Um gigantesco cartaz recebia até há uns dias atrás quem passava na 2a circular com a frase "Adidas is all in".
Não me pareceu muito original, e comecei a puxar pela cabeça, até que me lembrei de um dizer popular, muito típico dos anos 80. So last century...
18/07/11
13/07/11
Perder umas horinhas com a Segurança Social
Pois. As coisas que funcionam mal na vida real vão funcionar mal ou pior na virtual. Quero pedir o famoso cartão europeu de seguro de doença para os quatro, porque nas férias havemos de dar um pulinho a outros países e nas férias anteriores tenho-me esquecido e vou sempre a pensar "ai se acontece alguma coisa".
Tento primeiro pela net. O site da Segurança Social digamos não é assim muito user-friendly. As explicações são dadas em texto e não se percebe exactamente a quem se deve pedir nem como. Descubro um número de telefone.
Objectivo supremo: evitar tudo quanto seja ir à própria da Segurança Social.
A senhora que atende o telefone encosta-me logo à box, perguntando-se se tenho acesso à Segurança Social directa. Acho que já recebi essa senha em tempos, pergunto para que é que é precisa.
"Por telefone não pode pedir, só se tiver a senha da Segurança Social Directa. Se não tiver, pode pedir uma senha, que recebe passado sete dias e depois pode pedir o cartão."
Supondo que não tenho,
"Então pode ir a um dos serviços da Segurança Social",
assim como quem diz pode ir ali ao café beber uma bica. E eu vejo mentalmente a fila que dá a volta ao quarteirão na Avenida dos Combatentes em Algés, horas antes do serviço abrir.
Lá desenrasco o número e, afinal, é super simples pedir o cartão. Para mim.
Para os miúdos (e para o pai deles), que não estão agregados a mim na SS porque não pedimos abono e que não são "clientes" como eu da Segurança Social Directa, é mais complicado. Estou uns bons minutos ao telefone à espera de descobrir.
Afinal, só tenho de digitalizar os cartões de cidadão (de todos os lados, obviamente, vezes três), preencher um impresso com duas páginas (vezes três) que pergunta, entre outras coisas, o motivo da deslocação - era o que mais faltava (não respondo) - e depois digitalizá-lo (duas páginas vezes três). No final, tenho de enviar para uma localização obscura, onde se chega através de uma página da SS, preencher as palavras certas e indicar o assunto certo e mais uns quantos preceitos.
Eu, que não tento nunca enganar ninguém, que sou estupidamente honesta com trocos e com qualquer outra coisa que se me apareça à frente, involuntaria e essencialmente porque devo ter medo do inferno, que gosto de facilitar a vida a toda a gente, essencialmente porque devo acreditar no céu, não concebo tanta estupidez para pedir uma porcaria de um cartão. Não é que eu não goste de preencher impressos - que gosto - mas eu e os burocratas não nascemos mesmo uns para os outros (especialmente se tivermos de estar cara a cara).
(Ainda não consegui enviar tudo - penso que é preciso aí uma hora para o processo ficar completo para cada um de nós)
Tento primeiro pela net. O site da Segurança Social digamos não é assim muito user-friendly. As explicações são dadas em texto e não se percebe exactamente a quem se deve pedir nem como. Descubro um número de telefone.
Objectivo supremo: evitar tudo quanto seja ir à própria da Segurança Social.
A senhora que atende o telefone encosta-me logo à box, perguntando-se se tenho acesso à Segurança Social directa. Acho que já recebi essa senha em tempos, pergunto para que é que é precisa.
"Por telefone não pode pedir, só se tiver a senha da Segurança Social Directa. Se não tiver, pode pedir uma senha, que recebe passado sete dias e depois pode pedir o cartão."
Supondo que não tenho,
"Então pode ir a um dos serviços da Segurança Social",
assim como quem diz pode ir ali ao café beber uma bica. E eu vejo mentalmente a fila que dá a volta ao quarteirão na Avenida dos Combatentes em Algés, horas antes do serviço abrir.
Lá desenrasco o número e, afinal, é super simples pedir o cartão. Para mim.
Para os miúdos (e para o pai deles), que não estão agregados a mim na SS porque não pedimos abono e que não são "clientes" como eu da Segurança Social Directa, é mais complicado. Estou uns bons minutos ao telefone à espera de descobrir.
Afinal, só tenho de digitalizar os cartões de cidadão (de todos os lados, obviamente, vezes três), preencher um impresso com duas páginas (vezes três) que pergunta, entre outras coisas, o motivo da deslocação - era o que mais faltava (não respondo) - e depois digitalizá-lo (duas páginas vezes três). No final, tenho de enviar para uma localização obscura, onde se chega através de uma página da SS, preencher as palavras certas e indicar o assunto certo e mais uns quantos preceitos.
Eu, que não tento nunca enganar ninguém, que sou estupidamente honesta com trocos e com qualquer outra coisa que se me apareça à frente, involuntaria e essencialmente porque devo ter medo do inferno, que gosto de facilitar a vida a toda a gente, essencialmente porque devo acreditar no céu, não concebo tanta estupidez para pedir uma porcaria de um cartão. Não é que eu não goste de preencher impressos - que gosto - mas eu e os burocratas não nascemos mesmo uns para os outros (especialmente se tivermos de estar cara a cara).
(Ainda não consegui enviar tudo - penso que é preciso aí uma hora para o processo ficar completo para cada um de nós)
12/07/11
Banda sonora Pequenas mentiras entre amigos
Cómico: as estatísticas dizem-me que ontem veio imensa gente aqui parar por causa de uma pesquisa "banda sonora Pequenas mentiras entre amigos". A banda sonora é, de facto, óptima. Toca a facilitar: aqui dá para encontrar tudo. Em francês "Les petits mouchoirs".
11/07/11
Mergulhar
Debaixo de água tens assim uma espécie de uma superioridade natural sobre mim. As luzes difusas, os ruídos abafados, o ambiente estranho, fazem com que dependa de ti mais do que gosto de admitir. É uma situação desconfortável para mim. Mas sinto-me bem lá em baixo. Gosto de me perder a procurar peixes e conchinhas, rochas e animais estranhos. Não gosto da sensação de perigo, de dependência. Isso nunca gostei. Por isso, obrigo-me a procurar-te, mais uma vez. Dás-me a mão, paternalista, controlas o meu oxigénio, perguntas por sinais se está tudo bem, respondo que sim, tudo ok. Mas mastigo esta desagradável sensação de depender de ti, quando na vida real dependo tão pouco.
Vejo passar um cardume de sargos. Brilham sob a luz filtrada do Sol, parecem pequenos espelhos voadores a insinuarem-se, ora perto ora longe de nós. Movem-se em unidade, são quase como um só, num bailado prateado e privado, só para mim. Penso outra vez "o que pensarão de nós?", mas sei que isso não interessa nada, porque não se consegue ter uma conversa filosófica com um peixe.
Mais tarde, já a caminho da superfície, libertando bolinhas, numa espécie de renascimento, voltando a respirar sem botijas, olho para ti novamente e já não sinto nada. Já não és mais, está tudo normal de novo. No barco comemos uma sandes deliciosa de atum e está tudo bem.
Vejo passar um cardume de sargos. Brilham sob a luz filtrada do Sol, parecem pequenos espelhos voadores a insinuarem-se, ora perto ora longe de nós. Movem-se em unidade, são quase como um só, num bailado prateado e privado, só para mim. Penso outra vez "o que pensarão de nós?", mas sei que isso não interessa nada, porque não se consegue ter uma conversa filosófica com um peixe.
Mais tarde, já a caminho da superfície, libertando bolinhas, numa espécie de renascimento, voltando a respirar sem botijas, olho para ti novamente e já não sinto nada. Já não és mais, está tudo normal de novo. No barco comemos uma sandes deliciosa de atum e está tudo bem.
Como as crianças consomem pornografia
A pergunta da capa da Sábado da semana passada é apelativa q.b. para um adulto com filhos. Para um filho é ainda mais, como percebi ontem enquanto lia descontraidamente as primeiras páginas da revista depois do almoço e o meu filho se pôs aos meus pés a ler o dito título. Como não perguntou "o que é que isso quer dizer?", como faz sempre que encontra alguma coisa que não percebe, presumo que tenha percebido pelo resto do título "às escondidas dos pais" ou "sem os pais saberem", que era um assunto tabu e saiu envergonhado (obviamente sem perceber porquê) do pé de mim. Confesso que fiquei irritada e já não acabei de ler a revista.
08/07/11
Ó Diogo
Já tive tempo para pensar o que é que é que faz com que sinta tanta emoção por saber que partiste, além da óbvia questão de seres estupidamente novo para isso. Já remoí as vezes todas que nos encontrámos, desde que nos conhecemos em Nova Iorque há dez anos, e eramos sete ou oito enfiados na traseira de uma limusine à saída do aeroporto a rir o caminho todo. Lembrei-me do resto desses dias em que andámos a passear por essa cidade estrondosa e de todos os outros em que te encontrámos depois, fosse na rua a comprar prendas para alguém ou com hora marcada para a conversa. Desde uma monumental celebração prévia de um cargo que fizemos a quatro no Casanostra, para comemorar algo que depois não se efectivou, a mais um jantar muito divertido de onde saímos com dores na barriga de tanto rir.
E o que fica e que penso justificar o choque que sentimos quando soubemos que morreste é o sentido de humor, a inteligência e a intensidade que punhas em tudo.
Temos saudades.
E o que fica e que penso justificar o choque que sentimos quando soubemos que morreste é o sentido de humor, a inteligência e a intensidade que punhas em tudo.
Temos saudades.
07/07/11
Pequenas mentiras entre amigos
Brutal! Há meses que não vinhamos ao cinema e hoje tivemos uma borla, o que é super raro, e está a ser bom demais!
News of the world
A Inglaterra e o resto do mundo são apanhados de surpresa com o súbito anúncio do encerramento do tablóide inglês News of the world.
As nojentas escutas a particulares envolvidos em crimes violentos ou qualquer outro motivo foram só o passar de mais uma linha. Aliás, é muito isso que muitos jornais e revistas fazem cada vez mais todos os dias em maior ou menor escala. Expor o drama, suor, sangue e lágrimas de famosos e, cada vez mais, foi esse o caso do News of the world, também de particulares.
Com a medida de encerrar já o jornal, Murdoch, que não fica livre da investigação policial, eleva, contudo, a barra que andava a baixar demais.
As nojentas escutas a particulares envolvidos em crimes violentos ou qualquer outro motivo foram só o passar de mais uma linha. Aliás, é muito isso que muitos jornais e revistas fazem cada vez mais todos os dias em maior ou menor escala. Expor o drama, suor, sangue e lágrimas de famosos e, cada vez mais, foi esse o caso do News of the world, também de particulares.
Com a medida de encerrar já o jornal, Murdoch, que não fica livre da investigação policial, eleva, contudo, a barra que andava a baixar demais.
06/07/11
Lixo?
E se largassem o osso, ó imbecis das agências? Nós somos cumpridores, estamos a tentar levantar esta porcaria, trabalhando mais e pagando mais impostos, parece que nem prendas no Natal vamos comprar (disclaimer: eu não tenho subsídio de Natal). Dá para irem chagar o Obama?
05/07/11
Veneno
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