Por acaso até se aplica ao dia de hoje: está sol, apesar do frio, está um dia bonito, apesar de estar em casa, com os cortinados baixos para não me tentar com as visões da rua. E estou a trabalhar... Quem me dera o paredão de Oeiras, um carioca de limão em chávena grande e conversa ou ler a Sábado a ver o mar e os barcos e a vida.
Há uma outra versão de Pink Martini, um grupo de que gosto muitíssimo, mas este vídeo era mais bonito.
06/11/08
05/11/08
Go girl
Sempre que ouço as músicas da Rita Redshoes fico super orgulhosa de ser produto nacional. Como quando ouvi "I'm like a bird" numa loja em plena Fifth Avenue e fiquei super contente por causa da miúda ser luso-canadiana - ou seja meia portuguesa. Fiquei contente por causa da Nelly e também por causa da Rita Redshoes. Boa miúdas.
Just do it
Na maior parte das vezes, as palavras saem sem crise nenhuma. Os textos vão-se escrevendo e chego ao fim do dia satisfeita com o que escrevi. Depois há outros dias, como hoje, em que tenho mesmo de escrever e não sai nada. Em que a internet ganha claramente - hoje Obama ganhou, há blogues para actualizar e para ler, tenho que preparar a aula da noite...
Depois, pensando friamente, lembro-me da avaliação que um amigo cibernético que nunca vi fez: se és jornalista freelancer, então não tens desculpa para não teres ideias. O que tens a fazer é sentares-te ao computador e escreveres.
Tens razão. É o catch frase da Nike.
Depois, pensando friamente, lembro-me da avaliação que um amigo cibernético que nunca vi fez: se és jornalista freelancer, então não tens desculpa para não teres ideias. O que tens a fazer é sentares-te ao computador e escreveres.
Tens razão. É o catch frase da Nike.
04/11/08
Speed
Ontem tive uma aula alucinante com um professor altamente estimulante. A aula incluiu informações que ainda não consegui processar, apesar de só ter conseguido adormecer às 2h30 da manhã com a excitação.
A sensação era semelhante à que se tem depois de jogar Tetris durante um bom bocado. De olhos fechados, vêm-se as peças passar a grande velocidade e estamos sempre a tentar resolver o puzzle, acabando com as linhas, cada vez mais depressa, cada vez mais depressa...
A sensação de andar de patins também é mais ou menos assim, deixa memória, neste caso física, e durante a noite sentem-se as rodas a deslizar debaixo dos pés.
Pois esta noite vi passar em fast motion todas as imagens que vi durante a aula e o exercício que fizemos refi-lo milhares de vezes, até estar lindo. Até estar perfeito.
A sensação era semelhante à que se tem depois de jogar Tetris durante um bom bocado. De olhos fechados, vêm-se as peças passar a grande velocidade e estamos sempre a tentar resolver o puzzle, acabando com as linhas, cada vez mais depressa, cada vez mais depressa...
A sensação de andar de patins também é mais ou menos assim, deixa memória, neste caso física, e durante a noite sentem-se as rodas a deslizar debaixo dos pés.
Pois esta noite vi passar em fast motion todas as imagens que vi durante a aula e o exercício que fizemos refi-lo milhares de vezes, até estar lindo. Até estar perfeito.
Dúvidas
Não há mãe sem dúvidas. Julgo mesmo que os dicionários deveriam incluir essa informação na entrada mãe. O dicionário da Língua Portuguesa Online da Priberam diz que mãe é "a mulher ou qualquer fêmea que teve um ou mais filhos; mulher que dispensa cuidados maternais; mulher caridosa e desvelada; madre; ...". Acho que deviam acrescentar "fémea cheia de dúvidas".
Mãe que diga que nunca teve dúvidas deve ter tido sempre em permanência ao seu lado um pediatra, uma ama daquelas antigas e um professor das mais variadas áreas. Pelo menos.
Todos os dias as mães, ok, eu tenho dúvidas em relação ao que faço/digo/mostro/proíbo/dou aos meus filhos. Se faço/digo/mostro/proíbo/dou de mais ou de menos. Se tomo as decisões correctas. Se está calor a mais para tanta roupa ou frio para os calções do miúdo. Se temos pequeno-almoço para todos, incluindo a que ainda não pode comer iogurtes com morango. Cá em casa os iogurtes são quase todos de morango. Beijinhos e abraços é que nunca são de mais. Dúvidas fazem parte do conjunto.
Abençoado o pediatra que ontem me disse que "é estatisticamente impossível que uma criança nunca tome antibióticos". Que alívio.
Só não tenho dúvidas sobre o tipo de vida que quero que eles tenham. Quero que se sujem e vivam na rua, quero que corram e saltem e caíam e que se levantem. Quero que mexam nas coisas, mesmo nas nojentas, como lagartixas e lesmas. Porque eu também mexo.
Mãe que diga que nunca teve dúvidas deve ter tido sempre em permanência ao seu lado um pediatra, uma ama daquelas antigas e um professor das mais variadas áreas. Pelo menos.
Todos os dias as mães, ok, eu tenho dúvidas em relação ao que faço/digo/mostro/proíbo/dou aos meus filhos. Se faço/digo/mostro/proíbo/dou de mais ou de menos. Se tomo as decisões correctas. Se está calor a mais para tanta roupa ou frio para os calções do miúdo. Se temos pequeno-almoço para todos, incluindo a que ainda não pode comer iogurtes com morango. Cá em casa os iogurtes são quase todos de morango. Beijinhos e abraços é que nunca são de mais. Dúvidas fazem parte do conjunto.
Abençoado o pediatra que ontem me disse que "é estatisticamente impossível que uma criança nunca tome antibióticos". Que alívio.
Só não tenho dúvidas sobre o tipo de vida que quero que eles tenham. Quero que se sujem e vivam na rua, quero que corram e saltem e caíam e que se levantem. Quero que mexam nas coisas, mesmo nas nojentas, como lagartixas e lesmas. Porque eu também mexo.
03/11/08
Dualidade
O meu filho é rapaz. Sempre gostou de carrinhos. Sempre adorou lutas. Gosta de jogar à bola.
A minha filha é rapariga - com um irmão rapaz. E isso faz toda a diferença. Sempre gostou de carrinhos. Gosta de lutas. Gosta de jogar à bola.
A minha filha anda com os carrinhos dela dentro de uma malinha super chique. É essa a diferença.
A minha filha é rapariga - com um irmão rapaz. E isso faz toda a diferença. Sempre gostou de carrinhos. Gosta de lutas. Gosta de jogar à bola.
A minha filha anda com os carrinhos dela dentro de uma malinha super chique. É essa a diferença.
02/11/08
Puericultura
Desde que nasceu a minha sobrinha mais velha, que já tem sete anos, que me maravilho com uma faceta da minha mãe que desconhecia. A faceta de avó. Uma avó muito fixe, prática e com uma energia inesgotável, de ver a trupe dos cinco entrar pela casa a correr e a saltar todos os dias, sempre cheios de fome da escola, sendo que dois são quase residentes a tempo inteiro. Uns berram, uns esperneiam, uns batem-se, outros berram, vomitam, correm, comem... Ok, ao fim-de-semana os avós têm mais ou menos folga dos putos, mas é uma folga ligeira.
Também me maravilho ao ver que a minha irmã é igual à minha mãe, uma espécie de tenda gigante com imenso espaço lá dentro e com uma paciência quase infindável para os miúdos. Mesmo quando estão a passar por fases ou quando estão com sono - as desculpas de qualquer mãe minimamente civilizada para as crises de mau feitio dos filhos.
É vê-la a arrastar os três miúdos estrada acima estrada abaixo com um ar feliz da vida, até se arrisca a metê-los dentro do carrinho das compras e ir ao continente ou qualquer coisa assim do estilo. Eu digo arrastar, ela diz que não é arrastar, eu digo arriscar ela diz que precisa mesmo de ir eu digo eu não vou - por aqui se vê. A minha mãe também era assim connosco os quatro. Íamos para onde fosse, sempre todos, quatro miúdos. Quatro miúdos. [Como é que nos dava a mão a todos? Como é que nós não fugíamos? Como é que...?] Lisboa em geral, Campo de Ourique, Casa da Moeda para a ginástica do mais velho, Algés, onde fosse. De transportes públicos.
E ainda nos fazia a roupa a todos, calças, camisolas e fatos-de-banho incluídos e a comida para todos (às vezes comprávamos frango assado ao Domingo) e só tinha uma senhora para ajudar à quarta-feira, durante cinco horas. A minha mãe é um motor de elevada potência. Quem me dera ter metade da genica dela. A minha irmã também é um bocado assim. Então com os miúdos, "são cinco? Venham..."
Mas estou a divagar.
O que quero é contar uma das coisas que me maravilha na minha mãe enquanto avó e que, parece, se repete em muitas outras avós da sua geração. Quando se suspeita que um dos putos com fralda tenha cocó, a minha mãe e as tais outras avós espetam um dedo dentro da fralda para verificar a teoria. Um dedo dentro da fralda! Só há duas hipóteses: ou tem ou não tem. E se tiver, tem duas hipóteses: ou tem sorte ou tem azar. E, se tiver azar, o que acontece mais vezes, o dedo faz a prova viva do suspeito cocó. Porquê? Terá sido algum fantástico curso de puericultura que as avós desta geração fizeram? Hoje evitamos ao máximo qualquer contacto com essas substâncias. Antes, as fraldas eram mesmo lavadas à mão, não havia nada a fazer. Deve ser por isso.
Também me maravilho ao ver que a minha irmã é igual à minha mãe, uma espécie de tenda gigante com imenso espaço lá dentro e com uma paciência quase infindável para os miúdos. Mesmo quando estão a passar por fases ou quando estão com sono - as desculpas de qualquer mãe minimamente civilizada para as crises de mau feitio dos filhos.
É vê-la a arrastar os três miúdos estrada acima estrada abaixo com um ar feliz da vida, até se arrisca a metê-los dentro do carrinho das compras e ir ao continente ou qualquer coisa assim do estilo. Eu digo arrastar, ela diz que não é arrastar, eu digo arriscar ela diz que precisa mesmo de ir eu digo eu não vou - por aqui se vê. A minha mãe também era assim connosco os quatro. Íamos para onde fosse, sempre todos, quatro miúdos. Quatro miúdos. [Como é que nos dava a mão a todos? Como é que nós não fugíamos? Como é que...?] Lisboa em geral, Campo de Ourique, Casa da Moeda para a ginástica do mais velho, Algés, onde fosse. De transportes públicos.
E ainda nos fazia a roupa a todos, calças, camisolas e fatos-de-banho incluídos e a comida para todos (às vezes comprávamos frango assado ao Domingo) e só tinha uma senhora para ajudar à quarta-feira, durante cinco horas. A minha mãe é um motor de elevada potência. Quem me dera ter metade da genica dela. A minha irmã também é um bocado assim. Então com os miúdos, "são cinco? Venham..."
Mas estou a divagar.
O que quero é contar uma das coisas que me maravilha na minha mãe enquanto avó e que, parece, se repete em muitas outras avós da sua geração. Quando se suspeita que um dos putos com fralda tenha cocó, a minha mãe e as tais outras avós espetam um dedo dentro da fralda para verificar a teoria. Um dedo dentro da fralda! Só há duas hipóteses: ou tem ou não tem. E se tiver, tem duas hipóteses: ou tem sorte ou tem azar. E, se tiver azar, o que acontece mais vezes, o dedo faz a prova viva do suspeito cocó. Porquê? Terá sido algum fantástico curso de puericultura que as avós desta geração fizeram? Hoje evitamos ao máximo qualquer contacto com essas substâncias. Antes, as fraldas eram mesmo lavadas à mão, não havia nada a fazer. Deve ser por isso.
01/11/08
Tolices (2)
Sabia que não ia chegar ao fim do dia sem me lembrar de mais uma tolice.
Quando era pequenina, mas já tinha algum dinheiro, torrava-o todo em pastilhas Super Gorila, de todas as cores, 2$50 cada uma. Houve uma altura em que preferia as cor-de-rosa e outra em que preferia as vermelhas, mas o que eu gostava mesmo era de mastigar aí umas dez ao mesmo tempo. Um pacote inteiro, não sei quantas tinha, mas isso é que era o paraíso.
Lembro-me de fazer uns balões tão grandes que quando rebentavam ficava com a cara toda melosa de pastilha elástica, uma vez até tive de cortar um bocado de cabelo para me safar da pastilha. "Those were the days", como rezava a série do cabeça de abóbora e da Gloria. Hoje já não como quase nunca pastilhas elásticas - acho que é só um vício gregário, como o tabaco ou usar dreads.
Seria eu a campeã dos balões de Super Gorila? Não sei, já não me lembro, mas que tinha bons lançamentos tinha. E tinha outra especialidade - esta é que é a tolice - não sei se era a única ou se fui eu que me lembrei disto: arrancava os bicos dos lápis de cor e mastigava-os juntamente com as pastilhas para ter balões de todas as cores. Cor-de-rosa, vermelhos, azuis, verdes ou pretos, isso é que era surpreender os amigos. Que é hoje feito das pastilhas Super Gorila? Os miúdos ainda juntam os tostões para as comprar?
Quando era pequenina, mas já tinha algum dinheiro, torrava-o todo em pastilhas Super Gorila, de todas as cores, 2$50 cada uma. Houve uma altura em que preferia as cor-de-rosa e outra em que preferia as vermelhas, mas o que eu gostava mesmo era de mastigar aí umas dez ao mesmo tempo. Um pacote inteiro, não sei quantas tinha, mas isso é que era o paraíso.
Lembro-me de fazer uns balões tão grandes que quando rebentavam ficava com a cara toda melosa de pastilha elástica, uma vez até tive de cortar um bocado de cabelo para me safar da pastilha. "Those were the days", como rezava a série do cabeça de abóbora e da Gloria. Hoje já não como quase nunca pastilhas elásticas - acho que é só um vício gregário, como o tabaco ou usar dreads.
Seria eu a campeã dos balões de Super Gorila? Não sei, já não me lembro, mas que tinha bons lançamentos tinha. E tinha outra especialidade - esta é que é a tolice - não sei se era a única ou se fui eu que me lembrei disto: arrancava os bicos dos lápis de cor e mastigava-os juntamente com as pastilhas para ter balões de todas as cores. Cor-de-rosa, vermelhos, azuis, verdes ou pretos, isso é que era surpreender os amigos. Que é hoje feito das pastilhas Super Gorila? Os miúdos ainda juntam os tostões para as comprar?
Tolices (1)
Houve uma altura da minha vida em que pensava que o Mundo era muito fininho. Já sabia que era redondo, por isso, não era de ver o planisfério impresso em folhas de papel - do tipo "olha isto é o Mundo" e eu "eh pá, é mesmo fininho". Nada disso.
Na quinta onde passava férias em pequenita havia um monte colado a casa. Um monte de entulho, penso. A casa esteve sempre em obras ou em melhoramentos, que fazíamos em família e que eram fantásticos, como cortar silvas, caiar a casa, pintar as janelas e as portas, os armários de madeira, arranjar os móveis...
Passei grande parte da minha infância (outra vez esta palavra pirosa) imersa em lama da ribeira ou em girinos, sapos e rãs, cobras, lagartixas, gafanhotos e passarinhos, alguns gatos e muito campo. Um campo delicioso e selvagem, com direito a andar sozinho à aventura, a construir casinhas e labirintos com os caixotes da apanha do tomate. Tínhamos uma eira à séria, poços proibidos, uma fonte desmontada e até um arco do tipo triunfal. A casa é um antigo lagar de azeite, com talhas de barro e tudo operacional. Uma casa espectacular.
Isto até ao dia em que a inevitabilidade dos assaltos tornou impossível continuar a ir lá. Isso parte-me (nos) o coração, mas acho que devemos aceitar que às vezes há capítulos que se encerram para se abrirem outros.
Ora chegou um dia a vez de esse monte de entulho ser desagregado. Os meus pais mandaram vir uma escavadora e nós os quatro ficámos de cima a comandar a obra. Eu devia ter cinco ou seis anos. A retro-escavadora, que fez as delícias dos meus dois irmãos, era enorme e, às tantas, abriu um buraco no chão. Um buraco mesmo, no qual, espreitando de cima, se podia ver o vazio, o nada. Fiquei aterrorizada. "Que horror! Afinal o chão é muito fino". Nem com muitas explicações os meus pais conseguiram tirar-me esta ideia da cabeça e lembro-me de ainda ter tido uns pesadelos com isso. Afinal, a máquina só tinha partido a tampa do colector do esgoto, que eu não sabia existir ali. O que me faz muitas vezes pensar que não conseguimos controlar nada nas cabeças dos miúdos e que se for para terem pesadelos vão mesmo ter.
(Ponho já o número um ao pé do título porque a probabilidade de ter mais tolices para contar é enorme.)
Na quinta onde passava férias em pequenita havia um monte colado a casa. Um monte de entulho, penso. A casa esteve sempre em obras ou em melhoramentos, que fazíamos em família e que eram fantásticos, como cortar silvas, caiar a casa, pintar as janelas e as portas, os armários de madeira, arranjar os móveis...
Passei grande parte da minha infância (outra vez esta palavra pirosa) imersa em lama da ribeira ou em girinos, sapos e rãs, cobras, lagartixas, gafanhotos e passarinhos, alguns gatos e muito campo. Um campo delicioso e selvagem, com direito a andar sozinho à aventura, a construir casinhas e labirintos com os caixotes da apanha do tomate. Tínhamos uma eira à séria, poços proibidos, uma fonte desmontada e até um arco do tipo triunfal. A casa é um antigo lagar de azeite, com talhas de barro e tudo operacional. Uma casa espectacular.
Isto até ao dia em que a inevitabilidade dos assaltos tornou impossível continuar a ir lá. Isso parte-me (nos) o coração, mas acho que devemos aceitar que às vezes há capítulos que se encerram para se abrirem outros.
Ora chegou um dia a vez de esse monte de entulho ser desagregado. Os meus pais mandaram vir uma escavadora e nós os quatro ficámos de cima a comandar a obra. Eu devia ter cinco ou seis anos. A retro-escavadora, que fez as delícias dos meus dois irmãos, era enorme e, às tantas, abriu um buraco no chão. Um buraco mesmo, no qual, espreitando de cima, se podia ver o vazio, o nada. Fiquei aterrorizada. "Que horror! Afinal o chão é muito fino". Nem com muitas explicações os meus pais conseguiram tirar-me esta ideia da cabeça e lembro-me de ainda ter tido uns pesadelos com isso. Afinal, a máquina só tinha partido a tampa do colector do esgoto, que eu não sabia existir ali. O que me faz muitas vezes pensar que não conseguimos controlar nada nas cabeças dos miúdos e que se for para terem pesadelos vão mesmo ter.
(Ponho já o número um ao pé do título porque a probabilidade de ter mais tolices para contar é enorme.)
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