27/10/11

Sou uma fácil

A minha manhã foi uma miséria. Entre os miúdos completamente em delírio * e o trabalho meio atravessado, mais a reportagem da TSF sobre crianças com cancro, estava a sentir-me uma bosta.

* só consegui que a miúda acalmasse quando lhe disse que se não parasse com a histeria a levava ao cabeleireiro e lhe cortava o cabelo. Onde é que nós (raramente) vamos buscar estas ideias luminosas? Devem contrariar as convenções de Genebra e outras do estilo, mas às vezes ser mãe é mesmo ser odioso.

Como sou uma fácil, tive sorte e mudei para a m80 a tempo de ouvir uma música cheia de energia, que compensou o crappy feeling anterior.

26/10/11

Ténis lindos

Com o raio da chuva, as sandálias já não são eficazes. Os ténis estão rotos ou são não impermeáveis. Tive de ir às compras com os dois miúdos. Estiveram espojados no sofá da loja durante 40 minutos enquanto experimentavam todos os modelos que havia. Um dizia "ui, ai, aperta aqui, aperta ali". A outra limpava o chão com os calções azuis e brancos.
Descobrimos estes ténis lindos. Quero uns iguais. Estou a falar a sério. E - ainda por cima - a bom preço.


À chuva, em Roma

Era de noite e chovia. Ou, se calhar, não chovia e fui só eu que fiquei com a imagem de chuva.
Era de noite e andávamos a passear por Roma. Estava frio, isso sei de certeza, porque vejo nas poucas fotografias que tirámos (como sempre) que estamos de casaco - até tu. Em Trastevere, perto de casa, tínhamos por hábito dar umas voltas antes de ir dormir. A zona fez-nos lembrar o Bairro Alto, sem as subidas e descidas.
O ambiente era meio assustador, ali à beira do Tibre, húmido e frio, as ruas pouco iluminadas, imersas em silêncio e caminhávamos de mão dada, a conversar sobre o que já tínhamos visto e a loucura que é Roma.

Pelas ruas começámos, de repente, a ouvir vozes altas e o bater imponente de botas de cavaleiro nas pedras da calçada. E fomos dar a um largo onde estavam reunidos imensos cavaleiros templários ou de qualquer ordem do estilo.
Vestidos com fatos castanhos e as botas, estavam numa cerimónia especial e, a parte a que achámos mais piada, eram rapazes da nossa idade. Quando demos a volta à igreja, fomos encontrar um grupinho de vestidos castanhos e botas de cano alto a conspirar, a fumarem cigarros e a rir. Como um grupo de adolescentes, puseram-se em sentido quando passámos, porque provavelmente não estavam a ser pios.
Penso que no mesmo dia, mas de manhã, fizemos um passeio de segway pela cidade e o guia - um estudante de arte italiano - levou-nos à Praça dos Cavaleiros Templários, que tem o pormenor magnífico de, ao espreitar pela fechadura da imponente porta, ficarmos focados no Vaticano, na Basílica de São Pedro.
Como gostamos de uma boa teoria da conspiração e do valor dos símbolos, da maçonaria e dos templários, ficámos encantados ao descobrir esse "segredo".
Hoje lembrei-me de Roma. Foi bom.

24/10/11

Não sei como ela consegue

Ga-lho-fa. Acabei de regressar do "Não sei como ela consegue" e ri-me à séria - especialmente com dois momentos que não posso contar porque não gosto de ser uma desmancha prazeres que conta as partes mais divertidas dos filmes antes de toda a gente ver. Como sobre "A melhor despedida de solteira" podia ter sugerido que prestassem bem atenção à prova dos vestidos...
Aqui, tanto a Sarah Jessica Parker como o Pierce Brosnan revelam que estão a ficar... velhotes. As mãos dela são um susto, ele engordou que nem um perú - parece-me. Mas, tirando essa sempre óbvia constatação de que o tempo passa, o filme é para ver em modo descontraído. Não dá para tirar de lá soluções para o universo - a conclusão do filme é muito gender oriented, as mulheres vão dizer a-ha!, os homens vão dizer, no máximo, está bem caçado, mas eu não sou assim, pois não? Quer dizer, eu ajudo imenso lá em casa...
E, esta é para os apressadinhos que têm de se levantar mal o filme está a chegar ao fim, para serem os primeiros a chegar à rua ou ao corredor do shopping, ouçam a piada do fim.

21/10/11

A melhor despedida de solteira

Sou capaz de ter lido uma frase sobre o filme "a melhor despedida de solteira". Que dizia, para aí, "muito divertido" ou "a ver". E hoje vi. Deu para rir e para chorar. O que é que uma miúda pode querer mais de um filme?

O Kadafi do outro lado da rua

Creepy!
Já não é a primeira vez que falo no Kadafi no meu blogue. O tal monstro da minha infância - o homem que eu associava a tudo o que há de mau neste mundo e que teve finalmente um fim semelhante às atrocidades que cometeu durante tantos anos.
Hoje, depois do almoço que me deu dor de cabeça, do outro lado da passadeira, estava uma mulher vestida com um misto de gabardine e burka, beige da cabeça aos pés, que era a versão feminina do Kadafi. Só que em modo Chanel. E o raio da mulher, que tinha uns óculos escuros enormes e caríssimos, não tirava a mirada de mim - juro que até me arrepiei um pouco. Seria da família do senhor, que tenha vindo cá levantar dinheiro ao banco?

20/10/11

A santa

Assim, sem contar com isso, ontem tive direito a noite de compras, patrocinada pelo mestre. Assim, sem contar com isso também, trouxe para casa um saco de roupa nova linda e reluzente antes de trazer os tais sacos do lixo pretos gigantes que inspiraram receios criminais em dona Quem sai aos seus.
Bem, queridas, já que já cá estão, então encolham-se um pouco para caberem todas. A santa fez o favor de arrumar tudo arrumadinho e eu agora só preciso de olhar para vocês, enlevada.

19/10/11

Patience

A música que ouço enquanto cruzo as pernas em posição yogi, descansando as costas das mãos nas pernas e encostando os polegares aos dedos médios...

Especialmente na parte, all we need is just a little patience.
Om sa
Om sa
Om sa

A distância

À distância, o meu sobrinho mais pequeno já começou a andar. Falamos pelo Skype, mas ele está irritado com uns dentinhos que andam a ver se nascem e não mostra a proeza. Hoje é feriado por lá.