03/09/11

Anos

Hoje acordei a sentir-me mal. Estava irrequieta, lembrei-me de vir aqui escrever a expressão "panela de pressão". Porcaria do tempo a passar.

01/09/11

100 years East London style

Amei este anúncio. Tudo o que devemos aprender devia ser assim, compactado. E o estilo também devia ter sempre estilo, fosse em que década fosse.

30/08/11

Comida de Verão

Ainda não estou satisfeita de sardinhas. Nem de morangos.

Gasta lágrimas

Há algumas coisas que puxam sempre pela lágrima. Fotografias antigas de bebés ou crianças e dos seus pais ou avós, especialmente se tiverem legendas saudosistas, arrasam comigo. Às vezes vou aqui, ver fotografias anónimas, sempre com boas perspectivas de ficar nostálgica. Parece que sou pateta, mas gosto de ver pedacinhos das vidas das pessoas.

29/08/11

Fome em África

Não há nada pior.
Unicef, chamada de valor acrescentado 0,60€ + Iva, 760 501 501. Ou nib 0033 0000 5013 1901 2290 5. Com dez euros dá para alimentar dez crianças um dia.

27/08/11

Eu e a sorte

Nunca achei que era muito afortunada. Tirando aquela sorte óbvia de ter saúde e família e amigos e casa e comida e viver num país em paz.
Não, refiro-me aquela sorte de tirar sempre a palhinha mais curta, à sorte tipo Gastão dos Patinhas. Essa não me assiste muito.
Viemos a um casamento - uma das coisas de que eu mais gosto no mundo, honesto, honestinho, convidem-me que eu vou e prometo dançar e divertir-me muito.
A cerimónia civil acabou há três horas e eu estou desde essa hora no quarto, com uma monumental dor de cabeça. Ainda nem dei beijinhos aos noivos.
Nem um croquete, nem um martini. Estou triste que nem um aipo murcho.

Como fazer gomas

A minha alma está parva. Encontrei há dias uma receita para fazer gomas - tipo geleia - e funciona. Ontem à noite, enquanto fazia o jantar, estive a misturar coisas ao lume durante 25 minutos. A receita, que encontrei no site da diva dos cakepops (de quem comprei um livro o ano passado em Londres e que tirou esta receita do livro Celebrating candy) é simples de fazer. E funcionou (aqui fica a receita, já traduzida para as nossas medidas).

Geleias coloridas
12 folhas de gelatina
2,5 dls de água fria
3,75 dls de água a ferver
800 grs de açúcar (que reduzi para 600 e mesmo assim é mucho)
Aroma e cor (eu pus um bocado de um pacote de tang de morango)

Amolecer numa panela as folhas de gelatina com a água fria. Juntar a água a ferver e mexer até dissolver. Juntar açúcar. Ferver em lume médio alto durante 25 minutos. Mexer sempre (arranjar um voluntário de alquimista pode resultar aqui).
Deitar num tabuleiro previamente passado por água fria e levar ao frigorífico até prender. Cortar em cubos e passar por açúcar. Deixar dois dias a cristalizar (Estes da foto estão acabadinhos de fazer e são uma delícia - pudera, são açúcar puro).

25/08/11

Hora de ponta em Portimão

Em Portimão, vimos este ano pela primeira vez a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes. É uma cena assim meio louca, porque se passa no rio. Serve para pedir a protecção da santa para os pescadores (e penso que para todos os que andam nos barcos) e consiste essencialmente numa procissão as we know it, mas feita em barcos. Por isso, vai um barco com a figura da Nossa Senhora, vai outro barco com a banda vestida a preceito e vão muitos barcos grandes e pequenos, de recreio ou de pescadores, engalanados com bandeiras.
A movimentação de barcos no habitualmente * tranquilo Rio Arade é de tal maneira massiva que, às tantas, demos por dois veleiros com bandeira espanhola que vinham a entrar em direcção à marina, e que devem ter achado "os portugueses devem estar loucos". Mas, como são espanhóis e, por isso, danados para a festa, foram, também eles, rapidamente engalanar o barco com as bandeiras coloridas.
Os miúdos acharam piada à procissão. Eu achei deliciosa.
* digo habitualmente tranquilo porque logo no primeiro dia em que saímos da marina em Portimão apanhámos com a hora de saída do mastodonte que faz a ligação Portimão/Madeira. Aí fartámo-nos de fazer adeus aos que partiam, a la Loveboat.

Sou capaz de vos estar a estragar

Os miúdos lancharam hoje na nova padaria/pastelaria chique de Lisboa, uma representação das famosas Maison Eric Kayser de Paris.
"Mãe, gosto mais dos pain au chocolat que comi em Paris do que dos desta loja".
Diz o miúdo (pois, lá sabiam mais a Paris).
"Mãe, eu quero macarons".
Diz a miúda (não havia, a não ser a enfeitar um mini bolo de chocolate que ela se dispõe a comer só para poder ficar com os macarons cor-de-rosa. Não comeu).
Eu trago uma baguette Amoreiras para casa - é deliciosa! Até o meu pai, que é especial com pães, o diz.

24/08/11

As palavras que nunca te direi

A parte chata das palavras que nunca te direi é que, apesar de  não as ter dito, ou por isso mesmo, elas ficam a martelar na minha cabeça. 
Às vezes, a intensidade é tanta que não consigo adormecer. Outras, acorda-me no meio de um sono irrequieto.
Parece que querem ser ditas. Parece que uma vez pensadas querem ganhar vida própria e sair, para ir para o lugar onde pertencem - o ar, a tua cabeça, o teu coração. Preciso mesmo que as ouças, que te magoem um bocadinho apenas do que me custou o que as motivou. Mas eu, teimosamente, mantenho-as prisioneiras. Porcaria de feitio.

Na praia, uma amiga diz, com ar meio místico, que reter "coisas" destas dá úlceras e joanetes. Que interrompe o normal funcionamento do corpo. E, por isso, esta vigília inquieta, este mastigar de ideias em silêncio. Irritada. Comigo mesmo.