos da infância me fazem sonhar.
Onde se verifica o encantamento cósmico que o mundo tem. Pimentas indonésias vindas por acaso de Paris para Lisboa reavivam a mãe morta na memória da filha sãotomense. A vida é linda.
das coisas mais baratas) por um frasquinho de vidro recheado com os grãos de pimenta longa, que não são propriamente grãos, porque parecem uns tronquinhos secos e ásperos e que se devem raspar (a embalagem traz um raspador). Sabe deliciosamente em sopas, pratos de peixe ou carne, em sobremesas com chocolate e até mesmo só para cheirar. Tem aroma de limão e é ligeiramente mais suave do que a pimenta preta. A sua origem é Indonésia.A rapariga que trabalha cá em casa ficou maravilhada e feliz quando lhe mostrei a pimenta porque a sua mãe costumava trabalhar numa fábrica em São Tomé onde esta pimenta era tratada. Sei bem o que ela sente. Também os cheiros mágicos da infância me fazem sonhar.
Onde se verifica o encantamento cósmico que o mundo tem. Pimentas indonésias vindas por acaso de Paris para Lisboa reavivam a mãe morta na memória da filha sãotomense. A vida é linda.
11/04/10
De volta
Outra vez de volta, desta vez da neve. Das terras altas de Andorra, longe mas longe. Uma semana boa de férias, em família e com amigos. Das pistas branquinhas onde basicamente esperei que os homens da casa voltassem da neve, do ski e do snowboard, a brincar com a miúda mais pequena que ainda não pode ter aulas.
As viagens de ida e volta de carro foram duras, muitos quilómetros de "ainda falta muito?" e de "tenho fome", "tenho xixi", "tenho sede", "estou farto", "já me dói o rabo" e coisas do estilo. Mas, tudo somado, os miúdos portaram-se impecavelmente. Pode mesmo dizer-se que foram amorosos. E ficaram histéricos de cada vez que viam El toro (nós ajudávamos, claro).

Ao fim do terceiro dia já estava completamente claustrofóbica das montanhas, sem perceber como é que é possível viver ali todo o ano, a ver só pedaços do ceú e sempre com o peso esmagador das montanhas em toda a parte. (Assim que chegámos a Lisboa quis ir à praia para lavar a vista de tamanha pequenez).
Por lá, ficou mais um dente do mais velho, que foi contemplado pelo El ratón, o congénere andorrenho/espanhol do rato dos dentes português.
As coisas mais positivas: o passeio, Andorra e Madrid, estar com amigos e conhecer pessoas diferentes, os miúdos terem estado compinchas a maior parte do tempo. Acho que é uma muito boa evolução. Espero que se torne a norma.
As viagens de ida e volta de carro foram duras, muitos quilómetros de "ainda falta muito?" e de "tenho fome", "tenho xixi", "tenho sede", "estou farto", "já me dói o rabo" e coisas do estilo. Mas, tudo somado, os miúdos portaram-se impecavelmente. Pode mesmo dizer-se que foram amorosos. E ficaram histéricos de cada vez que viam El toro (nós ajudávamos, claro).

Ao fim do terceiro dia já estava completamente claustrofóbica das montanhas, sem perceber como é que é possível viver ali todo o ano, a ver só pedaços do ceú e sempre com o peso esmagador das montanhas em toda a parte. (Assim que chegámos a Lisboa quis ir à praia para lavar a vista de tamanha pequenez).
Por lá, ficou mais um dente do mais velho, que foi contemplado pelo El ratón, o congénere andorrenho/espanhol do rato dos dentes português.
As coisas mais positivas: o passeio, Andorra e Madrid, estar com amigos e conhecer pessoas diferentes, os miúdos terem estado compinchas a maior parte do tempo. Acho que é uma muito boa evolução. Espero que se torne a norma.
04/03/10
Mais net e o flash de um amigo
Cada vez mais me convenço que devia ter um teclado ligado à net em dois sítios muito específicos: ao lado da cama e no carro. E nem precisava do ecrã. Ontem à noite tive de lutar com todas as forças para resistir às ideias malucas que andavam a perseguir-me. Gritavam-me do mais profundo "vai escrever", "vai escrever já", "o que é que estás a fazer na cama?", "vai escrever", "não tentes resistir"...
Fechei os olhos com toda a força para ver se conseguia dormir. Acho que as minhas pestanas deviam parecer as do Keanu Reeves no Matrix, quando estava a absorver toda a informação necessária para praticar na perfeição artes marciais (gosto especialmente da maneira como dizem jujitsu).
A agitação para vir escrever foi cansativa e só passou quando voltei a acender a luz, teimosamente não para escrever mas sim para ler. Para pegar finalmente no Paulo Castilho que andava a reservar para mais tarde, para que não acabe tão depressa.
Porque o Paulo Castilho é uma espécie de febre - ou, pelo menos, sempre foi. Os seus livros têm de ser devorados e, pelo que consegui ler ontem, uma série de capítulos de enfiada, agora a lutar com o cansaço do corpo pelas horas tardias, parece-me que este vai manter as expectativas. A história começa em Sintra numa atmosfera que eu adoro, de casas antigas, com mobílias antigas, com pessoas antigas, que gosto de ler nos livros porque os posso imaginar sempre como a casa dos meus avós.
E começa com amigos que já eram amigos na altura dos 17 anos, em que se discute a existência e a não existência, a importância e o sentido da vida e outros conceitos filosóficos que só eles davam para um blog inteirinho. Que saudades de tertúlias assim. Estou em pulgas para que chegue a noite e para voltar a pegar no livro. O regime é auto-imposto, se começo a ler a qualquer hora o livro chega ao fim num instante.
Já hoje, de regresso a casa no carro, lembrei-me de repente dum amigo de infância que morreu há uma série de anos, pouco depois do meu irmão ter morrido. Lembrei-me da exacta circunstância em que soube que ele o tinha feito. Tinha acabado de acordar e estava deitada na cama verde de ferro, encostada à parede. A minha irmã entrou e deu-me a notícia com um ar desesperado. Disse-me que uma das últimas respostas que tinha dado a alguém era "agora já está tudo bem". Era um miúdo muito divertido, cheio de imaginação e vontade e habilidade para fazer disparates. Brincávamos muito todos juntos. Não teve uma vida muito fácil. E hoje tive saudades dele.
Fechei os olhos com toda a força para ver se conseguia dormir. Acho que as minhas pestanas deviam parecer as do Keanu Reeves no Matrix, quando estava a absorver toda a informação necessária para praticar na perfeição artes marciais (gosto especialmente da maneira como dizem jujitsu).
A agitação para vir escrever foi cansativa e só passou quando voltei a acender a luz, teimosamente não para escrever mas sim para ler. Para pegar finalmente no Paulo Castilho que andava a reservar para mais tarde, para que não acabe tão depressa.
Porque o Paulo Castilho é uma espécie de febre - ou, pelo menos, sempre foi. Os seus livros têm de ser devorados e, pelo que consegui ler ontem, uma série de capítulos de enfiada, agora a lutar com o cansaço do corpo pelas horas tardias, parece-me que este vai manter as expectativas. A história começa em Sintra numa atmosfera que eu adoro, de casas antigas, com mobílias antigas, com pessoas antigas, que gosto de ler nos livros porque os posso imaginar sempre como a casa dos meus avós.
E começa com amigos que já eram amigos na altura dos 17 anos, em que se discute a existência e a não existência, a importância e o sentido da vida e outros conceitos filosóficos que só eles davam para um blog inteirinho. Que saudades de tertúlias assim. Estou em pulgas para que chegue a noite e para voltar a pegar no livro. O regime é auto-imposto, se começo a ler a qualquer hora o livro chega ao fim num instante.
Já hoje, de regresso a casa no carro, lembrei-me de repente dum amigo de infância que morreu há uma série de anos, pouco depois do meu irmão ter morrido. Lembrei-me da exacta circunstância em que soube que ele o tinha feito. Tinha acabado de acordar e estava deitada na cama verde de ferro, encostada à parede. A minha irmã entrou e deu-me a notícia com um ar desesperado. Disse-me que uma das últimas respostas que tinha dado a alguém era "agora já está tudo bem". Era um miúdo muito divertido, cheio de imaginação e vontade e habilidade para fazer disparates. Brincávamos muito todos juntos. Não teve uma vida muito fácil. E hoje tive saudades dele.
23/02/10
ih ih ih
Apercebi-me hoje, quando fui buscar os meus filhos à escola, que as auxiliares tratam o mais velho pelo último nome, assim como na tropa. Achei ternurento. Até porque eu trabalhei num sítio onde também me tratavam mais ou menos pelo último nome, assim como na tropa. E tive um momento de nostalgia.
A cabeça é um lugar estranho.
A cabeça é um lugar estranho.
13/02/10
Conversar
Não há nada melhor do que conversar. Despreocupadamente, casualmente, no fim de uma semana cansativa, despir o profissional e entrar suavemente em modo informal. Falar sobre filhos, trabalho, amigos, projectos, ideias. Conversar. Jantar com amigos, com músicas daquelas de que eu gosto, dos anos 80, em fundo. Os miúdos também em fundo a brincar nem sei a quê, satisfeitos da vida. Perfeito.
Esta, por sugestão da Cláudia.
Ou estas, por sugestão da Raquel e da Sónia.
É só pôr o computador no volume mais alto, tirar os sapatos (se forem de salto alto, que eu quase nunca uso porque não tenho pachorra) e dançar. Se tiverem vergonha de o fazerem sozinhos, os miúdos são um excelente acessório. Nem é preciso esperar pelo próximo casamento.
Esta, por sugestão da Cláudia.
Ou estas, por sugestão da Raquel e da Sónia.
É só pôr o computador no volume mais alto, tirar os sapatos (se forem de salto alto, que eu quase nunca uso porque não tenho pachorra) e dançar. Se tiverem vergonha de o fazerem sozinhos, os miúdos são um excelente acessório. Nem é preciso esperar pelo próximo casamento.
25/12/09
Noite feliz
Acho que a nossa consoada correu mesmo bem. É claro que tivemos um bocadinho de comida a mais, serve para amanhã. Estavam todos muito bem dispostos e contentes. Os miúdos estavam hype, como é natural, tivemos prendas equilibradas e justas para todos. Abrimos as prendas uma horinha antes da hora e adorei tudo o que recebi.
"mãe sabes? Não gostei das minhas prendas... ADOREI!!!" diz o mais velho. A mais pequena faz uma exposição no sofá grande e leva toda a gente a ver "queres ver o que é que eu ganhei?" com um ar muito contente. Ainda bem que gostaram.
Eu tive muitas prendas directinhas das minhas listas aqui expostas, o que é para agradecer do fundo do coração - pantufas, mala castanha, mala para a máquina fotográfica, livro dos bolos, sei lá, foram só coisas de que eu preciso mesmo e mimos.
E depois ainda tive a melhor prenda do mundo. Uma surpresa enorme, de dois dias a fazer uma coisa que adoro. Adoro-te amigo.
"mãe sabes? Não gostei das minhas prendas... ADOREI!!!" diz o mais velho. A mais pequena faz uma exposição no sofá grande e leva toda a gente a ver "queres ver o que é que eu ganhei?" com um ar muito contente. Ainda bem que gostaram.
Eu tive muitas prendas directinhas das minhas listas aqui expostas, o que é para agradecer do fundo do coração - pantufas, mala castanha, mala para a máquina fotográfica, livro dos bolos, sei lá, foram só coisas de que eu preciso mesmo e mimos.
E depois ainda tive a melhor prenda do mundo. Uma surpresa enorme, de dois dias a fazer uma coisa que adoro. Adoro-te amigo.
22/11/09
Música da terceira classe
[Em 1984, na terceira classe]
A professora pede a um dos alunos para cantar, para ocupar o bocadinho que ainda falta para o toque da saída, para corrermos que nem uns loucos para as barras paralelas, hoje proibidas de certeza. Esta era uma das músicas que ele costumava cantar. Cantava em inglês - não sei porquê - cantava com sentimento, tinha jeito para a coisa.
Os outros, em fila, encostados à parede dos cacifos da sala que ainda está igualzinha ao que era (vou lá em todas as eleições). Eu cantava também de olhos fechados (e acho que as miúdas todas) a música que à noite ouvia na rádio no quarto que partilhava com a minha irmã. Nos anos 80, eu era uma miúda pequenina, platonicamente apaixonada pelas músicas românticas que ouvia na rádio. Platonicamente apaixonada quando via "O barco do amor", quando via o "Verão azul", quando via o "Dempsey and Makepeace", quando via o "Modelo e detective". Era giro ser pequenina e ter assim paixões platónicas, completamente inocentes e impraticáveis.
E era giro ficar à noite a ouvir com a minha irmã o rádio roufenho da aparelhagem a cantar "I should have known better", "Cry me a river", "Time after time" e outras canções românticas. E acho que o Oceano pacífico da RFM, com o João Chaves - fez agora 25 anos, portanto, foi em 1984, justamente o ano em que saiu esta música.
Pelo clip, percebo que devia haver televisões a cores no Reino Unido, lá em casa havia uma televisão a preto e branco que dava hoje um belo aquário.
Hoje ouvi a música no carro. Adorei andar na primária.
29/10/09
Viver por quem perdemos
António Lobo Antunes diz numa entrevista na SIC que "temos de continuar a viver por aqueles que perdemos" ou qualquer coisa do estilo. Que a relação que temos com as pessoas de quem gostamos continua a evoluir depois de eles morrerem. Que "a certa altura, temos mais mortos do que glóbulos no sangue". Adorei o conceito.
Gosto muito de Lobo Antunes, especialmente das crónicas, os livros não sei se alcanço bem o que diz, se calhar peguei n' "Os cus de judas" ou na "Memória de elefante" antes de tempo. Adoro as crónicas que faz sobre as casas das pessoas, sobre os amores envelhecidos ou perdidos, sobre os naperons e os bibelots sobre a televisão. Daquela ideia que usa muito que é sempre um menino a ver o mundo.
Eu também sou uma miúda pequenita a ver o mundo, muitas vezes ainda não chego ao topo da bancada do café onde tento, sem sucesso, pedir cinco pastilhas Gorila de banana. Também às vezes me sinto como a miúda que se esquecia de ir à casa-de-banho, por estar tão entretida a brincar na rua aos polícias e ladrões, que fazia xixi pelas pernas abaixo e depois morria de vergonha. Ter cinco anos e começar a ter memória é lindo. Vejo hoje isso no meu filho. Já tenho memória das coisas que fazia quando tinha a idade dele. Quem me dera dar-lhe boas memórias.
Gosto muito de Lobo Antunes, especialmente das crónicas, os livros não sei se alcanço bem o que diz, se calhar peguei n' "Os cus de judas" ou na "Memória de elefante" antes de tempo. Adoro as crónicas que faz sobre as casas das pessoas, sobre os amores envelhecidos ou perdidos, sobre os naperons e os bibelots sobre a televisão. Daquela ideia que usa muito que é sempre um menino a ver o mundo.
Eu também sou uma miúda pequenita a ver o mundo, muitas vezes ainda não chego ao topo da bancada do café onde tento, sem sucesso, pedir cinco pastilhas Gorila de banana. Também às vezes me sinto como a miúda que se esquecia de ir à casa-de-banho, por estar tão entretida a brincar na rua aos polícias e ladrões, que fazia xixi pelas pernas abaixo e depois morria de vergonha. Ter cinco anos e começar a ter memória é lindo. Vejo hoje isso no meu filho. Já tenho memória das coisas que fazia quando tinha a idade dele. Quem me dera dar-lhe boas memórias.
28/10/09
Fragmentos do Chiado
Hoje, no Chiado, as miúdas estavam todas de vestido. Todas com óculos de sol de massa enormes e dramáticos como a Jacqueline Kennedy. Todas com leggings, algumas de leggings brilhantes. Também passei por duas rockabillies, com vestidos aos quadrados e flores no cabelo. Vi rapazes com bom ar, com a barba da moda, com a Vespa da moda, com um ar look at me meio enjoativo.
Vi botas e sandálias. Calçadas. Umas com frio outras com calor.
Vi zerinhos na minha conta e queria comprar uma mala castanha, mas não encontrei nenhuma como quero. Um rocker passou por mim e parecia que estava a fazer tricot, porque levava as mãos junto ao peito com ar de formiguinha e a t-shirt roqueira dele tinha umas asas douradas desenhadas que pareciam mesmo agulhas de tricot. Tive de olhar duas vezes para ver que era engano. Depois ri-me. Claro.
Vi botas e sandálias. Calçadas. Umas com frio outras com calor.
Vi zerinhos na minha conta e queria comprar uma mala castanha, mas não encontrei nenhuma como quero. Um rocker passou por mim e parecia que estava a fazer tricot, porque levava as mãos junto ao peito com ar de formiguinha e a t-shirt roqueira dele tinha umas asas douradas desenhadas que pareciam mesmo agulhas de tricot. Tive de olhar duas vezes para ver que era engano. Depois ri-me. Claro.
19/06/09
Detox (III)
Ontem foi fácil, consegui evitar as gomas que uma mãe mais esperta levou para manter os putos tranquilos num jantar na rua onde comi frango + saladas + umas batatinhas fritas. O Joshi não diz que não se pode comer batatas, só é aconselhável não as comer. Fritas deve ser proibido, mas souberam-me bem. Não sou fundamentalista.
Continua sem me apetecer comer bolachas, chocolates e afins. Hoje, depois de um almoço muito agradável (pela companhia e pelo que comi - um mega prato de legumes sem tempero) apeteceu-me comer umas gomas, porque fiquei muito irritada. Percebi que são: a frustração, o cansaço, a irritação que me levam a comer doces. A diferença para a semana passada é que não as comi. Mental note to self - mantém as pessoas que te fazem sentir mal à distância - física ou psicológica.
P.s. Amigas info-excluídas e sis - adoro-vos.
Continua sem me apetecer comer bolachas, chocolates e afins. Hoje, depois de um almoço muito agradável (pela companhia e pelo que comi - um mega prato de legumes sem tempero) apeteceu-me comer umas gomas, porque fiquei muito irritada. Percebi que são: a frustração, o cansaço, a irritação que me levam a comer doces. A diferença para a semana passada é que não as comi. Mental note to self - mantém as pessoas que te fazem sentir mal à distância - física ou psicológica.
P.s. Amigas info-excluídas e sis - adoro-vos.
26/02/09
Assim sendo...
Como já disse, ando a activar o Facebook. Fico especialmente contente quando recebo as mensagens deles a dizer: "x and y are now friends. You suggested this friendship." Adoro sugerir amizades e criar laços entre pessoas. A mensagem deles é muito simpática.
25/02/09
Silêncio
Hoje é dia de borga. Só de miúdas, para desanuviar. Estou tão contente, que até fui cortar o cabelo, vou vestir um vestido e vou pintar os olhos de azul brilhante (o meu conhecimento do mundo da cosmética é tão limitado que eu não sei qual é a diferença entre um eyeliner e mascara. Tenho de pensar um bocado até acertar).
Esta noite de borga vai ser mesmo fixe. Por antecipação já é.
Ando a activar o meu Facebook, dormente há uma série de tempo. Estou na fase em que encontro amigos que já não via (alguns não me lembrava) há anos. É mais ou menos como o hi5, mas permite maior interacção. Vai dar é um bocado de trabalho a preencher a grelha dos amigos...
13/02/09
Aos amigos...
Aos amigos que aqui vêm sem dizerem nada e que tenho pena de não saber que aqui estiveram. Reajam caso encontrem algo de que gostem ou de que não gostem. É só carregar aqui em baixo para deixar um comentário. :)
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