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10/12/09

A propósito do Natal

Não sei muito bem como está a correr a minha compra de prendas para o Natal. Estou a fazer as compras sozinha, o que é mais difícil, porque há uma pessoa cá em casa que de há uns tempos para cá prefere fingir que em Dezembro não há Natal,
"- a mamã é que decora a árvore, porque a mamã é que gosta do Natal..."
nem há os seus anos,
"- não me faças nenhuma festa de anos. Nem se for surpresa."
nem há nada.
"- cá por mim nem celebrava o Natal..."

Nem sei bem o que lhe hei-de fazer, este é o segundo ano em que isto acontece, o ano passado tinha a desculpa da crise, o que é verdade é que o Natal por causa disso foi farçola. Este ano não sei.

Assim, ando a percorrer os corredores das lojas de brinquedos inspeccionando milimetricamente os brinquedos todos - e não encontro muitos que me apaixonem. Só uma casa de bonecas ou duas. Roupas de bonecas, carros telecomandados, estojos de maquilhagem, caixas de pintura... E Playmobil, claro, outra vez.

Quando era miúda, enchia o chão todo do quarto dos meus irmãos com a cidade Playmobil, com peças essencialmente herdadas do Jorge-das-mãos-moles-do-prédio-ao-lado. Eu e o meu irmão mais novo ficávamos horas a brincar com os bonecos e, muitas vezes, deixávamos tudo montado para o dia a seguir, rezando para que ninguém tivesse de ir à casa de banho a meio da noite. Devido ao Jorge, porque de outra maneira não teríamos mais do que dois ou três bonecos, tivemos uma cidade à séria da Playmobil, com polícia, bombeiros e ambulâncias, hospital, cães, cavalos e sei lá mais o quê, que deslumbrava toda a gente. Especialmente a nós os dois.

Também me lembro do Natal mágico em que a minha avó que nunca conheci me ofereceu uns brincos lindos. De ouro. Fiquei deliciada e acho que cresci uns centímetros.

E da música "Pró Natal, de presente, eu quero que seja... A minha agenda, a minha agenda...". E do Coro de Santo Amaro de Oeiras. E dos sonhos. E das filhós da minha avó Irene, que fazíamos numa tigela de faiança branca linda e pesada. E das rezas necessárias para fazer crescer a massa e de a embrulhar num cobertor de papa. O mistério dos fungos...

E ainda nem cheguei às prendas dos mais velhos - estou firmemente convicta que vou fazer a maior parte das prendas, mas para os homens não é prático, nenhum que eu conheça usa brincos...

Era tudo mais simples quando as prendas eram mesmo mágicas e era mesmo o menino Jesus que as deixava de manhã debaixo do pinheiro artificial decorado com todas as cores possíveis e ao lado do presépio maior do mundo, com lagos e patos e moinhos e soldados...

06/12/09

Wish list para o Natal

Noutro dia tive uns minutos e estive a pensar que coisas gostava de ter este Natal. Assim, aqui segue a minha lista de desejos para o Pai Natal/menino Jesus. Não está completa, mas logo a vou actualizando:

- O livro de fotos "Annie Leibovitz at work" - capa dura (a Amazon diz que custa 40 dólares mas vende por 26,40 dólares);
- O livro "Bolos de encantar", Debbie Brown, 25 euros;
- Uma mala castanha de pele neutra para poder usar todos os dias;
- Uma toalha de mesa de damasco preta ou vermelha escura;
- Uns chinelos de trazer por cá confortáveis, fáceis de calçar e sem andares (isto é, sem centímetros de espuma que não serve para nada por baixo);
- Paz, paciência e um dicionário para ler tudo melhor.

21/11/09

... e tenho um utensílio novo para o chá




A coisa mais chique, estilizada e super cheia de design, foi uma prenda dum amigo muito querido. E tem um funcionamento perfeito. E o chá fica a saber muito melhor. Merci.

18/12/08

Santa's little helpers

É por causa de alguns sites que a nossa memória do Natal é hoje tão bonita - o da empreendedora Martha Stewart está top of mind. Como este ano, com a crise, as prendas são diminutas, há que ser original e investir em homemade ou reciclado, tudo palavras da moda.
Outra hipótese, que sai baratinho, é investir no look das prendas: embrulhá-las em tecido, com fitas compradas a metro e transformadas em laços em casa, imprimir os cartões de to and from daqui, apanhados no blog How about orange, aqui ao lado. Só não tenho cores na impressora, mas vou usar os lápis dos meus filhos para dar um toquezinho de cor... ou não. Bons embrulhos.