20/05/11
19/05/11
Ninhos vazios
Olho para estes prédios à minha frente e vejo um monte de ninhos vazios.
Olho para o outro lado e só vejo cabeças vazias.
E, do outro, um amigo de infância que vai buscar a filha de moto e lhe entrega um capacete com a bandeira de Inglaterra.
Olho para o outro lado e só vejo cabeças vazias.
E, do outro, um amigo de infância que vai buscar a filha de moto e lhe entrega um capacete com a bandeira de Inglaterra.
É tramado
Às vezes os dias começam de uma maneira e depois, de repente, parece que levam uma volta e acabam de outra maneira qualquer, ao contrário do que era suposto ter sido.
E também há pessoas assim. Parecem uma coisa e são outra. Não gosto.
E também há pessoas assim. Parecem uma coisa e são outra. Não gosto.
18/05/11
Dúvida daquelas II
Alguém que tenha filhas sabe explicar-me quando passam as birras matinais da hora de vestir? A minha filha agora só aceita vestidos e saias, portanto odeia a farda da ginástica, portanto engonha até chegar o momento em que já está tudo de cabelo em pé e acaba a chorar quando lhe vestimos a roupa que tem de ser, sempre tentando negociar levar a roupa que gostava numa mochila para vestir no fim das aulas. Ando a ter umas dessas esta semana e não está a ser divertido.
17/05/11
Só
Tenho um grupo de amigas novo. Começámos a dar-nos todas quando percebemos que o café da loja de móveis enorme era grátis.
Primeiro, embirrei com a loja e fiz a promessa de não entrar lá, por causa do que veio fazer aqui ao bairro.
A última coisa de que precisávamos era de um monstro daqueles ao pé de casa.
E não fui. Nem à abertura, nem quando as romarias se intensificaram aos fins-de-semana. Também, nessa altura, estava mais entretida a tratar de ti.
Mas, de repente, morreste. E o que era uma vida de isolamento a dois, passou a ser muito triste mesmo. Só eu, à janela, a ver passar toda a gente...
E, um dia, enchi-me de coragem e lá fui eu. Havias de ter visto o que eu vi. Móveis de todas as cores e feitios, almofadas, tecidos, tachos, tudo o que as casas precisam e muito mais.
E oferecem café. Primeiro fui uma ou duas vezes, depois comecei a ir todos os dias. Agora tenho lá um grupo de amigas. O café é intragável e tu sabes que eu não gosto de café. Mas assim estou entretida.
Primeiro, embirrei com a loja e fiz a promessa de não entrar lá, por causa do que veio fazer aqui ao bairro.
A última coisa de que precisávamos era de um monstro daqueles ao pé de casa.
E não fui. Nem à abertura, nem quando as romarias se intensificaram aos fins-de-semana. Também, nessa altura, estava mais entretida a tratar de ti.
Mas, de repente, morreste. E o que era uma vida de isolamento a dois, passou a ser muito triste mesmo. Só eu, à janela, a ver passar toda a gente...
E, um dia, enchi-me de coragem e lá fui eu. Havias de ter visto o que eu vi. Móveis de todas as cores e feitios, almofadas, tecidos, tachos, tudo o que as casas precisam e muito mais.
E oferecem café. Primeiro fui uma ou duas vezes, depois comecei a ir todos os dias. Agora tenho lá um grupo de amigas. O café é intragável e tu sabes que eu não gosto de café. Mas assim estou entretida.
16/05/11
Muito rápido
Só para contar que percebi agora que perdi o trabalho TODO que fiz no fim-de-semana. Por burrice, estupidez, cansaço ou qualquer outra coisa, mas nada que seja bom para a minha pessoa. Tem graça que o trabalho que estou agora a refazer até está a sair melhor. Mas era escusado. Sim, isto que está a sair das minhas orelhas é mesmo fumo.
11/05/11
Cupcake news
Está um homem com cara de cupcake na televisão, enquanto procuro ver as notícias.
Agora, desde que tenho filhos, isto é, deixei de ter direito a ver o telejornal, que durante anos foi a medida dos dias. Às 20h tocava o sinal de chamada e sentávamo-nos todos à espera de saber o que se passara no mundo. Lembro-me de muitas dessas aberturas do telejornal.
Agora não. Com sorte, consigo ver uns resumos depois de eles irem para a cama. Passei a consumir as notícias de manhã, no telefone, ou na Sábado. É a velha máxima do "mudam-se os tempos..."
Agora, desde que tenho filhos, isto é, deixei de ter direito a ver o telejornal, que durante anos foi a medida dos dias. Às 20h tocava o sinal de chamada e sentávamo-nos todos à espera de saber o que se passara no mundo. Lembro-me de muitas dessas aberturas do telejornal.
Agora não. Com sorte, consigo ver uns resumos depois de eles irem para a cama. Passei a consumir as notícias de manhã, no telefone, ou na Sábado. É a velha máxima do "mudam-se os tempos..."
10/05/11
Não sei
Perguntas porque é que não tenho escrito no blogue. Não sei. Acho que estou a precisar de férias de computador. Também acho que aquilo das agulhas acalmou um pouco esse lado que me faz precisar de libertar algumas ideias.
Hoje está sol e isso está sempre no top das coisas que me faz ficar feliz. Chama-me tonta, se quiseres.
Hoje está sol e isso está sempre no top das coisas que me faz ficar feliz. Chama-me tonta, se quiseres.
05/05/11
Quem tem medo das agulhas?
Brutal! Ontem tive uma sessão de acupunctura e o dinheiro que paguei no final foi o dinheiro mais bem gasto da semana (mais bem/melhor?).
Sou repetente e só posso dizer que ainda adoro a sensação de plenitude e bem estar depois das agulhas.
Perguntas, com ar meio arrepiado meio desconfiado, se não é só sugestão. Não. Eu bem sinto a energia a ir de um ponto para o outro do corpo. Dormi muito bem, acordei às dez para as cinco super bem disposta. Amei. Outra vez.
Sou repetente e só posso dizer que ainda adoro a sensação de plenitude e bem estar depois das agulhas.
Perguntas, com ar meio arrepiado meio desconfiado, se não é só sugestão. Não. Eu bem sinto a energia a ir de um ponto para o outro do corpo. Dormi muito bem, acordei às dez para as cinco super bem disposta. Amei. Outra vez.
O médico enquanto vedeta
Na clínica Quadrantes, em Miraflores, há uma caixa daquelas transparentes de escritório, marcada com uma etiqueta branca que diz "pedidos médicos originais".
Há muito tempo que não lia nada tão cómico.
Claro, no tempo em que estive à espera de ir fazer um exame, estive a ponderar quais seriam os pedidos médicos mais originais que já passaram por aquelas caixas transparentes. Dentro de envelopes - logo, sem permitir tirar a curiosidade...
Lembro-me logo das reportagens - que adoro ler - sobre os pedidos mais estranhos dos músicos e vedetas do cinema. Uma que quer o camarim cheio de m&m's, um que quer toalhas brancas de algodão egípcio, o dos morangos frescos e champagne, o que quer massagens e viaja com a sua entourage de 50 pessoas, o que só quer whisky...
Volto à caixa dos pedidos dos médicos e só posso rir-me com as coisas que imagino possam estar lá escritas.
Há muito tempo que não lia nada tão cómico.
Claro, no tempo em que estive à espera de ir fazer um exame, estive a ponderar quais seriam os pedidos médicos mais originais que já passaram por aquelas caixas transparentes. Dentro de envelopes - logo, sem permitir tirar a curiosidade...
Lembro-me logo das reportagens - que adoro ler - sobre os pedidos mais estranhos dos músicos e vedetas do cinema. Uma que quer o camarim cheio de m&m's, um que quer toalhas brancas de algodão egípcio, o dos morangos frescos e champagne, o que quer massagens e viaja com a sua entourage de 50 pessoas, o que só quer whisky...
Volto à caixa dos pedidos dos médicos e só posso rir-me com as coisas que imagino possam estar lá escritas.
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