17/01/11

Concentração

E mais outra teoria, eu adoro teorias como toda a gente sabe, especialmente quando são baseadas em evidências científicas, por mais esquisitóides que sejam:
"comer distraído é um grande perigo".
Assim parece mais dramático, mas o bottom line é: quando estiver a comer concentre-se no que está a fazer - vai comer menos e vai saber o que está a comer (baratas a fazer de azeitonas, anyone?)

E se mais nada o provasse

Parece que ainda pior do que estar o dia todo sentado a trabalhar ao computador é mesmo continuar a noite sentado a ver televisão. Pior: um estudo publicado hoje no NYTimes diz que nem a eventual horinha no ginásio resolve o problema. Passas o dia sentado? Está tudo estragado.
Curiosamente, comecei o ano com uma organização mental diferente. Recuso-me a ver televisão à noite (durante o dia também não vejo). Ando a fazer coisas cá por casa. Divirto-me muito mais e estupidifico muito menos.

O disparate do dia

Hoje acordei com um sonho que me deu uma alegria profunda: encontrei numa loja uma saia de tule super fofinho cor-de-rosa claro por três euros. Para mim.

14/01/11

Angry birds

Ando há que tempos com esta dúvida existencial:
O que é que anda a falhar nas vidas das pessoas para a aplicação com mais downloads de todo o universo vastíssimo de aplicações para iCoisas ser o "angry birds", um jogo em que uns pássaros se catapultam contra outros, tentando deitá-los ao chão?
(Eu devia saber, ando a divertir-me imenso a dar coças no boxe ao senhor cujo nome não pode ser pronunciado. É a necessidade de descarregar as energias acumuladas em frente a estas porcarias electrónicas)

Preciso de...

- Um armário branco daqueles que se usam para pôr o computador e que fecham e fica tudo lá dentro. Bonito e barato - i.e. sem ser de contraplacado mas que não custe os olhos da cara. Não sei onde comprar - vi no eBay igualzinho ao que queria, mas o transporte dos EUA para cá torna o negócio impraticável.
- Prateleiras para arrumar coisas, uma na varanda da cozinha para arrumar maquinetas, quatro no armário dos detergentes, duas na parede à frente de mim, mas não gosto de prateleiras ou coisas altas aqui na sala.
- Dar dois terços da minha roupa. A única roupa que ainda me apetece usar está a desfazer-se. Acabei de cortar umas calças de ganga rasgadas em tiras para fazer uma almofada.
- Ir às compras de roupa. Mas isso tem sido crescentemente fastidioso, ou ando a ir às lojas erradas ou não ando a ver coisas de que gosto.
- Espaço para arrumar as milhentas ideias que tenho espalhadas por aqui em post-its e papelinhos que já não sei onde hei-de esconder quando cá vem alguém a casa.
- Amor e compreensão. Também dá TLC, como dizem os americanos.

12/01/11

A estrela

A miúda é, esta semana, a estrela da sala na escola. Está tão contente, mas tão contente, que nunca pensei que fosse possível ficar assim por causa de ser "a estrela". Isso significa que tem de apresentar os dotes artísticos que tenha, durante estes dias.
Já dançou o waka waka com a prima mais pequena, o que correu muito bem e acabou com os miúdos todos aos saltos na "pista de dança".
Como o projecto se destina também à família, até o pai já foi fazer magia do pensamento, que consiste em fazer voar um ovni só com a força da mente. Os putos estavam em êxtase. Boquiabertos e em silêncio total, olhavam super atentos, seguindo o ovni brilhante completamente coordenados. No final, foi a vez deles tentarem, mas, por muito que se esforçaram - e houve uns que se escaganitaram completamente para conseguir - nenhum conseguiu. A miúda estava tão orgulhosa que não cabia nela.
Amanhã, o mano vai ler uma história à sala e ela vai dramatizar - o que consiste em dar saltos ao ritmo da história, prescrutar o horizonte à procura do pequeno-almoço e depois coçar a barriga, fingir que é um cavaleiro, depois um pirata e acabar a mandar beijinhos para toda a gente, que é o que fazem os artistas.
Na sexta, é a minha vez de ajudar à festa. Vamos fazer fantoches, com uma história linda que descobri por aqui e que vou abreviar para manter a atenção.
Está a ser um projecto muito engraçado.

Mistérios

Coisas que eu não percebo:

- Como é que de Green Land se passou a Gronelândia?

- Como é que de Lisboa se passou a Lisbon, de Porto a Oporto, de London a Londres, de New York a Nova Iorque e por aí fora?

- Como é que John of Hollywood passou a João Sacro Bosco ou vice-versa, numa espécie de versão quem é que nasceu primeiro, a galinha ou o ovo?

- Como é que anda tudo maravilhado com os queques que para aí andam a vender pelos centros comerciais? Os cupcakes originais não têm nada, mas nada mesmo, a ver com essas porcarias carregadas de coisas estranhas que mais parecem massa consistente com formas malucas posta sobre queques maçudos. Os queques da Magnolia em Nova Iorque, os originais, os primeirinhos de todos, eram maravilhosos porque pareciam feitos em casa, daqueles que comíamos nas festas de aniversário em miúdos. Queques bons e de tamanho normal, com cobertura de creme de manteiga, em básico ou com um ligeirinho corante só para dar piada e depois aquelas pintinhas às cores (que os americanos chamam de 100's and 1000's). Isso sim, era de lamber os dedos. Back to basics, senhores, back to basics. O marketing pode estar bonito, a imagem pode ser apelativa, mas o produto é que é importante.

- Também já vi por aí a primeira banquinha de macarrons, que amo incondicionalmente - só a palavra provoca-me um sorriso de felicidade profundo. Já provei, no Chiado, mas ainda está muito longe do original. Senhores, persistam na aprendizagem, mas experimentem as receitas da Ladurée, as perfeitas, as originais. Ou então vão à escola Le Cordon Bleu em Paris, onde fazem uns cursinhos rápidos, só para aprender a fazer macarrons. Por cá, os melhores são os do lindo e acolhedor LA Café, na Avenida da Liberdade (na semana passada deram lá três à minha filha, que ficou deslumbrada com a generosidade - os meus filhos também amam macarrons) e os do Castella do Paulo, na Baixa.

- Adoro encontrar fotografias misteriosas (como esta) quando descarrego a máquina para o computador. É um bocado a mística dos velhos rolos de fotografia - só sabíamos o que tínhamos fotografado quando o senhor da loja nos entregava o envelope (às vezes não vinha nada "um rolo inteiro estragado? Não é possível...).

10/01/11

Dia lindo

Chove. Muito.
Tenho o cabelo ensopado.
Tenho o casaco que já devia ter despachado molhado. Muito.
Corro para o Metro. Vejo TODA a gente com guarda-chuvas e casacos impermeáveis.
Eu não.
Preciso de cortar o cabelo. Tenho mesmo de cortar o cabelo.
Chove.
Não tenho mais jantar do que uma sopa congelada. Abençoada.
Apanho o autocarro por uma nesga.
Que dia lindo.

05/01/11

Como enfeitar o bolo dos anos

Enfeitei os queques que levei ontem para a escola, para os miúdos cantarem os parabéns à miúda, com um estendal da roupa. A abelhinha obreira que fez a maior parte das roupas fê-lo com um profundo sentimento de que estava a ser gozada. Lá recortou em espuma colorida umas calças, uma t-shirt, umas cuecas, umas botas e um cachecol, enquanto eu enrolava fio dental à volta de dois espetos de madeira. No fim, enfiei as peças de "roupa" no estendal e, chegada à escola, foi só montar o estendal nos queques. Os miúdos adoraram e não gastei virtualmente dinheiro nenhum nos enfeites, que são sempre caros. Obrigada pela ajuda, Raquel.
(Amei ver os miúdos a fazerem uma linha para darem um beijinho à aniversariante e ela muito contente, de cara à banda para receber os cumprimentos).
O estendal agora ficou na parede da cozinha. Até me fartar dele.