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01/09/11

100 years East London style

Amei este anúncio. Tudo o que devemos aprender devia ser assim, compactado. E o estilo também devia ter sempre estilo, fosse em que década fosse.

22/06/11

Ora bolas

Hoje tive 20 minutos livres para ir às compras/ver montras. Vi imensas coisas de que gostei mas não tive coragem de comprar nenhuma - sintoma da porcaria da crise? Até consegui resistir a uma pulseira com aspecto de rebuçado às riscas vermelhas e brancas, que era baratinha
Preciso de muitas coisas...

08/04/11

Estilo de rua

"Bill Cunningham New York" é o título do documentário sobre o trabalho do jornalista de moda no New York Times. Há muitos anos que Cunningham documenta o que se passa na rua e depois constrói, com uma voz cativante do princípio ao fim, documentos de estilo. Aí, mostra/capta o que se usa, o que está a ser tendência, no melhor sítio do mundo para se perceber o que é que as pessoas querem usar, a rua.
A teoria do jornalista, que tem mais de 80 anos, é que a rua é a melhor passadeira de moda que existe. Adoro ver os seus slideshows/vídeos, para ficar a saber o que se usa do outro lado do mundo.


Outro projecto, o mesmo objectivo
O projecto "The Sartoliarist" também não é novidade para ninguém, mas este filme explica um pouco o processo de como é que um dia alguém começa a calcorrear as ruas à procura de uma coisa especial em alguém para depois a partilhar com o mundo. Scott Schuman diz que é "como se tivesse de me apaixonar por alguém um bocadinho todos os dias".

29/03/11

Bocados dos dias

No final de Março:
- A mais pequena passa os dias (e uma noite) a certificar-se de que eu estou cá. O maior passa os dias alternando entre ser compincha (meu ou da mana) ou chagar quem estiver mais próximo;
- Não sei o que vestir, por isso, hoje fui finalmente às compras e arrecadei montes de coisas giras (umas calças, quatro t-shirts, um casaco de malha - vais dizer que parece a rede de pesca, mas não faz mal - e dois vestidos, um deles de festa, e imensas collants coloridas);
- Já tinha partilhado que sou naba das sopas, mas ontem, pela primeira vez na vida, os meus filhos disseram que gostaram "muito" da minha sopa (estavam surpreendidos, coitadinhos. Eu também). Pela primeira vez na vida, sabia à sopa da minha avó;
- Em casa de uns amigos, que nos acolheram no Domingo, encontrei esta relíquia (tristemente já não funciona). E fiquei com a sensação que era maior quando nós éramos mais pequenos, uma sensação igual à que tive quando fui visitar a minha sala da primária já no liceu (mini-cadeiras, mini-secretárias, mini-cacifos...);
- O que nos leva àquela música deprimente, de que eu gosto muito (o que eu chorei no último "Conta-me como foi", a ver os tropas todos a embarcar para o Ultramar e a pensar nos miúdos que foram queimar a juventude numa guerra completamente idiota, nas suas famílias que ficaram por cá a sofrer de saudades e medo)
"Vem viver a vida amor,
que o tempo que passou
não volta mais".
- É tudo, por hoje. Vai escrevendo.

28/03/11

Rotina

A rotina e os rituais, quando se fala de miúdos, são as melhores formas para tudo correr sobre rodas. Cá em casa, a melhor maneira de não haver birrinhas de fricção de manhã é fazer um espantalho na noite anterior, com a roupa que querem usar no dia a seguir. Quantos mais pormenores tiver, melhor.
Há dois dias passei o serão na sala com estes dois senhores. Ainda me assustei duas vezes quando olhei distraída para o sofá onde se sentaram.

16/02/11

É difícil

Acho que esta ideia não é nova por aqui, mas há uma coisa que me acontece com muita frequência, que é as minhas coisas estragarem-se mais do que as das outras pessoas. Não é por que eu lhes dê uma utilização mais intensiva nem sequer abusiva, mas, por norma, acabo por ficar com uma coisa estragada, na fase em que ainda gostava muito dela.
Porque a vida é assim, as coisas são diferentes das pessoas - há pessoas de quem gostamos sempre, para sempre. Com as coisas, gostamos delas durante um certo período de tempo e depois moving on (lembro-me das borrachinhas de cheiro há uns dias atrás). Comigo é impossível que essas coisas de que gosto muito estejam sempre bem.
Por isso, quando tenho uma coisa nova de que gosto muito, tenho sempre receio de que se vá estragar. É uma seca.
Ontem, resolvi finalmente, com um empurrão é certo, mas resolvi, o drama da falta de pilha do identificador da Via Verde, que já tinha anos de avisos. Enquanto vinha para casa a pensar "que orgulho está tudo ok com o carro" (quase tudo, há um minor issue com o registo, mas prefiro não pensar nisso agora), aviso sonoro de falta de óleo. Raisparta a porcaria do carro.
Se pudesse prescindir da ajuda que me dá com os miúdos, especialmente nos dias de chuva, dispensava-o do serviço e diminuía a lista de coisas to do.
Por isso, o despojamento, o ter menos coisas, é muito bom. E pegando nessa ideia, hoje descobri que a Bota Minuto, aqueles quiosques onde se arranjam sapatos e coisas do estilo, está outra vez a fazer uma campanha de recolha de sapatos usados, para voltarem a ter uso.
Eu sei que toda a gente deve ter, como eu, sapatos quase novos que já não usa, sapatos dos miúdos que foram usados uma vez ou duas e por aí fora. Estão, em suma, a ocupar espaço. E há pessoas que não têm sapatos.
A crise, se é dura para alguns, para outros é duríssima. A minha irmã, que é professora, diz que agora nota fome nos alunos, que nota roupas que já passaram a data de validade há muito.
Food for thought.

05/12/10

Como poupar algum dinheiro

Lembram-se dos botões a 2,50 euros cada um para o casaco da minha filha? Mitra, precisava de dez mas só comprei dois e foi por vergonha, depois do trabalho do senhor a tirar caixas e caixas com botões cor-de-rosa para a miúda ver e depois afinal gostámos foi dos vermelhos com bolas brancas, mas francamente, a dez a 2,50 euros cada fica mais caro do que o casaco.
Por isso, hoje à tarde, aproveitando a chuva e o frio maléficos e tendo ficado todos em casa, fiz uns botões cor-de-rosa, pirosos e com estrelinhas coladas. Não sei se durarão muito, mas hão-de ficar janotas no casaco azul escuro.

29/08/10

Hoje foi dia de compras

Hoje fui às compras para mim, sozinha. Comprei coisas muito giras, a pensar no fim do Verão, um casaco cinzento amoroso, umas sabrinas pretas, um pijama, umas cuecas, uma t-shirt. Não comprei uma única coisa para ninguém, isto é, passei por coisas de miúdos e não comprei nada para eles, nem um gancho, nem umas meias. Hoje de manhã fui egoísta. Fui só eu. Estava a precisar, depois de dois meses e tal só de meninos e trabalho e meninos self-centered.

Assim, sozinha, concluí que: em família, o equilíbrio de uns equivale ao equilíbrio de outros. O bem-estar de uns resulta mais facilmente no bem-estar dos outros à sua volta. Assim, tão simples.

17/06/10

Shop update

Ontem senti-me perdida no Dolce Vita Tejo. Ía a pensar numa coisa e saiu-me outra. Deve ser um bom sítio para ir com a carteira recheada, o que não foi o caso. Por isso, limitei-me a entrar em lojas manhosas.
Achei a famosa primark manhosissíma. Se calhar o que eu imaginara sobre esta loja era diferente, culpa minha por ter uma imaginação fértil e ser capaz de antever as coisas duma maneira muito real. Ao longe, até parecia que as coisas (milhões de peças, desde roupa a sapatos a brincos e colares, cuecas e soutiens, roupas de casa...) tinham bom aspecto, ao perto nem uma se safou. Não comprei nada de nada.
Enquanto nação, estamos muito limitados a lojas manhosas. Eu sei que a Prada está para abrir, mas isso é outro campeonato completamente diferente, no qual eu também não jogo. Porque é que não abriu antes a Gap? Na média, como eu gosto.
Salvou-se o almoço, a companhia galhofeira e um quadro giríssimo que ofereci, com grande sucesso.

19/01/10

Dois furinhos

A minha t-shirt, de que gosto muito, tem, quase desde que a comprei, dois furinhos mesmo à frente, debaixo dos olhos de toda a gente.
Não dá para reparar - ficava ainda mais óbvio.
Eu finjo que não percebo. Nunca ninguém se queixou. Gosto imenso de andar com ela. Tenho pena de ter de a deitar fora.

31/03/09

Eu sei

Eu sei como te sentes quando abres o roupeiro com um ar desanimado pela manhã. Olhas para as cruzetas e para as gavetas, remexes t-shirts, camisas, calças, sapatos, até as meias não são do estilo que precisas. Na Primavera, oscilo entre casacos quentinhos e t-shirts sem alças, oscilo entre as botas de cano alto que comprei finalmente este ano e no último e as sandálias de Verão. Penso mesmo em calçar sapatos que me magoam só porque são intermédios e porque não sou capaz de os deitar fora (quando era pequenina não se deitavam fora coisas que estavam boas...
A Primavera é fantástica mas é difícil acertar no guarda-roupa correcto. Hoje antecipo algum frio, mas sinto-me bem como estou, já sei que pelo meio-dia vai estar certo e ao final da tarde errado outra vez.