25/08/11

Hora de ponta em Portimão

Em Portimão, vimos este ano pela primeira vez a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes. É uma cena assim meio louca, porque se passa no rio. Serve para pedir a protecção da santa para os pescadores (e penso que para todos os que andam nos barcos) e consiste essencialmente numa procissão as we know it, mas feita em barcos. Por isso, vai um barco com a figura da Nossa Senhora, vai outro barco com a banda vestida a preceito e vão muitos barcos grandes e pequenos, de recreio ou de pescadores, engalanados com bandeiras.
A movimentação de barcos no habitualmente * tranquilo Rio Arade é de tal maneira massiva que, às tantas, demos por dois veleiros com bandeira espanhola que vinham a entrar em direcção à marina, e que devem ter achado "os portugueses devem estar loucos". Mas, como são espanhóis e, por isso, danados para a festa, foram, também eles, rapidamente engalanar o barco com as bandeiras coloridas.
Os miúdos acharam piada à procissão. Eu achei deliciosa.
* digo habitualmente tranquilo porque logo no primeiro dia em que saímos da marina em Portimão apanhámos com a hora de saída do mastodonte que faz a ligação Portimão/Madeira. Aí fartámo-nos de fazer adeus aos que partiam, a la Loveboat.

Sou capaz de vos estar a estragar

Os miúdos lancharam hoje na nova padaria/pastelaria chique de Lisboa, uma representação das famosas Maison Eric Kayser de Paris.
"Mãe, gosto mais dos pain au chocolat que comi em Paris do que dos desta loja".
Diz o miúdo (pois, lá sabiam mais a Paris).
"Mãe, eu quero macarons".
Diz a miúda (não havia, a não ser a enfeitar um mini bolo de chocolate que ela se dispõe a comer só para poder ficar com os macarons cor-de-rosa. Não comeu).
Eu trago uma baguette Amoreiras para casa - é deliciosa! Até o meu pai, que é especial com pães, o diz.

24/08/11

As palavras que nunca te direi

A parte chata das palavras que nunca te direi é que, apesar de  não as ter dito, ou por isso mesmo, elas ficam a martelar na minha cabeça. 
Às vezes, a intensidade é tanta que não consigo adormecer. Outras, acorda-me no meio de um sono irrequieto.
Parece que querem ser ditas. Parece que uma vez pensadas querem ganhar vida própria e sair, para ir para o lugar onde pertencem - o ar, a tua cabeça, o teu coração. Preciso mesmo que as ouças, que te magoem um bocadinho apenas do que me custou o que as motivou. Mas eu, teimosamente, mantenho-as prisioneiras. Porcaria de feitio.

Na praia, uma amiga diz, com ar meio místico, que reter "coisas" destas dá úlceras e joanetes. Que interrompe o normal funcionamento do corpo. E, por isso, esta vigília inquieta, este mastigar de ideias em silêncio. Irritada. Comigo mesmo.

23/08/11

Domínio público

Encetei ontem o novo livro do Paulo Castilho.
Devo dizer que ficámos "amigos" logo quando li o "Fora de horas", que é de 1989. Retomámos a conversa em 1993, com "Sinais exteriores", depois em 1997, com "Parte incerta", também em 2000, com "Por outras palavras" e com "Letra e música", em 2008.
Agora, neste "Domínio público", que ando a transportar comigo há mês e meio, desde que o vi numa livraria e o comprei sem sequer franquear a capa, estimando-o carinhosamente para que dure mais tempo, já sei que vamos manter a amizade.
Ler um livro deste autor é sempre bom.
E o primeiro capítulo, que li ontem antes de dormir, promete.

22/08/11

E um monstrinho no mar

E no mar, em Faro, estava este monstrinho a brincar nas ondas ao mesmo tempo que ajudávamos os miúdos a fazer surf.

Um lobo na falésia

Entre Portimão e Lagos, desenhado na falésia de areia que anda a desfazer-se, encontrámos este ano um lobo. Ficámos a achar que andava a caçar.

The shining - A love story

Quem diria que um dia iria postar aqui imagens do filme que mais me aterrorizou quando era miúda? The shining - a love story, é um vídeo que transforma um filme assustador - que vi com as minhas amigas escondidas atrás de almofadas e que evitou que dormisse como deve ser durante uns tempos ou que gostasse de corredores com muitas portas - numa história de amor. Simples. Não vai estar no cinema, é só a brincar. (E serve para confirmar a tal teoria de que há pessoas com muito tempo nas mãos)


Férias no fim

Ontem gastámos os últimos foguetes das férias a quatro. Tivemos duas semanas inteiras - o que, nos tempos que correm, é quase luxo - para gozarmos tranquilamente.
Depois da semana em Paris e de uma semana à vela no Algarve, viemos agora sem pena da praia, porque no fim-de-semana trovejou e choveu, o que até foi justo (para nós, porque para quem foi agora de férias é chato).
Hoje é o primeiro dia de trabalho.

12/08/11

Paris com crianças

Afinal é fácil ir a Paris com crianças. A cidade deixa-se visitar e tem imensos atractivos para os entreter. Gostaram especialmente de ver a Torre Eiffel (que visitámos de dia e de noite para comparar as diferenças), que quiseram comprar em miniatura para os primos todos - mesmo para o que está na barriga...
Também gostaram muito do Jardim do Luxemburgo, perto do apartamento maravilhoso, que alugámos através do espectacular airbnb.
O delírio foi, obviamente, a Disneyland, onde passámos um dia inteirinho - não sei bem que delirou mais, se os filhos se os pais... Ficámos a sonhar com três dias no hotel à entrada do recinto, para podermos ver tudo. É tão caro...
Aterrámos ontem em Lisboa, depois de seis dias deliciosos em Paris. Viemos com uma comandante amorosa, que deixou os miúdos irem ver o cockpit - nunca vi e, como se imagina, eles adoraram. As férias continuam, tenho de ir. Espero que estejam a ter umas boas férias.