21/10/10
Work in progress
Programa genial à hora do almoço, passeio pela Baixa, almoço num indiano delicioso, visita guiada primeiro ao céu e depois às catacumbas e ao cemitério. Tudo no mesmo sítio. Adorei.
Coisas que magoam
- As saudades (hoje estive o dia todo a lembrar-me das tardes passadas a brincar ao carnaval com a minha avó paterna e as suas roupas de festa e cloches, chapéus de rede e sapatos a condizer)
- Perder cheiros das coisas de que gostamos
- Deixar queimar o jantar
- Apertões no nariz
- Bater com o cotovelo em coisas metálicas
- Ficar com uma espinha espetada na gengiva (ou em qualquer outro sítio, será que passa?)
- Arranjar as sobrancelhas
- Esfolar os joelhos no alcatrão
- Sapatos apertados
- Arrancar um penso rápido
- Ser acordada uma hora e meia depois de ter adormecido
- Perder cheiros das coisas de que gostamos
- Deixar queimar o jantar
- Apertões no nariz
- Bater com o cotovelo em coisas metálicas
- Ficar com uma espinha espetada na gengiva (ou em qualquer outro sítio, será que passa?)
- Arranjar as sobrancelhas
- Esfolar os joelhos no alcatrão
- Sapatos apertados
- Arrancar um penso rápido
- Ser acordada uma hora e meia depois de ter adormecido
20/10/10
As AVD
Chateia-me imenso quando os meus filhos implicam com as actividades da vida diária como: acordar, vestir, tomar banho, jantar, tomar o pequeno-almoço... essas coisas que todos temos de fazer todos os dias.
Na realidade, fazem-me lembrar os passarinhos que, todos os dias quando o Sol se põe, entram numa chinfrineira histérica, como se o dia acabasse e não voltasse a nascer o Sol no dia seguinte, tal e qual como nos dias anteriores todos.
Por muito que eu lhes explique - aos meus filhos, não aos passarinhos - que todos os dias temos de fazer assim e que esta família é uma equipa e, portanto, temos de trabalhar todos pelo bem comum, há dias em que as coisas correm, digamos, menos bem. Assim, obrigam-me a chamá-los mais vezes, a dizer vistam-se mais vezes, a chamá-los para o pequeno-almoço mais do que o estritamente necessário, a dizer-lhes para lavarem os dentes, vestirem os casacos "mas não está frio mãe", a porem-se à porta que vamos já já sair "vou só buscar os cromos ou um brinquedo ou uns ganchinhos mãe"...
Mas destas AVD todas, a pior, aquela que me faz ficar com irritação pele-de-galinha, é quando insistem em que não querem cortar as unhas. Eu geralmente só reparo que eles precisam de manicure no tipping point. Ou seja, só me apercebo do tamanho das unhas deles quando estão a um passo de se tornarem aqueles senhores velhotes da Índia que vivem sentados no chão, de perninhas cruzadas à Ghandi, exibindo as suas unhas encaracoladas, que medem para cima de três metros (e são candidatas à alínea mais nojenta de todas as competições do Guiness World of Records, ao lado daquela senhora que consegue esbugalhar os olhos dez centímetros ou coisa que o valha).
Há cinco dias tinha-me chateado com o meu filho porque ele fez uma fita enorme para cortar as unhas e eu disse-lhe "nunca mais te corto as unhas, vais ficar com as unhas enormes, blá blá blá", "não me importo blá blá blá". Um pequeno braço de ferro. A solução foi pedir à minha irmã, que é dona de uma paciência quase infinita, que lhe dissesse que tinha de resolver esse problema, a bem do seu aspecto geral. E ele lá capitulou, "mamã cortas-me as unhas, por favor? Eu juro que nunca mais..." Eu lá capitulei e agora parece um verdadeiro anjinho das unhas bonitas.
Por mais uma semana, pelo menos.
Na realidade, fazem-me lembrar os passarinhos que, todos os dias quando o Sol se põe, entram numa chinfrineira histérica, como se o dia acabasse e não voltasse a nascer o Sol no dia seguinte, tal e qual como nos dias anteriores todos.
Por muito que eu lhes explique - aos meus filhos, não aos passarinhos - que todos os dias temos de fazer assim e que esta família é uma equipa e, portanto, temos de trabalhar todos pelo bem comum, há dias em que as coisas correm, digamos, menos bem. Assim, obrigam-me a chamá-los mais vezes, a dizer vistam-se mais vezes, a chamá-los para o pequeno-almoço mais do que o estritamente necessário, a dizer-lhes para lavarem os dentes, vestirem os casacos "mas não está frio mãe", a porem-se à porta que vamos já já sair "vou só buscar os cromos ou um brinquedo ou uns ganchinhos mãe"...
Mas destas AVD todas, a pior, aquela que me faz ficar com irritação pele-de-galinha, é quando insistem em que não querem cortar as unhas. Eu geralmente só reparo que eles precisam de manicure no tipping point. Ou seja, só me apercebo do tamanho das unhas deles quando estão a um passo de se tornarem aqueles senhores velhotes da Índia que vivem sentados no chão, de perninhas cruzadas à Ghandi, exibindo as suas unhas encaracoladas, que medem para cima de três metros (e são candidatas à alínea mais nojenta de todas as competições do Guiness World of Records, ao lado daquela senhora que consegue esbugalhar os olhos dez centímetros ou coisa que o valha).
Há cinco dias tinha-me chateado com o meu filho porque ele fez uma fita enorme para cortar as unhas e eu disse-lhe "nunca mais te corto as unhas, vais ficar com as unhas enormes, blá blá blá", "não me importo blá blá blá". Um pequeno braço de ferro. A solução foi pedir à minha irmã, que é dona de uma paciência quase infinita, que lhe dissesse que tinha de resolver esse problema, a bem do seu aspecto geral. E ele lá capitulou, "mamã cortas-me as unhas, por favor? Eu juro que nunca mais..." Eu lá capitulei e agora parece um verdadeiro anjinho das unhas bonitas.
Por mais uma semana, pelo menos.
19/10/10
Um mergulho no Tejo
No Verão ensinei aos meus filhos a letra dos Xutos "dá um mergulho no mar". Acho que é um excelente hino à iniciativa e a deixar de ter medos. Eles gostam dos Xutos e eu também sempre gostei. Uma vez até calhou entrevistar o Zé Pedro e simpatizei imenso com ele.
Agora, de há dois ou três dias para cá, ando a sonhar com um banho no rio Tejo, há um mês atrás. É uma loucura as imagens que nos aparecem à frente sem as convocarmos.
Agora, de há dois ou três dias para cá, ando a sonhar com um banho no rio Tejo, há um mês atrás. É uma loucura as imagens que nos aparecem à frente sem as convocarmos.
18/10/10
... e se calhar funcionou
O arranque algo turbulento do dia não auspiciava grande coisa, mas o final do dia foi quase de festa. Os miúdos estavam super bem-dispostos e brincalhões e divertimo-nos os quatro. É óptimo quando estamos todos juntos - está tudo bem. Se calhar foi do mantra...
Mantra do dia

Não é perfeito como modo de vida, mas tira-nos uma parte da responsabilidade pelas coisas. O que, às vezes, pode ser bom. O quadro é duma colecção engraçada.
Adenda ao post anterior
Uma hora e 20 depois da música anterior...
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh!! Por hoje já chega!
... já nunca mais vou ser teu amigo... ficas sem cromos e sem televisão até sexta-feira. Não se diz isso a ninguém... mamã, dá-me um beijinho...
Porque é que os putos insistem sempre em fazer birras? Esperam algum resultado diferente? Esperam que coisas boas aconteçam?
A estupidez foi minha, claro, já sei que a hora de dormir faz uma enorme diferença e ontem eles deitaram-se às nove. Mas não há pachorra.
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh!! Por hoje já chega!
... já nunca mais vou ser teu amigo... ficas sem cromos e sem televisão até sexta-feira. Não se diz isso a ninguém... mamã, dá-me um beijinho...
Porque é que os putos insistem sempre em fazer birras? Esperam algum resultado diferente? Esperam que coisas boas aconteçam?
A estupidez foi minha, claro, já sei que a hora de dormir faz uma enorme diferença e ontem eles deitaram-se às nove. Mas não há pachorra.
A paz interior
O miúdo está aos saltos em cima da cama a tocar em todas as teclas que sabe que nos irritam.
Ommmm. Ommmmmmmm. Ommmmmmmmmmm. Paz.
Ommmm. Ommmmmmmm. Ommmmmmmmmmm. Paz.
17/10/10
15/10/10
Imagens para esquecer
- A fotografia do esqueleto de uma senhora, de braços cruzados debaixo da cabeça, que vi num telemóvel amigo, tirada numas escavações arqueológicas;
- A dum carro funerário com um mini-caixão lá dentro, hoje de manhã.
- A dum carro funerário com um mini-caixão lá dentro, hoje de manhã.
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