Nem sei se sou cliente (acho que sim no mobile), mas a Vodafone anda a convencer-me com as suas campanhas.
Adorei a da Editora Almedina (chegam lá pesquisando almedina vodafone no youtube) e também simpatizei muito com este mega coração que me acolheu na Avenida de Berna. Grande e vermelho. Simpático. Ainda bem que não estava ninguém a olhar para mim, senão juro que tinha corado.
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15/06/12
11/06/12
Na cadeira da frente
A mulher despachada do senhor a fazer tratamentos à minha frente
(que está com uma cólica renal, diz que é pior que ter um filho, não sei, os meus nem me lembro mas acho que não custaram nada)
A mulher pergunta
"queres aquele spray para o hálito? Estás com muito mau hálito".
É a mulher que manda, que diz
"ai se os homens tivessem filhos..."
A mulher que arrepanha as calças nervosamente quando o marido se levanta para arrastar o sofrimento e o penduricalho dos medicamentos até à casa de banho.
O marido aceita o spray e queixa-se de não ter cortado ontem as unhas. Faz o seu papel, queixa-se, ela fica mais calma, pensa isto eu sei fazer.
"Então, meu querido?"
(que está com uma cólica renal, diz que é pior que ter um filho, não sei, os meus nem me lembro mas acho que não custaram nada)
A mulher pergunta
"queres aquele spray para o hálito? Estás com muito mau hálito".
É a mulher que manda, que diz
"ai se os homens tivessem filhos..."
A mulher que arrepanha as calças nervosamente quando o marido se levanta para arrastar o sofrimento e o penduricalho dos medicamentos até à casa de banho.
O marido aceita o spray e queixa-se de não ter cortado ontem as unhas. Faz o seu papel, queixa-se, ela fica mais calma, pensa isto eu sei fazer.
"Então, meu querido?"
08/06/12
29/05/12
Sei tudo
Não tenho de fechar os olhos para imaginar o teu corpo por baixo dessa roupa toda. Conheço tudo, as formas, embora talvez estejas mais gordinho, as rugas, as expressões, os piscares de olhos repetidos quando estás farto de luz ou de fumo. Sei que levantas a mão em cumprimento quando passas por alguém, sei que vais fingir que não ouves se pessoas que não conheces te chamam na rua.
Percebo que estás cansado, estás velho como eu, sei que também tens os dias a colarem-se uns aos outros, que sobes a Calçada da Estrela cada vez mais devagarinho. Estás em modo reacção, quase como um objecto inanimado. Estás sozinho, apesar de teres tanta gente ao teu lado. Tens os olhos tristes de quem sabe antecipadamente, como um fado, as coisas que se vão, que estás a perder. A partir de um dia certo, que deve estar marcado num calendário qualquer, já só perdemos coisas, já não ganhamos nada.
Apesar de já não estar contigo, de já não me pertenceres fisicamente, foste meu. Há muitos e muitos anos. E, quando alguém nos pertence, ficamos a saber tudo sobre essa pessoa. Como agora, esse sorriso triste que quer dizer "gostei de ti". Eu também.
Percebo que estás cansado, estás velho como eu, sei que também tens os dias a colarem-se uns aos outros, que sobes a Calçada da Estrela cada vez mais devagarinho. Estás em modo reacção, quase como um objecto inanimado. Estás sozinho, apesar de teres tanta gente ao teu lado. Tens os olhos tristes de quem sabe antecipadamente, como um fado, as coisas que se vão, que estás a perder. A partir de um dia certo, que deve estar marcado num calendário qualquer, já só perdemos coisas, já não ganhamos nada.
Apesar de já não estar contigo, de já não me pertenceres fisicamente, foste meu. Há muitos e muitos anos. E, quando alguém nos pertence, ficamos a saber tudo sobre essa pessoa. Como agora, esse sorriso triste que quer dizer "gostei de ti". Eu também.
18/05/12
10/04/12
Toma para a troca
Deste-me um mini, que eu amo, e eu dou-te um pão de forma da cor da Peugeot 505, cujas portas abrem e tudo. Acho que não anda, mas experimenta pôr gasolina. O dinheiro não dá para mais.
09/04/12
01/04/12
06/02/12
Uma declaração de amor
Em podendo confessar uma coisa, confesso que adoro o meu nome. E ainda mantenho aquela ideia infantil de que não há mais nenhuma Joana no mundo que não eu. Por isso, obviamente, reparei neste tag à porta da Pharmacia. Neste caso, a Joana não sou eu.
O que quer dizer, não sei, mas sempre gostei de narrativas abertas, que nos obrigam a criar um fim para a história. Portanto, aqui, o tipo que antes escrevia histórias de amor para a Joana, conseguiu, através das suas demonstrações públicas de afecto nas paredes de Lisboa, um lugar de copy a trabalhar a conta da Nike. Além disso, conseguiu convencer a Joana e agora fazem os tags na parede da cozinha, todas as manhãs. "Amo-te", "Podes usar os meus Nike", "Fiz panquecas com mel para ti", "Logo à noite: filme e massagem" e coisas do género. No meu caso, são sempre fins cor-de-rosinha. Sorry, é a minha imaginação.
O que quer dizer, não sei, mas sempre gostei de narrativas abertas, que nos obrigam a criar um fim para a história. Portanto, aqui, o tipo que antes escrevia histórias de amor para a Joana, conseguiu, através das suas demonstrações públicas de afecto nas paredes de Lisboa, um lugar de copy a trabalhar a conta da Nike. Além disso, conseguiu convencer a Joana e agora fazem os tags na parede da cozinha, todas as manhãs. "Amo-te", "Podes usar os meus Nike", "Fiz panquecas com mel para ti", "Logo à noite: filme e massagem" e coisas do género. No meu caso, são sempre fins cor-de-rosinha. Sorry, é a minha imaginação.
20/01/12
... mas não faz mal
Porque usas um perfume que me maravilha e que me faz andar pela casa toda à procura dos sítios onde possam ter ficado restinhos desse cheiro.
Assim já não me ralo de não gostares de bolas de neve.
Assim já não me ralo de não gostares de bolas de neve.
04/01/12
Nostalgia
Diz-nos o Diário Digital que a palavra "nostalgia" foi a mais procurada durante 2011 no dicionário online Priberam, que é uma das ferramentas de trabalho que mais uso, se não todos os dias, pelo menos dia sim dia não.
Nostalgia, diz o site, é "tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal" ou "estado melancólico causado pela falta de algo".
Num ano em que vi e continuo a ver família, tantos amigos, conhecidos ou amigos de amigos que não conheço a irem viver para outro lado, à procura de melhores oportunidades, faz sentido a primeira versão, das saudades do afastamento da pátria.
A segunda hipótese, do "estado melancólico pela falta de algo" - pondo de lado a piada fácil de estado soar igual a Estado e podermos pensar que é o próprio Estado que melancólico está pela falta de algo -, é triste, especialmente se, continuando a ler a notícia (que apanhei no facebook de uma amiga), lermos que em 2010 a palavra mais procurada tinha sido "amor".
Agora, a dúvida é: se em 2010 encontrámos o amor, mas agora andamos à procura de nostalgia, onde é que perdemos o primeiro?
Nostalgia, diz o site, é "tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal" ou "estado melancólico causado pela falta de algo".
Num ano em que vi e continuo a ver família, tantos amigos, conhecidos ou amigos de amigos que não conheço a irem viver para outro lado, à procura de melhores oportunidades, faz sentido a primeira versão, das saudades do afastamento da pátria.
A segunda hipótese, do "estado melancólico pela falta de algo" - pondo de lado a piada fácil de estado soar igual a Estado e podermos pensar que é o próprio Estado que melancólico está pela falta de algo -, é triste, especialmente se, continuando a ler a notícia (que apanhei no facebook de uma amiga), lermos que em 2010 a palavra mais procurada tinha sido "amor".
Agora, a dúvida é: se em 2010 encontrámos o amor, mas agora andamos à procura de nostalgia, onde é que perdemos o primeiro?
30/12/11
Cair no amor
A língua inglesa tem aquelas expressões típicas que todos conhecemos e, muitas vezes, gostávamos de ter em português. Falling in love, para eles, é excelente, é o princípio de tudo, é o que traz as borboletas no estômago e o sorriso parvo na cara. Para mim, cair no amor é um azar, uma infeliz sucessão de acontecimentos, ou uma coincidência indesejada, se assim quiserem chamar-lhe.
O que eu gosto é de ser uma pessoa livre. Ter muitas aventuras. Ter a liberdade de fazer o que quero com o meu tempo. Decidi logo aos oito anos que ía ser sempre assim. In-de-pen-den-te. Cinco sílabas, que me permitem ter já posto os pés e os olhos nos cinco continentes, sem nunca ter de estar preso às linhas telefónicas ou a escrever postais para alguém que não podia ou queria acompanhar-me. O problema é esse. Ninguém quer depois acompanhar ninguém. É, podemos chamar-lhe, o egoísmo de cada um.
Aos oito anos, eu gostava da Teresa e ela gostava do Pedro. Achei indecente e escrevi uma carta de amor à Ana - de quem não gostava. Só para fazer ciúmes à Teresa. Depois percebi que não gostava da Teresa também. E aí fiquei amigo de todas. O que foi sempre muito mais divertido. No fundo, esta mania de ser independente é uma forma de egoísmo.
O pior é que agora estou assim. Parvo de apaixonado. Caí.
O que eu gosto é de ser uma pessoa livre. Ter muitas aventuras. Ter a liberdade de fazer o que quero com o meu tempo. Decidi logo aos oito anos que ía ser sempre assim. In-de-pen-den-te. Cinco sílabas, que me permitem ter já posto os pés e os olhos nos cinco continentes, sem nunca ter de estar preso às linhas telefónicas ou a escrever postais para alguém que não podia ou queria acompanhar-me. O problema é esse. Ninguém quer depois acompanhar ninguém. É, podemos chamar-lhe, o egoísmo de cada um.
Aos oito anos, eu gostava da Teresa e ela gostava do Pedro. Achei indecente e escrevi uma carta de amor à Ana - de quem não gostava. Só para fazer ciúmes à Teresa. Depois percebi que não gostava da Teresa também. E aí fiquei amigo de todas. O que foi sempre muito mais divertido. No fundo, esta mania de ser independente é uma forma de egoísmo.
O pior é que agora estou assim. Parvo de apaixonado. Caí.
28/12/11
A melhor declaração de amor do mundo
Se isto não é uma declaração de amor, não sei o que seja. Comprada na bubó, sem eu saber (onde fomos todos os dias comer doçarias com os miúdos - favoritos: marshmallows de violeta e este bolo delicioso):
13/12/11
11/12/11
À espera do Outono
Às vezes, há livros ou filmes que achamos que foram escritos/feitos para nós e que depois são uma decepção. Acontece. E depois há outros que excedem as expectativas. E isso é raro.
Na minha wishlist de Natal, já tenho de cortar "O príncipe da neblina", do Záfon, porque comprei o livro num impulso, sei lá, com um medo infantil que todo o mundo descobrisse a escrita genial do autor e comprassem todos os livros. Mas ainda não o li. É tão pequenino, em comparação com os outros dele que li antes, que tenho medo de o acabar numa só noite. E depois ficar sem nenhum para ler.
Ontem, o meu sócio (antiguidade 18 anos não comemorados no início do mês) comprou o filme "500 days of Summer" no iTunes. Era outro dos presentes que gostava de receber no Natal, por isso achei amoroso que o tenha comprado para mim. Mas confesso que estava com receio de não cumprir o esperado - até porque acho que já ando a wishlistá-lo desde o ano passado.
Estivemos a vê-lo. E só posso dizer que amei. Que excedeu as minhas expectativas.
Na minha wishlist de Natal, já tenho de cortar "O príncipe da neblina", do Záfon, porque comprei o livro num impulso, sei lá, com um medo infantil que todo o mundo descobrisse a escrita genial do autor e comprassem todos os livros. Mas ainda não o li. É tão pequenino, em comparação com os outros dele que li antes, que tenho medo de o acabar numa só noite. E depois ficar sem nenhum para ler.
Ontem, o meu sócio (antiguidade 18 anos não comemorados no início do mês) comprou o filme "500 days of Summer" no iTunes. Era outro dos presentes que gostava de receber no Natal, por isso achei amoroso que o tenha comprado para mim. Mas confesso que estava com receio de não cumprir o esperado - até porque acho que já ando a wishlistá-lo desde o ano passado.
Estivemos a vê-lo. E só posso dizer que amei. Que excedeu as minhas expectativas.
18/11/11
Lã para casacos de bebé
Suavemente, como a lã para fazer casacos de bebés, vamos abdicando de pedaçinhos pequeninos um do outro. Deixamos pequenas partículas de "nós" dissolverem-se com as ausências, outras com as presenças que ainda vamos tendo e que gastamos em silêncio. Quando estamos juntos, parecemos agora casacos largos nas costas dos velhotes. Já não encaixamos um no outro.
Mas houve uma altura em que a nossa conversa era essa lã macia dos casacos de bebés, em que as nossas mãos e os nossos braços se enleavam numa ginástica sincronizada sem que tivessemos de pensar nisso. Nos momentos em que pressentíamos a presença do outro no meio de uma multidão, no momento em que as luzes se acendiam todas só para nós.
Agora, a maior parte das luzes está apagada. E deixámos de ter a capacidade de acender luzes novas.
A música que ouvimos já não é a paz, já não são melodias alegres, já não são pequenos-almoços na cama ou piqueniques na praia. O tempo que tínhamos juntos acabou. E não volta mais.
Mas houve uma altura em que a nossa conversa era essa lã macia dos casacos de bebés, em que as nossas mãos e os nossos braços se enleavam numa ginástica sincronizada sem que tivessemos de pensar nisso. Nos momentos em que pressentíamos a presença do outro no meio de uma multidão, no momento em que as luzes se acendiam todas só para nós.
Agora, a maior parte das luzes está apagada. E deixámos de ter a capacidade de acender luzes novas.
A música que ouvimos já não é a paz, já não são melodias alegres, já não são pequenos-almoços na cama ou piqueniques na praia. O tempo que tínhamos juntos acabou. E não volta mais.
17/11/11
Obviamente
Obviamente, fiquei enjoada com as porcarias que misturei e acabei por não jantar. Fomos passear até Carcavelos e estava uma noite bonita. Bebi um chá, em vez da caipirinha que tinha idealizado. Passeámos de mão dada a conversar.
26/10/11
À chuva, em Roma
Era de noite e chovia. Ou, se calhar, não chovia e fui só eu que fiquei com a imagem de chuva.
Era de noite e andávamos a passear por Roma. Estava frio, isso sei de certeza, porque vejo nas poucas fotografias que tirámos (como sempre) que estamos de casaco - até tu. Em Trastevere, perto de casa, tínhamos por hábito dar umas voltas antes de ir dormir. A zona fez-nos lembrar o Bairro Alto, sem as subidas e descidas.
O ambiente era meio assustador, ali à beira do Tibre, húmido e frio, as ruas pouco iluminadas, imersas em silêncio e caminhávamos de mão dada, a conversar sobre o que já tínhamos visto e a loucura que é Roma.
Pelas ruas começámos, de repente, a ouvir vozes altas e o bater imponente de botas de cavaleiro nas pedras da calçada. E fomos dar a um largo onde estavam reunidos imensos cavaleiros templários ou de qualquer ordem do estilo.
Vestidos com fatos castanhos e as botas, estavam numa cerimónia especial e, a parte a que achámos mais piada, eram rapazes da nossa idade. Quando demos a volta à igreja, fomos encontrar um grupinho de vestidos castanhos e botas de cano alto a conspirar, a fumarem cigarros e a rir. Como um grupo de adolescentes, puseram-se em sentido quando passámos, porque provavelmente não estavam a ser pios.
Penso que no mesmo dia, mas de manhã, fizemos um passeio de segway pela cidade e o guia - um estudante de arte italiano - levou-nos à Praça dos Cavaleiros Templários, que tem o pormenor magnífico de, ao espreitar pela fechadura da imponente porta, ficarmos focados no Vaticano, na Basílica de São Pedro.
Como gostamos de uma boa teoria da conspiração e do valor dos símbolos, da maçonaria e dos templários, ficámos encantados ao descobrir esse "segredo".
Hoje lembrei-me de Roma. Foi bom.
Era de noite e andávamos a passear por Roma. Estava frio, isso sei de certeza, porque vejo nas poucas fotografias que tirámos (como sempre) que estamos de casaco - até tu. Em Trastevere, perto de casa, tínhamos por hábito dar umas voltas antes de ir dormir. A zona fez-nos lembrar o Bairro Alto, sem as subidas e descidas.
O ambiente era meio assustador, ali à beira do Tibre, húmido e frio, as ruas pouco iluminadas, imersas em silêncio e caminhávamos de mão dada, a conversar sobre o que já tínhamos visto e a loucura que é Roma.
Pelas ruas começámos, de repente, a ouvir vozes altas e o bater imponente de botas de cavaleiro nas pedras da calçada. E fomos dar a um largo onde estavam reunidos imensos cavaleiros templários ou de qualquer ordem do estilo.
Vestidos com fatos castanhos e as botas, estavam numa cerimónia especial e, a parte a que achámos mais piada, eram rapazes da nossa idade. Quando demos a volta à igreja, fomos encontrar um grupinho de vestidos castanhos e botas de cano alto a conspirar, a fumarem cigarros e a rir. Como um grupo de adolescentes, puseram-se em sentido quando passámos, porque provavelmente não estavam a ser pios.
Penso que no mesmo dia, mas de manhã, fizemos um passeio de segway pela cidade e o guia - um estudante de arte italiano - levou-nos à Praça dos Cavaleiros Templários, que tem o pormenor magnífico de, ao espreitar pela fechadura da imponente porta, ficarmos focados no Vaticano, na Basílica de São Pedro.
Como gostamos de uma boa teoria da conspiração e do valor dos símbolos, da maçonaria e dos templários, ficámos encantados ao descobrir esse "segredo".
Hoje lembrei-me de Roma. Foi bom.
10/10/11
Casamentos renováveis
Nem vale a pena ler, mas o i diz que o México quer casamentos renováveis de dois em dois anos. Isso é que era festança! É o chamado amor a prazo, renovável e com potencial capitalização dos juros e agravos.
01/06/11
Na noite
Pegas na minha mão e agarra-la com força. Força forte mas ao mesmo tempo carinhosa. Queres que fique mais um bocado. Queres que te conte outra vez o meu fim-de-semana em Madrid.
Tens pressa que fique. Deixas sempre a pergunta no ar mas não a fazes.
Queres ficar cá hoje?
Hoje não fico, tenho de acabar de escolher umas fotografias.
Mas também não perguntas, por isso não respondo.
Conta-me lá o teu fim-de-semana. Estava calor, estiveste na rua, encontraste alguém?
Senti a tua falta. Também podia dizer isso, mas também não digo.
Estranhamente tornámo-nos mestres das coisas não ditas.
Tens pressa que fique. Deixas sempre a pergunta no ar mas não a fazes.
Queres ficar cá hoje?
Hoje não fico, tenho de acabar de escolher umas fotografias.
Mas também não perguntas, por isso não respondo.
Conta-me lá o teu fim-de-semana. Estava calor, estiveste na rua, encontraste alguém?
Senti a tua falta. Também podia dizer isso, mas também não digo.
Estranhamente tornámo-nos mestres das coisas não ditas.
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