Pegas na minha mão e agarra-la com força. Força forte mas ao mesmo tempo carinhosa. Queres que fique mais um bocado. Queres que te conte outra vez o meu fim-de-semana em Madrid.
Tens pressa que fique. Deixas sempre a pergunta no ar mas não a fazes.
Queres ficar cá hoje?
Hoje não fico, tenho de acabar de escolher umas fotografias.
Mas também não perguntas, por isso não respondo.
Conta-me lá o teu fim-de-semana. Estava calor, estiveste na rua, encontraste alguém?
Senti a tua falta. Também podia dizer isso, mas também não digo.
Estranhamente tornámo-nos mestres das coisas não ditas.
01/06/11
30/05/11
Se só pudesses salvar uma coisa da tua casa...
... o que seria? O exercício não é inovador, mas é engraçado pensar nisso. Cá em casa não somos dados a grandes prisões às coisas. Não tenho nada assim de terrivelmente sentimental, nada de terrivelmente valioso, nada que me faça voltar atrás. Uma coisa é dizerem-me: podes levar cem, ou 50, coisas. Outra coisa é "só uma".
Dito isto, valorizo a casa em si. Não pelo que é, mas pelo que tem. A nossa família. E a nossa família é-o aqui ou noutro lado qualquer. Por isso, levo a família.
Dito isto, valorizo a casa em si. Não pelo que é, mas pelo que tem. A nossa família. E a nossa família é-o aqui ou noutro lado qualquer. Por isso, levo a família.
Hoje é um daqueles dias
Estou cheia de energia e só me apetece resolver coisas e combinar programas. Excelente.
29/05/11
Informação completamente desinteressante
Desde que nasci que só tenho quatro unhas em cada pé. A quinta "da normalidade" está lá, mas escondida. É curioso como, apesar de sermos todos iguais, há estas pequenas subtilezas que nos diferenciam e que, às vezes, têm piada.
27/05/11
26/05/11
Que coisa
Não sou pessoa de ter saído de muitos sítios, mas hoje vi uma despedida do trabalho que mexeu comigo, de uma rapariga que esteve mais de um ano a trabalhar no mesmo sítio.
No momento em que se prepara para ir embora, e em que estou a desejar-lhe sorte e felicidades, as pessoas que estiveram sentadas ao seu lado todo este tempo não lhe dão as tradicionais palmadinhas nas costas, não desejam boa sorte, não dizem "se precisares de alguma coisa diz", não dão beijinhos, não organizam um almoço, não dizem adeus.
Bolas, nem levantam o rabo da cadeira.
Fiquei a tarde toda a remoer no que aconteceu e a tentar perceber porquê.
Acho que isto diz, sem dúvida, alguma coisa sobre a pessoa que se vai embora, mas, lamentavelmente, diz ainda mais sobre quem fica e não diz nada.
No momento em que se prepara para ir embora, e em que estou a desejar-lhe sorte e felicidades, as pessoas que estiveram sentadas ao seu lado todo este tempo não lhe dão as tradicionais palmadinhas nas costas, não desejam boa sorte, não dizem "se precisares de alguma coisa diz", não dão beijinhos, não organizam um almoço, não dizem adeus.
Bolas, nem levantam o rabo da cadeira.
Fiquei a tarde toda a remoer no que aconteceu e a tentar perceber porquê.
Acho que isto diz, sem dúvida, alguma coisa sobre a pessoa que se vai embora, mas, lamentavelmente, diz ainda mais sobre quem fica e não diz nada.
25/05/11
Clima
Hoje ia ver de uns vestidinhos novos, de umas sandálias de salto alto, de uns ganchos novos para o cabelo - porque é que sou viciada em ganchos?
E, para ser perfeito e porque ando meia obcecada com isso, ía às compras a Paris, nos Champs Elisées. Tinha montes de dinheiro para gastar, os sacos não me pesavam nas mãos, as lojas estavam cheias de novidades e de cores bonitas.
Almoçava numa esplanada qualquer e ia passear nas margens do Sena, no Jardim do Luxemburgo e na Ladurée, onde comprava caixas de macarons de todas as cores.
Era uma fuga à rotina tramada que ando a ter, não era?
E, para ser perfeito e porque ando meia obcecada com isso, ía às compras a Paris, nos Champs Elisées. Tinha montes de dinheiro para gastar, os sacos não me pesavam nas mãos, as lojas estavam cheias de novidades e de cores bonitas.
Almoçava numa esplanada qualquer e ia passear nas margens do Sena, no Jardim do Luxemburgo e na Ladurée, onde comprava caixas de macarons de todas as cores.
Era uma fuga à rotina tramada que ando a ter, não era?
24/05/11
A viagem dos cem passos
Devorei ontem até ao final da noite o livro "A viagem dos cem passos", de Richard C. Morais. Foi-me dado dois ou três dias antes pelo melhor amigo do mundo.
Um livro assim mesmo como eu gosto: bem escrito, rápido, colorido, com cheiro e vida própria. Não encontrei momentos mortos, não tive vontade de o pousar nunca. É um daqueles livros que só irrita porque quero chegar ao fim o mais depressa possível para conhecer toda a história e, ao mesmo tempo, não quero que acabe nunca e quero continuar a participar na vida das personagens.
O autor nasceu em Lisboa e vive nos EUA, mas o livro é de alma indiana, londrina e francesa - é um livro do mundo. É editado pela D. Quixote e é, como prometem na contracapa, de leitura compulsiva (só não gostei assim lá muito da revisão).
Um livro assim mesmo como eu gosto: bem escrito, rápido, colorido, com cheiro e vida própria. Não encontrei momentos mortos, não tive vontade de o pousar nunca. É um daqueles livros que só irrita porque quero chegar ao fim o mais depressa possível para conhecer toda a história e, ao mesmo tempo, não quero que acabe nunca e quero continuar a participar na vida das personagens.
O autor nasceu em Lisboa e vive nos EUA, mas o livro é de alma indiana, londrina e francesa - é um livro do mundo. É editado pela D. Quixote e é, como prometem na contracapa, de leitura compulsiva (só não gostei assim lá muito da revisão).
22/05/11
Pérolas de sabedoria
Como é que se chamam estas árvores, que a mamã ensinou ontem?
"são as choramingas", diz a miúda pequena. *
* n.t. As árvores são os chorões.
"são as choramingas", diz a miúda pequena. *
* n.t. As árvores são os chorões.
A comer o novo gelado do max com efeito de estalinhos e a olhar desconfiada para todo o lado:
"oh mãe! Quem é que está a fazer pscht pscht?"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
