17/10/11

The lights are out

Estou a trabalhar freneticamente desde que me sentei ao computador. Tenho as costas cansadas, os olhos moídos e os punhos a queixarem-se dos movimentos repetitivos no teclado e no rato. Tenho aqui para mais umas horas ao mesmo ritmo. Mas agora faltou a luz e a casa ficou toda em silêncio. Fui verificar o que se passava e o quadro eléctrico está em forma e o prédio está todo às escuras. Vou dormir 10 minutos de sesta e já volto.

14/10/11

As camadas

Acho que me lembro das pessoas que conheço assim-assim por camadas.
Isto é, apago as memórias mais antigas e substituo-as pelas mais recentes, esquecendo as antigas. Por isso é que, às vezes, se alguém muda muito de feições, sou capaz de não me lembrar de quem são.
Assim, em relação aos conhecidos, a imagem que mantenho é a última que vi. Por exemplo, os pais dos meus amigos teriam, em média, 30 anos quando os conheci, mas as memórias que tenho deles são as que vejo hoje, pessoas com 60 ou 65 anos - que para mim são iguais ao que eram, mas, na realidade, não são.
Se calhar, é porque envelhecemos às camadas assim que ficamos com rugas. É porque queremos sempre continuar a ser jovens, por isso, as camadas querem continuar a espreitar lá do fundinho do tempo.
Em relação às pessoas de quem gosto é diferente.  Na minha cabeça, a "foto do perfil" das pessoas de quem gosto não é a mais recente, mas sim a melhor. A melhor de todas.

10/10/11

Casamentos renováveis

Nem vale a pena ler, mas o i diz que o México quer casamentos renováveis de dois em dois anos. Isso é que era festança! É o chamado amor a prazo, renovável e com potencial capitalização dos juros e agravos.

09/10/11

Casa assombrada

Na Disneyland Paris, este Verão, tivemos de sair por um atalho da casa assombrada, porque os miúdos estavam com medo. Tive imensa pena, porque gosto de casas assombradas e aquela tinha um ar fenomenal. Não passámos do elevador.
Hoje encontrei um álbum de fotografias tiradas a pessoas numa casa assombrada na América e estive a rir-me que nem uma perdida.

07/10/11

Ainda a morte de Steve Jobs

O DN destaca para a primeira página "morreu o criador do rato para o computador" e "Steve Jobs mudou a nossa vida". Pergunta: o rato será a mudança com maior impacto?

06/10/11

Amor e photoshop

Não é segredo nenhum que eu amo o Photoshop e que acho que devia haver algumas das suas funcionalidades na vida real. [Gostava honestamente de fazer um resize ao meu roupeiro e aos armários cá de casa, gostava de poder brincar com as cores nas paredes e nos móveis e fazer undo logo de seguida, gostava de poder retocar as olheiras ou as minhas cores só com um pequeno toque, gostava de melhorar a luz à minha volta... e a ferramenta do free transform? Quem não gostaria de ter?]


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Não estás chocada com a morte do Steve Jobs?

Não, não estou. Enquanto visionário - que acredito ser - tenho pena que deixe de produzir. Tenho curiosidade do muito que deixou por fazer. Enquanto cara da Apple, que consumo diariamente em multiplataforma, sou fã do trabalho de Steve Jobs. Enquanto pessoa, não me dizia nada.

Hoje o meu irmão faria 41 anos.

04/10/11

Momento hilário do dia

No elevador, dou boleia a um típico advogado-marialva-bigode-retorcido-fato-azul-e-pasta-debaixo-do-braço.  Carrega para o décimo oitavo, encosta-se para trás. Pondero um pouco, viro-me ligeiramente para lhe perguntar: A vista é boa...?
Apanho-o a tirar-me as medidas, ele sente-se apanhado, o próprio bigode retorcido torce-se ainda mais num risinho torcista/envergonhado.
... lá no décimo oitavo andar?
Engulo um ataque de riso e, civilizadamente, ele responde: "Magnífica!"
Eu digo, civilizadamente também,  Imagino!
E ele diz: "Tem de vir visitar-nos."
Sim, qualquer dia, obrigada. Bom dia.
E imagino logo um pequeno grupo de advogados com bigodinhos retorcidos, marialvas, a exibir a vista do escritório a 360 graus sobre Lisboa - magnífica!