19/10/09

É divertido ver os ídolos

Dá para passar uns momentos divertidos nesta fase dos castings dos Ídolos. Dá para pensar o que é que irá naquelas cabeçinhas, especialmente nas que têm uma linda voz para pintar paredes. O stress da selecção, as horas de espera, na maior parte das vezes, para nada.
Eu sempre gostei muito de cantar mas é em privado, na casa-de-banho, ou na cozinha dos meus pais com os meus filhos e sobrinhos. Fazemos verdadeiros concertos, o último foi de fado. E assim está bem. Eles não percebem, dizem "cantas tão bem" com um ar enlevado e o mundo continua a girar. Mesmo a minha mãe diz que eu canto muito bem. Com a mesma isenção que caracteriza todas as mães do mundo.
No questionário para entrar no jogo deviam perguntar "quem diz que cantas bem?" ou "quem gosta de te ouvir cantar?". E eliminar logo os concorrentes que digam "a minha mãe", "os meus pais", "avós", "sobrinhos", "filhos" e "os meus empregados". Assim o mundo seria mais belo em termos sonoros.

Mas não seria tão divertido...

13/10/09

... e especialmente

No dia em que caíu o segundo dente de leite, no meio de grande excitação porque à Bia já tinha caído o segundo, o meu filho mais velho quis ir para a cama muito mais cedo. Desconfio que não foi o sono que o puxou - mesmo que todas as noites seja o primeiro a adormecer, mal cai na cama - mas sim o desejo de que o rato dos dentes chegue mais depressa.
Cá em casa usamos os serviços do rato dos dentes em vez dos da fada dos dentes - faz mais sentido para o meu filho para quem tudo tem de fazer sentido e ter uma lógica. E dizemos que eles trabalham juntos quando alguém pergunta pela fada e diz que "a fada é que é", como as primas.
O serviço do rato dos dentes vai funcionar, apesar de o dente só ter caído antes do jantar, porque tinha armazenado uns presentinhos para dar aos miúdos quando calhar. É hoje.

Já disse

Eu sei que já disse isto e mesmo que não o tenha dito pensei-o. Pensei-o tantas vezes como as vezes que o senti. Senti-o tantas vezes como as que fiz batota e, contrariando o que acho ser mais sensato para não vos perturbar o sono, acorro às vossas camas quando vos sinto dormir e ajeito-os, miro-os, dou-vos abraços sobre os lençóis, faço-vos festinhas suaves e cheiro-vos. Adoro o vosso cheiro, de banho acabado de tomar ou, como hoje, de cloro do mais velho e de corrida da mais pequenita.
E falo convosco. E penso que mesmo que esteja cansada, estourada, com muito sono e com a cabeça dentro de um aquário, não há nada no mundo que se compare a esta sensação. Adoro-vos. São meus. E cheiram a casa. Mesmo quando não tiveram tempo para tomar banho porque fizeram uma festa de pizza com os vossos amigos. Amanhã logo tomam. Sem stress.

Dentro do aquário

Odeio esta sensação... A minha cabeça parece estar dentro de um aquário. Tenho os ouvidos tapados mas os barulhos surgem-me abafados e, ao mesmo tempo, amplificados e ficam a ressoar como um tímbalo. Falo dos barulhos da rua, dos passarinhos, dos carros, dos camiões, do ar condicionado da vizinha de cima, das portas a abrir e a fechar. Todos abafados e contínuos, como um barulho de fundo dentro dos meus ouvidos.
De vez em quando tenho sinusite. Odeio ter sinusite quando calha. Dura imenso tempo e não há nada que a faça passar, a não ser uns mergulhos no mar, mas está frio e tenho muito trabalho para fazer. Entretanto parece que tenho os olhos quentes, quando me baixo de repente fico com dor de cabeça, quando me ouço falar fico enjoada do tom nasalado que penso deva ser super cansativo para as pessoas que falam comigo. E o camião que passa lá em baixo parece que estacionou na parte de trás da minha cabeça e acelera baixinho, vrum, vrum, vrum, vrum, vrum...

12/10/09

Apatia

Hoje sinto-me apática.
Tenho um zumbido nos ouvidos - que não deve ser de obras porque as eleições já acabaram, mas se calhar ainda é -, tenho sono para dormir três dias inteirinhos, tenho calor e acho que tensão baixa - mas se beber um café à noite não durmo -, apetece-me roupa nova - mas não quero gastar dinheiro. Apetecem-me os efeitos do ginásio mas não me apetece ir lá. Apetece-me os efeitos de dançar mas ando em modo sinusite, por isso, só de pensar em abanar a cabeça até tenho um arrepio.
Não gosto dos dias assim.

09/10/09

Rir

As coisas não precisam de ser cinzentas. Nem fazer sentido. Podem ser divertidas e fora do comum. Deve ser tão bom poder intervir assim no dia-a-dia das pessoas, baralhá-las, deslumbrá-las, fazê-las mudar de caminho, mudar de rotinas. Adorei.

08/10/09

O inesperado

Tenho de confessar que para mim não há nada melhor do que a surpresa, o inesperado.

Como o balão laranja (das campanhas autárquicas que para aí andam) pendurado na árvore à frente da janela de casa dos meus pais onde faço horas para ir buscar o resto da trupe à escola;

Como uma risota no meio da noite por causa das conversetas do meu filho que é dado a conversar durante a noite e tem verdadeiras discussões com as mais variadas personagens;

Como uma ruazinha esconsa que vai abrir num largo lindo silencioso no meio de Lisboa;

Como um mini-hamburger even better than the real thing;

Como um sub-mundo qualquer.

Adoro o inesperado. O bom, claro.

07/10/09

Estivemos lá

Às sete e meia de sexta partimos para o fim-de-semana. Destino perfeito. O programa prometia ser divertido. Com os primos quase todos e os maridos/mulheres e filhos. Corremos, saltámos, orientámo-nos, respondemos a perguntas, certo ou errado, fizemos perguntas, comemos, bebemos, andámos, apanhámos marmelos, picámo-nos nas silvas, dançámos, comemos duas amoras, saltámos dentro de sacos de serapilheira antigos, andámos de canoa, de kart e de tractor. Cortámos tiras, fizemos classificações, comemos e bebemos mais um pouco. Ainda não sentimos o Outono a puxar-nos pelas pernas, o Sol brilhou todo o fim-de-semana, uns pinguitos de chuva só na Segunda. Voltámos a casa, estoirados e contentes, doridos e satisfeitos.

01/10/09

Positivo

O meu pai é cliente assíduo dos canais de televisão que têm informação sobre Bolsa e mercados de capitais. Há três dias a televisão ficou, sem ninguém saber como nem porquê, quase toda verde. Portanto, do RGB - Red, Green and Blue - a cor que ficou realçada foi o Green. Por isso agora, apesar de as notícias serem dadas por marcianos vestidos de fato e gravata, os mercados bolsistas estão sempre positivos. Mesmo quando as setas estão a apontar para baixo a sua cor verde transmite uma grande paz ao meu pai. Positivo

Adoro boas ideias

Ideias giras come this way. Há uns senhores que inventaram uns blocos de papel iguais ao iPhone, para tirar notas, para desenvolver novas apps para o iPhone, whatever. São lindos. Caros mas lindos.