25/08/11

Sou capaz de vos estar a estragar

Os miúdos lancharam hoje na nova padaria/pastelaria chique de Lisboa, uma representação das famosas Maison Eric Kayser de Paris.
"Mãe, gosto mais dos pain au chocolat que comi em Paris do que dos desta loja".
Diz o miúdo (pois, lá sabiam mais a Paris).
"Mãe, eu quero macarons".
Diz a miúda (não havia, a não ser a enfeitar um mini bolo de chocolate que ela se dispõe a comer só para poder ficar com os macarons cor-de-rosa. Não comeu).
Eu trago uma baguette Amoreiras para casa - é deliciosa! Até o meu pai, que é especial com pães, o diz.

24/08/11

As palavras que nunca te direi

A parte chata das palavras que nunca te direi é que, apesar de  não as ter dito, ou por isso mesmo, elas ficam a martelar na minha cabeça. 
Às vezes, a intensidade é tanta que não consigo adormecer. Outras, acorda-me no meio de um sono irrequieto.
Parece que querem ser ditas. Parece que uma vez pensadas querem ganhar vida própria e sair, para ir para o lugar onde pertencem - o ar, a tua cabeça, o teu coração. Preciso mesmo que as ouças, que te magoem um bocadinho apenas do que me custou o que as motivou. Mas eu, teimosamente, mantenho-as prisioneiras. Porcaria de feitio.

Na praia, uma amiga diz, com ar meio místico, que reter "coisas" destas dá úlceras e joanetes. Que interrompe o normal funcionamento do corpo. E, por isso, esta vigília inquieta, este mastigar de ideias em silêncio. Irritada. Comigo mesmo.

23/08/11

Domínio público

Encetei ontem o novo livro do Paulo Castilho.
Devo dizer que ficámos "amigos" logo quando li o "Fora de horas", que é de 1989. Retomámos a conversa em 1993, com "Sinais exteriores", depois em 1997, com "Parte incerta", também em 2000, com "Por outras palavras" e com "Letra e música", em 2008.
Agora, neste "Domínio público", que ando a transportar comigo há mês e meio, desde que o vi numa livraria e o comprei sem sequer franquear a capa, estimando-o carinhosamente para que dure mais tempo, já sei que vamos manter a amizade.
Ler um livro deste autor é sempre bom.
E o primeiro capítulo, que li ontem antes de dormir, promete.

22/08/11

E um monstrinho no mar

E no mar, em Faro, estava este monstrinho a brincar nas ondas ao mesmo tempo que ajudávamos os miúdos a fazer surf.

Um lobo na falésia

Entre Portimão e Lagos, desenhado na falésia de areia que anda a desfazer-se, encontrámos este ano um lobo. Ficámos a achar que andava a caçar.

The shining - A love story

Quem diria que um dia iria postar aqui imagens do filme que mais me aterrorizou quando era miúda? The shining - a love story, é um vídeo que transforma um filme assustador - que vi com as minhas amigas escondidas atrás de almofadas e que evitou que dormisse como deve ser durante uns tempos ou que gostasse de corredores com muitas portas - numa história de amor. Simples. Não vai estar no cinema, é só a brincar. (E serve para confirmar a tal teoria de que há pessoas com muito tempo nas mãos)


Férias no fim

Ontem gastámos os últimos foguetes das férias a quatro. Tivemos duas semanas inteiras - o que, nos tempos que correm, é quase luxo - para gozarmos tranquilamente.
Depois da semana em Paris e de uma semana à vela no Algarve, viemos agora sem pena da praia, porque no fim-de-semana trovejou e choveu, o que até foi justo (para nós, porque para quem foi agora de férias é chato).
Hoje é o primeiro dia de trabalho.

12/08/11

Paris com crianças

Afinal é fácil ir a Paris com crianças. A cidade deixa-se visitar e tem imensos atractivos para os entreter. Gostaram especialmente de ver a Torre Eiffel (que visitámos de dia e de noite para comparar as diferenças), que quiseram comprar em miniatura para os primos todos - mesmo para o que está na barriga...
Também gostaram muito do Jardim do Luxemburgo, perto do apartamento maravilhoso, que alugámos através do espectacular airbnb.
O delírio foi, obviamente, a Disneyland, onde passámos um dia inteirinho - não sei bem que delirou mais, se os filhos se os pais... Ficámos a sonhar com três dias no hotel à entrada do recinto, para podermos ver tudo. É tão caro...
Aterrámos ontem em Lisboa, depois de seis dias deliciosos em Paris. Viemos com uma comandante amorosa, que deixou os miúdos irem ver o cockpit - nunca vi e, como se imagina, eles adoraram. As férias continuam, tenho de ir. Espero que estejam a ter umas boas férias.

03/08/11

Banca de jornais

Uma das primeiras coisas que faço quando começo a trabalhar é ir à banca de jornais do Sapo, onde consigo ver as manchetes dos jornais todos. Acho um serviço excelente e divulgo-o sempre que posso, porque tenho receio que nem todos possam usufruir dele.
Hoje, na ordem habitual do site, vi primeiro o Jornal de Notícias, que dizia que já há 15 mil inscritos no próximo Peso pesado. Na manchete a seguir, do Público, "Fomos espreitar as cozinhas das 21 maravilhas", com uma mega fotografia de (certamente) deliciosos pastéis de Téntugal.
Penso que o problema do excesso de peso e mais ainda do excesso de excesso de peso é ter passado a ser tão fácil recompensarmo-nos com guloseimas ou snacks. Agora, é extremamente fácil pegar em chocolates, gomas, rebuçados, chupas, batatas fritas, pipocas, doces, pão, queijo, refrigerantes e outros potenciais culpados. Não dão trabalho porque já estão feitos e, ainda por cima, são viciantes, como concluiu há dias uma equipa de cientistas cujo trabalho li no New York Times.
Quando era miúda, se aparecesse um chocolate de três em três meses já era muito. Nunca houve sumos em minha casa. As próprias bananas eram consideradas um luxo. O ananás aparecia no Natal. As batatas fritas eram descascadas e fritas em casa, o que, sendo uma trabalheira, nos limitava obviamente o acesso a essas saborosas malfeitoras.
Agora, em qualquer loja podemos comprar milhares de porcarias, viciantes, que só nos fazem mal. Antes, na altura em que o pastel de Téntugal chegava a Lisboa era um verdadeiro luxo, partilhado com a família toda. Agora, podemos encontrar caixas e caixas em toda a parte e, se quisermos e tivermos estômago, podemos comer os pastéis todos sozinhos. Essa é a diferença.