Num óbvio ímpeto de loucura, juntei a festa da escola do meu filho com a festa da escola da minha sobrinha. Convidámos 46 miúdos, tivemos 41, entre convidados e irmãos mais velhos ou mais novos que quiseram ficar connosco, fizemos dois bolos lindos (um castelo de sonho de princesas e uma ilha do tesouro com vulcão e tudo). Eu e a minha irmã demorámos 2h30 a fazê-los, com a ajuda da minha sobrinha mais velha, num serão de galhofa e músicas variadas.
- combinámos ir tirar um curso para aperfeiçoar as patetices que não soubemos corrigir.
A seguir às 2h30 de decorar bolos fomos desenhar e pintar painéis de dois metros por um para enfeitar a sala onde fizemos a festa. Tivemos uma palmeira, um castelo no cimo duma montanha, um barco de piratas e um crocodilo com sangue a sair dos dentes.
Os 41 pequenos piratas e princesas portaram-se à altura, estavam cheios de fome e de sede, comeram quase tudo o que pusemos na mesa, incluindo 50 queques, 50 sanduíches de fiambre ou queijo, 50 mini-palmiers, 30 mini-croissants de fiambre ou queijo, duas embalagens de meio quilo cada de lagartas, e as únicas coisas que foram menos devoradas foram os bolos - como só soprámos as velas no finzinho da festa muitos miúdos já tinham os pais à espera.
Esqueci-me da máquina fotográfica por isso tenho de pedir as fotos à minha irmã para pôr algumas aqui, obviamente sem putos, só com painéis e com bolos.
Agora só há mais para o ano.
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31/01/10
29/01/10
Seis aninhos
O meu filhote já tem seis aninhos. Viu a chegada da data com uma emoção que antes não tinha sentido, nem aos cinco. Esteve tão contente e tão feliz da vida com a antecipação da festa do colégio e a da família que se apagou pouco passava das 22h e acordou às 9h30 - para quem costuma acordar às 7h no matter what é radical.
Ontem não consegui vir cá um bocadinho, porque estive a organizar as três festas típicas. Não me chateio nada, gosto, mas é um bocadinho cansativo, especialmente se se estiver com uma coisa qualquer tipo gripe ou tipo resfriado que dá muitos arrepios e frio generalizado.
Ontem não consegui vir cá um bocadinho, porque estive a organizar as três festas típicas. Não me chateio nada, gosto, mas é um bocadinho cansativo, especialmente se se estiver com uma coisa qualquer tipo gripe ou tipo resfriado que dá muitos arrepios e frio generalizado.
26/12/09
Três anos
A pirralhita faz hoje três anos, que teima serem quatro, porque essa é a idade da prima, que teima em dizer que tem cinco, que é a idade do primo, que teima em dizer que não tem quase seis. Para comemorar, tivemos a casa cheia de amigos e uma festa muito fixe em que os miúdos nem se ouviram. Os meus pais (que adoram festas) tiveram falta, porque a minha mãe está com dor de garganta, tive muita pena.
Numa mesa cheia de iguarias, bolos natalícos, pão-de-ló que a minha sogra tinha trazido no Natal de Alfeizerão, queques de anos e outras delícias, fiquei-me só pelo ananás, pelos tomates-cereja, pelas nozes e amendoins e pelo bolo de figo do Algarve feito em Telheiras pela minha sogra emprestada [corrigido da versão original, porque estava errado]. Valente.
A prenda que oferecemos ao rato foi do mais piroso que podíamos ter encontrado - um toucador da barbie com banco e tudo, que o irmão aceita ter lá no quarto e que o pai aceita ter cá em casa. Vivemos em Paz.
Estou com uma energia positiva daquelas boas. Sinto-me tão bem.
Numa mesa cheia de iguarias, bolos natalícos, pão-de-ló que a minha sogra tinha trazido no Natal de Alfeizerão, queques de anos e outras delícias, fiquei-me só pelo ananás, pelos tomates-cereja, pelas nozes e amendoins e pelo bolo de figo do Algarve feito em Telheiras pela minha sogra emprestada [corrigido da versão original, porque estava errado]. Valente.
A prenda que oferecemos ao rato foi do mais piroso que podíamos ter encontrado - um toucador da barbie com banco e tudo, que o irmão aceita ter lá no quarto e que o pai aceita ter cá em casa. Vivemos em Paz.
Estou com uma energia positiva daquelas boas. Sinto-me tão bem.
14/12/09
Rapidinha
Uma rapidinha só para registar a comemoração ontem dos 40 anos de casados dos meus pais. São 40 anos de vida em conjunto, sempre muito amigos. Ontem almoçámos todos em minha casa e depois fomos ver a Bela Adormecida ao São Carlos, os miúdos adoraram a sala e calculo que também a ópera - não se queixaram uma única vez. Depois, passeio pelo Chiado de Natal, com direito a conversa com o Pai Natal e tudo - "não é mesmo o Pai Natal, pois não, mamã? Tem uma barba postiça", diz o mais velho. É só um ajudante.
Para terminar, lanchinho no quiosque do Camões, com o frio a começar a apertar. Bom dia.
P.s. Hoje vou à defesa da tese de doutoramento de uma amiga - odiava ser eu a ter de ir defender uma coisa destas. Boa sorte.
Para terminar, lanchinho no quiosque do Camões, com o frio a começar a apertar. Bom dia.
P.s. Hoje vou à defesa da tese de doutoramento de uma amiga - odiava ser eu a ter de ir defender uma coisa destas. Boa sorte.
03/12/09
16 anos
Hoje. 16 anos que não parecem nada isso. A única diferença são os miúdos. Antes, quando éramos pequenos nós, não tínhamos muito dinheiro para jantar fora mas tínhamos tempo. Tínhamos conversa de adultos. Agora temos interferências e vimos para casa a pensar que era mais fixe termos ido comemorar sem os putos. Mas fomos com eles. E eles foram chatinhos e birrentos. Outro dia logo comemoramos de jeito.
A arca de gelados ainda lá está, a rua ainda se desce e se sobe no mesmo sentido. Temos tempo.
A arca de gelados ainda lá está, a rua ainda se desce e se sobe no mesmo sentido. Temos tempo.
18/05/09
Todos os dias
Todos os dias, de manhã, acordo num sítio estranho. Dou os bons dias às pessoas com quem me cruzo. Pessoas estranhas, que sorriem e respondem ao meu cumprimento. Todas sabem o meu nome. Isso perturba-me mas apenas momentaneamente e ninguém dá por isso.
Todos os dias visto o meu fato e a camisa que alguém engomou. Ponho a gravata com o nó que aprendi a fazer sozinho há 84 anos, no ano antes de entrar para a universidade. Calço pacientemente as meias pretas e os sapatos que deixaram aos pés da cama, desço para tomar o pequeno-almoço. Já não uso relógio, não preciso de ver fisicamente o tempo a passar, sinto-o nas mãos enrugadas, no cabelo que não tenho na cabeça, nos velhotes que vão desaparecendo da sala comum. Aí vejo um pouco de televisão, sem a ver propriamente, olho para dentro, penso em coisas boas, penso nos meus filhos em pequenos. Não há melhor e mais doce lembrança que a dos miúdos a crescer, vê-los a repetir os mesmos erros parvos que nós.
Enrolo-me nos meus anos, com medo do que está para vir. Há muito tempo que tenho esta sensação, do medo da morte, da pequenez da vida. Sinto falta dos meus netos, dos meus amigos, dos passarinhos, de andar na rua, sinto falta da genica das pernas, de ser capaz de fazer os laços nos meus próprios sapatos. Lembro-me de passear pelas ruas com os miúdos pela mão, lembro-me de conversarmos muito. Lembro-me de os ver a crescer, a ficar autónomos e a irem para a vida. Mas hoje já não é fácil lembrar-me do nome ou da cara deles ou acertar com os dois ao mesmo tempo. Os bisnetos são uma vaga ideia, não sei quantos são.
Fiz cem anos, o que me aterrorizou. Cem anos de uma vida boa, sem grandes chatices, uma vida anterior à República, anterior à I e à II Guerras Mundiais, à crise de 39, à televisão, à lua, à internet, ao telefone, a quase tudo o que é hoje o mundo...
Parabéns avô.
Todos os dias visto o meu fato e a camisa que alguém engomou. Ponho a gravata com o nó que aprendi a fazer sozinho há 84 anos, no ano antes de entrar para a universidade. Calço pacientemente as meias pretas e os sapatos que deixaram aos pés da cama, desço para tomar o pequeno-almoço. Já não uso relógio, não preciso de ver fisicamente o tempo a passar, sinto-o nas mãos enrugadas, no cabelo que não tenho na cabeça, nos velhotes que vão desaparecendo da sala comum. Aí vejo um pouco de televisão, sem a ver propriamente, olho para dentro, penso em coisas boas, penso nos meus filhos em pequenos. Não há melhor e mais doce lembrança que a dos miúdos a crescer, vê-los a repetir os mesmos erros parvos que nós.
Enrolo-me nos meus anos, com medo do que está para vir. Há muito tempo que tenho esta sensação, do medo da morte, da pequenez da vida. Sinto falta dos meus netos, dos meus amigos, dos passarinhos, de andar na rua, sinto falta da genica das pernas, de ser capaz de fazer os laços nos meus próprios sapatos. Lembro-me de passear pelas ruas com os miúdos pela mão, lembro-me de conversarmos muito. Lembro-me de os ver a crescer, a ficar autónomos e a irem para a vida. Mas hoje já não é fácil lembrar-me do nome ou da cara deles ou acertar com os dois ao mesmo tempo. Os bisnetos são uma vaga ideia, não sei quantos são.
Fiz cem anos, o que me aterrorizou. Cem anos de uma vida boa, sem grandes chatices, uma vida anterior à República, anterior à I e à II Guerras Mundiais, à crise de 39, à televisão, à lua, à internet, ao telefone, a quase tudo o que é hoje o mundo...
Parabéns avô.
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