20/04/11

Jogo dos animais

Quase sempre sinónimo de gargalhada, o jogo dos animais hoje ao jantar:
já pensei, diz o mais velho,
é um leão,
não,
um polvo,
não,
um tigre,
não, tens de fazer perguntas, já sem paciência...

tento ajudar,
é uma mistura de cama e de leão,
...
já sei, diz excitadíssima,
é baleia.

Cores

Adoro vê-lo de azul escuro, azul petróleo, verde escuro, preto (desde que com calças claras),... De imensas cores diferentes. Não gosto nada de o ver de beige, de castanho claro, de cinzento claro, de verde seco, de ton sur ton.
As primeiras fazem-no 20 anos mais novo. As segundas 30 mais velho.

Intervalo para o almoço

Para desanuviar da manhã agarrada ao computador e preparar a tarde idêntica que lá vem, fui num instante à cozinha fazer:
Praliné de pistachios

Numa panela pesada, juntar 1 chávena de açúcar e 1/4 de chávena de água, em lume médio/alto. Mais ou menos nove minutos, até ficar dourado escuro.
Desligar.
Misturar rapidamente 1/2 chávena de pistáchios (sem casca) e deitar numa folha de papel de cozinhar. Espalhar os pistáchios.

O resultado é lindo e uma delícia - foi a segunda vez que fiz, da primeira ficou em grânulos de açúcar. Hoje ficou lindo.

Receita da amiga Martha.

19/04/11

Sensações

...
às vezes tenho a sensação que não pertenço a lado nenhum,
diz ela baixinho, a jeito de ver se ninguém dá por nada, como sempre fez, para não incomodar, para não estorvar por ter ideias próprias. Esconde os olhos atrás da franja, estica um pouco a mão sobre a mesa do café.
...
eu só preciso de mimo, é tudo,
isto já não diz, só pensa, mas há coisas que não são para dizer e sentem~se e magoam mais por não serem ditas.
...
se achas que não pertences, tens bom remédio, vai para outro lado,
diz ele rápido e em voz firme, com o eterno ar de quem não tem paciência, até podia ter, mas não tem, porque é que ela há-de ser insegura. A única resposta certa é
...
mas tu pertences. Obviamente.
Mas ele não a diz.
...
encolhe a mão, deixa cair mais a franja sobre os olhos, ajeita a alça da t-shirt e pega apressada no telemóvel, como quem muda de assunto,
...
quem me dera que tocasse agora e que fosse, de facto, de outro lado qualquer,
mas não toca e não é.
...
Acaba de beber o café. Sai. Não volta.

16/04/11

I wish

Depois de um almoço em que só comi cogumelos, evitando valentemente o esparguete, porque ando um pouco alérgica, só me apetece uma grande taça de gelado - de soja, por favor.
Este é da Martha Stewart.

Diminuir o stress

Podia ter sido eu a escrever isto. Não fui, até porque geralmente escrevo em português, mas tento fazer muitas destas coisas. As mais importantes são:
- dizer não mais vezes;
- dar-me menos com pessoas negativas.

Acrescentaria:
- jantar mais frequentemente com as amigas (e acordar no dia seguinte como se tivesse saído do melhor beauty sleep de sempre);
- dar cinco vezes mais beijinhos aos meus filhos e ao meu huby.
Bom fim-de-semana.

15/04/11

Os sonhos

O que querem dizer os sonhos?

As férias

Tenho boas memórias das férias da Páscoa, como tenho de quase tudo o que aconteceu quando era pequena. E sinto-me cada vez mais privilegiada por isso. Por ter tido sempre uma vida tão fácil, tão descomplicada e tão feliz.
Acho que nunca é demais reconhecê-lo. Os meus pais foram geniais a gerir tudo.
Lembro-me de várias viagens que fizemos na Páscoa, a última dos seis a Braga, onde cumprimos todas as tradições da cidade onde os meus pais e irmãos mais velhos viveram muito antes de eu e o mais novo nascermos.
Nesse passeio até houve tempo para cumprirmos uma "tradição" especial, que nos levou a fazer deslizar a 505 verde garrafa destravada e desengatada em sentido contrário à inclinação da estrada, que penso que era no Bom Jesus. Ficámos maravilhados e boquiabertos e quisemos repetir a façanha umas quantas vezes, para grande alegria do meu pai.
Também me lembro de vários Algarves na Páscoa, de fazer amigos na piscina, de dançar na rua, até dos febrões no apartamento que tinha mesas de cabeçeira de tijolo cravadas na parede, febrões que tivemos até a lei marcial paterna impor a proibição de banhos nas piscinas até ao último dia para não haver doenças em férias - e foi mesmo assim, acabaram-se as amigdalites e as otites.
Lembro-me de tantas coisas boas.
Agora sou eu a poder criar essas memórias. E esse poder é magnífico.