Não sei tratar de plantas. Têm todas a estranha tendência para a morte quando cá chegam.
No entanto, é uma espécie de tentação trazê-las para casa. Quando vejo lojas de plantas idealizo logo um jardim luxuriante na minha sala ou na cozinha, que vão ser, ao mesmo tempo, um prazer para a vista e um foco de grande curiosidade para as pessoas que cá vêm a casa e, por isso, de vez em quando, compro uma nova para substituir outra que tenha tido um caso de morte.
Acho que isso quer dizer que sou uma optimista, especialmente porque isso é o que me acontece com quase tudo.
Quando vejo uma roupa gira imagino sempre que vou usá-la da melhor maneira possível e, por norma, numa festa. Quando conheço alguém de novo, acho sempre que vai ser a melhor pessoa do mundo. Quando vejo tecidos à venda acho que se os comprar vou conseguir fazer os vestidos mais bonitos - já ficou claro que não vou. Quando vejo tintas ou pincéis também acho que vou pintar um quadro fantástico.
Mas não vou.
E, por isso, ver as minhas plantas moribundas é como uma facada no coração. É uma prova diária de que não consigo tratar de seres vivos que não falam. Isso faz-me pena.
18/11/11
17/11/11
Coisas estranhas
A H&M está cheia de gajas e gajos histéricos a comprarem coisas de susto da colecção Versace. Creepy.
Sou uma sortuda
Passeio num dos sítios de que mais gosto no mundo todo, sem agenda e sem nada para fazer. Não há melhor.
É assim, mamã?
"O Pai Natal está em crise, pois está mamã?", pergunta a miúda, esperançosamente agarrada ao catálogo dos brinquedos da Popota do Continente, que anda a riscanhar há três dias.
Quem é que te disse isso?
Pergunto, enquanto tenho um vertiginoso flashback mental de todos os momentos absolutamente deliciosos da minha infância que envolveram o Natal. Dos quatro histéricos enfiados no quarto enquanto a minha mãe batia panelas na cozinha e o meu pai passava com um saco carregado com presentes. De montar a árvores de Natal, de procurar os presentes escondidos no quarto dos meus pais ao mesmo tempo que acreditava na generosidade do Pai Natal e do menino Jesus.
Acho que as crianças deviam ser resguardadas destes problemas. Ponto final. Já basta as ansiedades normais, o medo do escuro, o medo dos fantasmas, a vergonha das meias rotas, o sono, o cansaço, os testes, aprender coisas, viver a vida, para terem de estar preocupados com coisas que não percebem e que não podem resolver.
Não te preocupes com isso, mesmo que o Pai Natal esteja em crise, alguma prendinha se há-de arranjar e o importante é estarmos todos juntos.
Quem é que te disse isso?
Pergunto, enquanto tenho um vertiginoso flashback mental de todos os momentos absolutamente deliciosos da minha infância que envolveram o Natal. Dos quatro histéricos enfiados no quarto enquanto a minha mãe batia panelas na cozinha e o meu pai passava com um saco carregado com presentes. De montar a árvores de Natal, de procurar os presentes escondidos no quarto dos meus pais ao mesmo tempo que acreditava na generosidade do Pai Natal e do menino Jesus.
Acho que as crianças deviam ser resguardadas destes problemas. Ponto final. Já basta as ansiedades normais, o medo do escuro, o medo dos fantasmas, a vergonha das meias rotas, o sono, o cansaço, os testes, aprender coisas, viver a vida, para terem de estar preocupados com coisas que não percebem e que não podem resolver.
Não te preocupes com isso, mesmo que o Pai Natal esteja em crise, alguma prendinha se há-de arranjar e o importante é estarmos todos juntos.
Obviamente
Obviamente, fiquei enjoada com as porcarias que misturei e acabei por não jantar. Fomos passear até Carcavelos e estava uma noite bonita. Bebi um chá, em vez da caipirinha que tinha idealizado. Passeámos de mão dada a conversar.
16/11/11
Planos
Estou a contar os minutos que faltam para poder ir para a borga. Não sei o que vamos fazer, mas, pelo menos, conversaremos. As últimas semanas têm sido cheias de desencontros e de horários esquisitos. O mais provável é hoje estares cansado. Os miúdos já estão de pijama e vão agora jantar (sopa + massa com ovo + fruta). Enquanto lhes fazia o jantar fui comendo alguns dos meus petiscos preferidos: chocolate de menta, batatas fritas e cornichons. Belo lanche.
15/11/11
Fia-te na virgin
Alguém já consumiu o novo mega ginásio que a Virgin Active abriu ao lado do Oeiras Parque e onde existe esta bela fonte? Eu fazia-me sócia do SPA... Acho que estou carregadinha de stress e outras coisas más que fazem mal ao corpo. Até quase que dá para ouvir o barulho da água a correr e ficar relaxada. E se calhar até se perde peso só de olhar para as fotos do site...
14/11/11
Sondagem remete enfeites para 1 de Dezembro
Cerca de 80% das pessoas inquiridas aqui mesmo não querem ainda ver enfeites de Natal por todo o lado. Os mais moderados querem a 1 de Dezembro - o que me parece justo e o dia em que eu votaria - os mais radicais - e presumo que raparigas apenas - ainda não querem arrumar o bikini. Os restantes cerca de 20% admitem que "tem dias". É uma resposta simpática para o inquérito de um blogue chamado vida a dias...
Vale o que vale, porque só dez responderam :)
Meia noite...
Hora do crime e mistério...
Conhecem todos esta história, certo? É para sussurar enfaticamente a crianças em sítios assustadores, tipo no pinhal, à noite, na praia, à noite, no parque de campismo, à noite, na casa assustadora dos avós, à noite. Se houver gemidos das madeiras e passinhos apressados de ratitos, ainda melhor.
A história continua, em sussuro:
Abre-se uma porta (barulho de porta a abrir)
pausa, para aumentar o suspense,
ouve-se um grito
breve pausa,
Ó Xico, traz cá o penico.
Esta história tem sido útil desde pequenina, quando quero aliviar situações assustadoras. Pode-se contar a crianças porque ficam aliviadas quando ouvem o final e descomprimem com umas boas gargalhadas (que são nervosas, é claro).
Pois ontem, à tal meia noite, hora do crime e mistério, estava eu sozinha em casa com os miúdos que dormiam desde as sete, tal foi a estoira do fim-de-semana, trovejava desde as seis e estava escuro como breu e eu não estava a fazer nada de especial. As madeiras não gemiam, o que até não é mau de todo, mas o vento e a chuva fustigavam as janelas da sala - que eu penso sempre qualquer dia hão-de voar com tanto vento.
Bem, meia noite, hora do crime e mistério,
as portas abanam (com o vento, ok?),
ouve-se um grito
pausa, para aumentar o suspense,
"O que é um fantasma?"
...
Acho que o meu coração deixou de bater durante cinco minutos, até verificar que estava tudo tranquilo e que os miúdos dormiam. Aquilo que me parecia o início de uma conversa, do estilo "olá, eu sou canalizador", "o que é um canalizador?", afinal era só uma pergunta filosófica e o rapaz voltou a dormir. Como se nada fosse. E eu fiquei-me pelos risinhos histéricos, encolhida no sofá.
A história continua, em sussuro:
Abre-se uma porta (barulho de porta a abrir)
pausa, para aumentar o suspense,
ouve-se um grito
breve pausa,
Ó Xico, traz cá o penico.
Esta história tem sido útil desde pequenina, quando quero aliviar situações assustadoras. Pode-se contar a crianças porque ficam aliviadas quando ouvem o final e descomprimem com umas boas gargalhadas (que são nervosas, é claro).
Pois ontem, à tal meia noite, hora do crime e mistério, estava eu sozinha em casa com os miúdos que dormiam desde as sete, tal foi a estoira do fim-de-semana, trovejava desde as seis e estava escuro como breu e eu não estava a fazer nada de especial. As madeiras não gemiam, o que até não é mau de todo, mas o vento e a chuva fustigavam as janelas da sala - que eu penso sempre qualquer dia hão-de voar com tanto vento.
Bem, meia noite, hora do crime e mistério,
as portas abanam (com o vento, ok?),
ouve-se um grito
pausa, para aumentar o suspense,
"O que é um fantasma?"
...
Acho que o meu coração deixou de bater durante cinco minutos, até verificar que estava tudo tranquilo e que os miúdos dormiam. Aquilo que me parecia o início de uma conversa, do estilo "olá, eu sou canalizador", "o que é um canalizador?", afinal era só uma pergunta filosófica e o rapaz voltou a dormir. Como se nada fosse. E eu fiquei-me pelos risinhos histéricos, encolhida no sofá.
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