Para ser sincera, gosto tanto de uma das divisões como gosto da outra. Há que pensar nas casas em que vivemos a fundo...
13/01/09
Fútil
...
ok, sinto-me muito fútil a falar de eye-liners e ranho quando há coisas muito mais importantes a acontecer no mundo, como Gaza ou a crise económica. Mas eu não percebo nada de Gaza, nem de Israel, nem dos fanatismos religiosos, nem do terrorismo, nem da capacidade de matar. E também não sou capaz de alterar o curso das coisas com as minhas palavras. Mas posso alegrar o dia de alguém com as minhas palavras. Posso fazer alguém reconhecer-se naquilo que conto. É pouco, mas é o que faço.
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ok, sinto-me muito fútil a falar de eye-liners e ranho quando há coisas muito mais importantes a acontecer no mundo, como Gaza ou a crise económica. Mas eu não percebo nada de Gaza, nem de Israel, nem dos fanatismos religiosos, nem do terrorismo, nem da capacidade de matar. E também não sou capaz de alterar o curso das coisas com as minhas palavras. Mas posso alegrar o dia de alguém com as minhas palavras. Posso fazer alguém reconhecer-se naquilo que conto. É pouco, mas é o que faço.
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12/01/09
Prefiro o pingo no nariz
Não há nada pior para mim do que ter de me assoar em público. Isto é ridículo, bem sei, mas sempre odiei assoar-me. Talvez porque nunca precisei de me assoar. Quando era pequenina acho que estive muito poucas vezes doente e não era daqueles miúdos que passam o ano inteiro constipados (thank God), por isso nunca aprendi. Nem tinha lenços de tecido daqueles com os nomes bordados.
Tinha uma prima que andava sempre com um lençinho dentro da manga do casaco para se assoar milhares de vezes ao longo do dia. Gostava muito dela, mas achava isso nojento. Percebi noutro dia que a minha filha aprendeu, não sei onde, a guardar um lenço no bolso...
Quanto a mim, quando tenho de me assoar ao pé de outras pessoas, tenho a sensação que interrompem as suas rotinas só para prestar atenção à actividade nojenta que estou a fazer. E para ouvirem e verem o produto daí resultante. É a loucura...
Certa vez, na faculdade, acabei um teste de inglês uma hora e um quarto antes da hora devida, só porque estava a fungar, não tinha lenço, nem queria passar pela vergonha de me assoar numa sala silenciosa de frequências. Assim, entreguei o teste com um pingo no nariz a querer cair para cima do teste. (Respondi às perguntas todas, só que em versão acelerada, mas continuei a ter muito boa nota)
09/01/09
Tempo perdido
Odeio perder tempo a não fazer nada, ou à espera que aconteça alguma coisa, ou à espera de alguém. No entanto, quando estou à espera sou obediente e muito paciente. Fervo por dentro, irritada e danada de continuar à espera.
08/01/09
A coisa mais querida...
Vi no etc... que antes já o tinha tirado doutro sítio, mas o que interessa é o vídeo. E as voltas que dá ao mundo uma imagem tão querida. Dá vontade de ser bonzinho.
Segredo
Descobri nos últimos tempos que adoro ter vernizes e lápis para os olhos e arranjar as unhas e ter sapatos bicolores. Não tenho, mas fiquei maluca com uns amarelos e azuis que vi numa loja que nunca tinha visto. Hoje andei pelo El Corte Ingles a namorar eye-liners com cores lindas que eu não consigo justificar comprar por serem: a) muito caros; b) impossíveis de utilizar até ao fim da validade; c) muitos. E também adoro aqueles expositores enormes cheios de coisas que não faço ideia para que servem, como centenas de pincéis de tamanhos e cerdas diferentes. Servem para quê?
Quem são?
Quem são as pessoas, certamente muito estranhas e descompensadas, que dobram as bulas dos medicamentos? Encontro uma certa lógica artística nas dobras equivalentes dos mapas de estrada, a cair em acelerado desuso devido aos gps que por aí pululam - terão sido a prenda mais oferecida neste Natal, como os telemóveis o foram há uns oito ou nove anos? Também ganhámos um cá em casa, que nos leva a sair de auto-estradas na saída anterior e fazer rotundas para voltar a entrar na auto-estrada. Acho que vai levar um v de volta.
Mas as bulas não fazem mesmo sentido. São dobradas em mil dobrinhas que nunca mais vamos conseguir reproduzir e acabamos por atabalhoadamente enfiar o papel, agora com três vezes o seu tamanho original, na caixa do medicamento. Deixamos de conseguir fechar a caixa e de conseguir pôr os medicamentos lá dentro. Pensem melhor no assunto, ok?
Bom, mas eu gosto mesmo de mapas, apesar de haver quem diga o contrário. Gosto de me deixar guiar pelas linhas de várias cores e feitios até sítios giros. E gosto de um certo método no final, dobrar o mapa todo muito bem, para caber outra vez no porta-luvas.
Eu, quando vejo um quadro torto numa parede, sinto uma compulsão para o ir endireitar, penso rapidamente quem o terá entortado, se a senhora das limpezas, se o dono da casa, se alguém achando que estava a endireitar o quadro. Isto passa-se em fracções de segundos, não é para ficar preocupado.
Mas as bulas não fazem mesmo sentido. São dobradas em mil dobrinhas que nunca mais vamos conseguir reproduzir e acabamos por atabalhoadamente enfiar o papel, agora com três vezes o seu tamanho original, na caixa do medicamento. Deixamos de conseguir fechar a caixa e de conseguir pôr os medicamentos lá dentro. Pensem melhor no assunto, ok?
Bom, mas eu gosto mesmo de mapas, apesar de haver quem diga o contrário. Gosto de me deixar guiar pelas linhas de várias cores e feitios até sítios giros. E gosto de um certo método no final, dobrar o mapa todo muito bem, para caber outra vez no porta-luvas.
Eu, quando vejo um quadro torto numa parede, sinto uma compulsão para o ir endireitar, penso rapidamente quem o terá entortado, se a senhora das limpezas, se o dono da casa, se alguém achando que estava a endireitar o quadro. Isto passa-se em fracções de segundos, não é para ficar preocupado.
06/01/09
Reis
Os meus filhos estão a comer a árvore de Natal. Não propriamente a árvore, que não é comestível, só na parte dos rebuçados de seiva de pinheiro, mas os enfeites. Já tinha dito que os nossos enfeites eram gomas, marshmallows e chocolates. Estão muito contentes de finalmente terem autorização para os comer.
Ando a saldos.
A mais pequenina tem vestidos sete pares de cuecas da Hello Kitty da nova colecção da H&M. Nos saldos, curiosamente, encanto-me sempre pelas peças da nova colecção, por isso é como se não existissem promoções. Excepto nas botas que comprei na semana passada - espera, essas também não estavam em saldos... Comprei foi um monte de vestidos, casacos de malha e leggings. E cuecas novas para mim também. Daquelas que andava a namorar desde o início da colecção passada, só que eram muito caras. Comprei-as a metade do preço.
Hoje andei pela Avenida de Roma. Adoro ver montras.
Ando a saldos.
A mais pequenina tem vestidos sete pares de cuecas da Hello Kitty da nova colecção da H&M. Nos saldos, curiosamente, encanto-me sempre pelas peças da nova colecção, por isso é como se não existissem promoções. Excepto nas botas que comprei na semana passada - espera, essas também não estavam em saldos... Comprei foi um monte de vestidos, casacos de malha e leggings. E cuecas novas para mim também. Daquelas que andava a namorar desde o início da colecção passada, só que eram muito caras. Comprei-as a metade do preço.
Hoje andei pela Avenida de Roma. Adoro ver montras.
Calma
Este ano quero ler-te como um romance. Não quero passar por ti apressada como quem lê uma revista ou um jornal. Quero ter tempo para conversar, para olhar e para ver, para ouvir e escutar.
O meu filho nadador ontem não quis ir à natação. O pai disse-me, orgulhoso, que tinha conseguido saber que ele não queria fazer exercícios tão avançados. Está na turma dos de sete ou oito anos. Ele ainda não tem cinco, como faz questão de frisar de cada vez que um de nós se exaspera: "isso não é coisa de um miúdo de cinco anos". Assim, não foi à natação, esteve a jogar à bola com o pai e ainda teve direito a comer um queque e a beber uma água antes do jantar. Que bom vocês conversarem. Temos de ter todos tempo uns para os outros. Mais tempo. Mais mimo. Mais nós.
O meu filho nadador ontem não quis ir à natação. O pai disse-me, orgulhoso, que tinha conseguido saber que ele não queria fazer exercícios tão avançados. Está na turma dos de sete ou oito anos. Ele ainda não tem cinco, como faz questão de frisar de cada vez que um de nós se exaspera: "isso não é coisa de um miúdo de cinco anos". Assim, não foi à natação, esteve a jogar à bola com o pai e ainda teve direito a comer um queque e a beber uma água antes do jantar. Que bom vocês conversarem. Temos de ter todos tempo uns para os outros. Mais tempo. Mais mimo. Mais nós.
01/01/09
dois zero zero nove
Paciência.
Tempo.
Iniciativa.
Quanto a desejos materiais:
Lençóis do tamanho da cama, fofinhos (de algodão egípcio, ok?)
Lápis para os olhos e eye-liner azul.
A tal máquina fotográfica que não saiu no Natal.
Tempo.
Iniciativa.
Quanto a desejos materiais:
Lençóis do tamanho da cama, fofinhos (de algodão egípcio, ok?)
Lápis para os olhos e eye-liner azul.
A tal máquina fotográfica que não saiu no Natal.
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