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31/07/12

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Já estamos em casa depois de uma semana de férias na Escócia, no campo acima de Dundee e também em Edinburgo. A primeira pergunta que nos fazem é "como estava o tempo?". E para todos esses curiosos temporais, digo que tivemos um tempo muito bom, considerando que se trata da Escócia, mas, na realidade, os fatos de banho que levámos (porque somos uns optimistas, o que é melhor do que ser pessimista, apesar de os resultados práticos são mais ou menos os mesmos), ficaram dentro das malas.
À segunda pergunta "divertiram-se?", respondo com uns posts tipo diário só que ao contrário, porque como é típico dos blogues, o que surge primeiro será o mais recente. Já, já.

16/07/12

Coisas que eu não vou fazer este Verão

Só para me lembrar, uma lista de alguma das coisas que não vou fazer este Verão:

- escrever cartas ou postais com vistas bonitas para casa a contar as peripécias das férias;
- passear todas as noites numa marginal qualquer para trás e para diante enquanto me delicio com um gelado;
- dançar, especialmente de braços no ar;
- jogar à bola na praia;
- jogar voleibol;
- andar de bicicleta;
- andar de trotineta;
- andar de patins;
- andar de barco;
- correr na praia (este é uma espécie de mito urbano. Eu não corro, nunca. Odeio correr. Mas há quem pense que gosto de o fazer);
- jogar raquetes;
- ler de bruços na praia;
- ler de barriga para cima na praia;
- entrar em mares revoltos;
- acabar de escrever o meu romance;
- começá-lo;
- pôr todos os dias creme hidratante nas pernas e nos braços antes de ir dormir.

Há mais, mas estas são algumas das maravilhas da indolência veraneante misturadas com as restrições passageiras do organismo.

14/09/11

A senhora do mel

Eu sei como é essa urgência de falar com alguém, especialmente com alguém que vai ouvir-nos sem sentir verdadeiramente aquilo que sentimos. Talvez pena. Um gesto mais carinhoso. Um festa ou um abraço. A senhora do mel abriu-nos a alma assim que abriu a porta da rua. Ao pé das escadas, ainda na rua, as abelhas agitavam-se à volta dos cortiços em mais um dia quente de Verão.
(quero profundamente gostar de abelhas, mas tenho muito medo delas)
A porta aberta e logo um lamento. A doença. Não precisa sequer de dizer qual é. Nós percebemos e os miúdos não precisam de saber. Um litro e meio de mel algarvio, dourado e delicioso para cada uma. Quatro euros e 20 cada frasco. Um litro e meio que estou a repartir por frascos para dar aos meus pais, aos meus irmãos e aos amigos que estão perto. A dor da alma da senhora. A resignação. São tantos os meus amigos com a doença, desabafa. Os miúdos saltam por ali. Dizemos-lhe o comum, que está com óptima cara, que vai melhorar, que há muitos casos assim. Perguntamos-lhe como estão a correr os tratamentos. Se precisa de alguma coisa. Não, obrigada, tenho muitos amigos. Sabiam que, às vezes, o mel tem um sabor meio amargo?

25/08/11

Hora de ponta em Portimão

Em Portimão, vimos este ano pela primeira vez a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes. É uma cena assim meio louca, porque se passa no rio. Serve para pedir a protecção da santa para os pescadores (e penso que para todos os que andam nos barcos) e consiste essencialmente numa procissão as we know it, mas feita em barcos. Por isso, vai um barco com a figura da Nossa Senhora, vai outro barco com a banda vestida a preceito e vão muitos barcos grandes e pequenos, de recreio ou de pescadores, engalanados com bandeiras.
A movimentação de barcos no habitualmente * tranquilo Rio Arade é de tal maneira massiva que, às tantas, demos por dois veleiros com bandeira espanhola que vinham a entrar em direcção à marina, e que devem ter achado "os portugueses devem estar loucos". Mas, como são espanhóis e, por isso, danados para a festa, foram, também eles, rapidamente engalanar o barco com as bandeiras coloridas.
Os miúdos acharam piada à procissão. Eu achei deliciosa.
* digo habitualmente tranquilo porque logo no primeiro dia em que saímos da marina em Portimão apanhámos com a hora de saída do mastodonte que faz a ligação Portimão/Madeira. Aí fartámo-nos de fazer adeus aos que partiam, a la Loveboat.

22/06/11

A bola

Correm, cansam-se, correm mais um pouco, zangam-se, fazem as pazes, caem, levantam-se, caem outra vez, gritam palavras de ordem. "Aqui, estou sozinho. Chuta. Golo"
Os rapazes unificam-se em torno de uma bola com uma facilidade que sempre me surpreende. Amigos para sempre.
E o nome? Como se chama o teu amigo? Pergunto.
"Não sei", encolhe os ombros, enquanto volta apressado para o jogo. E no fim revemos juntos as melhores jogadas, eu a pensar o que há-de ser o jantar, o que vou fazer à noite quando estiverem a dormir, ele a sonhar com os passes, as fintas, os golos, a bola.
"Viste o golo que eu marquei?" Vi, claro, as mães vêm tudo.
Se há miúdas, elas tentam agarrar a bola com as mãos, eles exasperam. São os genes, mais uma vez. Eu não, eu gosto de chutar a bola, gosto de correr atrás dela, gosto de jogar com ele à bola. Não tenho pachorra é para regras. "Agora é à parede, agora eu sou primeiro e depois tu..."

Ontem fizemos um mega piquenique para comemorar a chegada do Verão. Dez putos a correr no jardim. Tivemos direito a formigas e tudo. Foi muito divertido.

01/09/10

Help

Agora para uma questão verdadeiramente importante: como é que as pessoas conseguem aguentar o verniz das unhas dos pés com bom aspecto na praia?

07/07/10

Pouco original

O calor desta noite acumulou-se nas paredes e nas coisas e, por muito que tenha aberto as janelas para compensar enquanto os miúdos já dormiam que fechei quando me fui deitar, acordei às três e só consegui adormecer bem tarde. Para me compensar vi a Ossos. Não houve beijos.

02/05/10

Tempo para ler

A melhor coisa do bom tempo é ler revistas umas atrás das outras deitadinha no jardim. E andar de bicla ao fim do dia. Para dormir que nem um anjinho.

30/04/10

Recordar a feira

Ontem fui à feira de Carcavelos. De comboio, como deve ser, com uma amiga, como deve ser também, com notas na carteira, apesar de agora haver bancas que têm multibanco, mas só para compras acima de cinco euros.
Há uma série de anos que não ía lá, à feira que antes ondulava pelas ruas da terra que se enchiam de gente e que agora vive enclausurada num campinho farçola ao lado da estação.
A feira de Carcavelos foi sempre um ponto alto para marcar o início do Verão. A minha mãe metia-nos debaixo do braço e lá íamos as três ver as modas. Comprar t-shirts, calções e saias, com sorte uns ténis coloridos. Há anos que queria lá voltar só que sozinha não tem piada. Ontem calhou arranjar companhia.
Sempre tive um bocadinho de medo da atmosfera da feira, com os pregões dos ciganos e com as pessoas a roubarem coisas. Ontem, o que me meteu medo foram os senhores da ASAE que andavam a fazer inspecções com capacetes, espingardas e fatos insuflados e só se lhes viam os olhos.
Como sempre, também ontem não me aventurei muito a mergulhar os braços nas pilhas de roupa à procura da peça hit do Verão. Comprei umas calças meio estranhas (que foram tão gozadas como antecipei que seriam) e uma saia para a pequenita. A minha amiga ainda comprou uma mala, umas sandálias e uns calções para os filhos.
Depois, almoço à beira mar na praia de Carcavelos cheia de miúdos com um saudável ar indolente. Regressámos a casa também de comboio e só esse passeio para mim valeu a ida. A conversa também.
***
À noite, ginástica vigorosa com mais duas artistas, a rir pelas ruas enquanto fazíamos figuras cómicas a tentar aproveitar os equipamentos urbanos como apoios de ginásio e a correr de vez em quando, para não ficarmos muito cansadas. Para repetir todas as semanas.

15/08/09

... férias...

... de férias no Algarve, está tudo parado, os dias são perfeitos, os miúdos estão felizes da vida, nós também. (descobri hoje de manhã que o mais crescido tem um dentão enorme a nascer, um molar de cima, que além de ser um molar ainda tem mais uma prega, portanto cinco furos em vez dos quatro habituais. Tal como o pai tem dentes pré-históricos. Por isso, ontem andou meio refilão. Assim já não fico sem perceber algumas reacções, geralmente com a mana).
... O meu filho quer que a mana o trate por mano, que acho a coisa mais deliciosa do mundo...
... E doem-me os dedos com a necessidade de teclar qualquer coisa, rio-me sozinha com as ideias patetas que tenho e que não consigo transferir para aqui porque não tenho computador. Hoje tenho, por uns minutos, antes de ir pôr a mesa.
Espero que as férias continuem assim tranquilas.

25/07/08

Chuva...

Deve ter qualquer coisa a ver com estar mal habituada, uma vez que o Verão até está a ser bem simpático. Mas hoje de manhã quando começou a chover, senti um leve assomo de desespero. Cinco miúdos enfiados em casa quando queriam estar na praia não é a melhor ideia para um dia bem passado. O que vale é que eles não nos deixam muito tempo para desesperos, por isso pusemo-nos a mexer.

Com cinco miúdos, qualquer leve desvio ao programado é recebido com lamentos. Garantido. Eles até podem ser uns amorzinhos, que são, mas quando lhes mudamos as voltas temos de os ouvir. Por isso, temos de ir sempre pensando em qualquer coisa ainda mais fantástica do que o que estava previsto ser. Se não podemos ir à praia, temos de os aliciar com fazer bolos ou biscoitos. Se não temos pachorra para fazer bolos ou biscoitos temos de os desviar para ir fazer tendas nos beliches. Se não queremos desarrumar o quarto deles todo temos de ir andar de bicicleta para a rua. Só que está a chover. E aí já não os podemos convencer a desistir das bicicletas a troco de ir para a praia.... 

Televisão é quase tabu aqui em casa. Odeio ver os miúdos moles sentados no sofá, com a boca e a mente aberta, a absorverem tudo o que passa no ecrã.

Assim, tentámos meter os putos todos nos carros, mas só o bebé ficou no carro que lhe tinha sido originalmente destinado, e fomos dar uma volta. Quando voltaram vinham mais bem-dispostos.

Digam o que disserem, na vida real, com cinco miúdos, não interessa que o weather.com diga que está ou que vai estar "pleasant and sunny". Agora já não está a chover, mas o vento está friozinho. Nem vale a pena pensar com que é que os poderemos entreter amanhã. Logo se vê.