26/09/11

Rock bottom

Sabemos que estamos lá quando o roupeiro desmorona em cima de nós. Aí, é altura de começar tudo de novo.

A que instituição é que costumam dar as vossas roupas?

19/09/11

Amor de mãe

Forrar os 14 livros e cadernos do meu filho com papel autocolante num final de tarde de Domingo. (Especialmente depois de ter visto o serviço de forrar livros do Corte Inglês. Antes, tinha estado a pensar "tem de haver uma maneira mais simples, não estou a ver 'os ricos' a forrar livros na noite antes do regresso às aulas, em cima da mesa da sala ou mesmo no chão". E há uma maneira mais simples, mas, como com tudo o que é bom, excepto a natureza, que já dá para compensar, paga-se.)

16/09/11

Girls just want to have fun

Quem gosta de brincar aos look books? Guilty.

A bandalheira às portas de Lisboa

Será possível que ninguém se preocupe em resolver a bandalheira do processo de levantar meninos à saída das aulas do Liceu Francês? É uma vergonha que papás, avós e afins estacionem em 2a e 3a fila, sem se preocuparem com quem não tem culpa nenhuma disso. Será uma questão que cabe à câmara resolver, será à polícia, será ao próprio colégio? É uma bandalheira.

Caixa-de-óculos

Quase seguramente com o acordo ortográfico, contra o qual milito silenciosamente - acho que, como sucedeu com os euros, nunca vou aprender a usar correctamente as novas grafias e vou estar a fazer erros atrás de erros sem me aperceber -, a manhosa expressão pejorativa "caixa-de-óculos" vai perder os hífens.
Tenho preguiça para confirmar.
Lembrei-me que era dos insultos mais ofensivos que se podia fazer a alguém que usasse óculos ao ler a manchete do i de hoje, que diz que há crianças a serem incentivadas a usar óculos sem deles precisarem.
Quando éramos pequenos, ir ao oftalmologista significava quase sempre vir de lá com uma receitazinha para óculos, que motivariam a chacota dos colegas e (também um pouco) a vergonha própria.
Eram as dificuldades na visão, detectadas pelos pais, pelos professores ou pelo próprio, que motivavam a ida ao oftalmologista e mais nada (os médicos não eram um bem de primeira necessidade. Não havia dinheiro para sapatos, quanto mais). Por isso, havia queixas. Por isso, fazia sentido haver óculos.
Agora, de acordo com o i, parece que se fazem rastreios nas escolas e que as crianças passam a ter de usar óculos sem precisarem deles, o que pode agravar problemas que existam.
É tão importante confiarmos nos nossos filhos e reagirmos às suas queixas e não sermos hiperactivos e fazermos tudo o que supostos técnicos nos aconselham. Daí também a importância de uma segunda (ou terceira) opinião.
Eu devo ser muito casmurra, porque corri os oftalmologistas todos de Lisboa para encontrar um que resolvesse um problema nos olhos da minha filha. Inclusivamente uma especialista em Campo de Ourique, que vinha com recomendação para pediatria, que era uma besta e que disse que não a ia tratar porque eu já tinha falado com um colega dela, portanto não seria ético, mas que nos tratou (eu mais dois putos) como se fossemos imbecis. E, no fim, cobrou a consulta.
Além disso, tinha uma casa de banho que era um nojo. Casa de banho, sem hífen.

15/09/11

Coisas esquisitas

A simpática senhora da loja das gomas das Amoreiras cumprimenta-me efusivamente num dos corredores (há quantos anos sabe da minha pancada por gomas?)
O senhor que vem tirar a medição do contador da água cumprimenta-me, aplicando ao meu apelido uma pronúncia estrangeira. Fica muito chique.