16/12/11

Bolos lindos

Será possível ser mais giro do que isto? Este Pai Natal apareceu ontem sentadinho num bolo no jantar de Natal da empresa.
quem saiba fazer estas coisas, assim com esta perícia toda - lindões. Adorava ter a paciência infinita que é preciso ter para conseguir transformar massa de açúcar em braços e pernas e as bochechas mais deliciosas do mundo.

14/12/11

Mais um

Já cá está o meu sobrinho mais pequenino. Chegou esta manhã e acho que fez boa viagem. Ainda não fui vê-lo, mas conto ir mais tarde dar um beijinho aos pais e ao mano, que é menino para ir ficar um pouco baralhado com a novidade. É a vida.

O rapaz do gorro

"Não, não, não pode ser..."
Segura a cabeça com as mãos, enquanto abana o corpo desalentado, debaixo do telheiro do restaurante na bomba da A1. A caminho do Porto, onde tem uma entrevista às 15h e onde conta chegar mesmo à justa, segue num autocarro, que faz uma paragem na bomba da Mealhada. É a hora do almoço e o rapaz, de ar completamente inofensivo e que leva na cabeça um gorro à Bob Marley, só mais discreto nas cores, e umas calças muito largas, decide almoçar.
Uma sandes de leitão - um petisco - e um sumo. Come. O autocarro, que parece do Benfica, continua no mesmo sítio. Vejo-o pelo canto do olho, enquanto converso e mastigo tranquilamente a minha sandes de leitão, se calhar devíamos ter pedido só uma para as duas... Esquecemo-nos de pedir o molho. Deixa lá, fica para o lanche, dizes-me.
Enquanto regresso da casa de banho, no piso inferior, ouço-o a fazer o relato da sua desventura às senhoras do restaurante. O autocarro foi-se embora, deixando-o a lamuriar-se de não ter a mala, nem a carteira, e de ter a tal entrevista, que é mesmo muito importante.
Ouço-o a contar a sua história e tenho de morder a língua para não dizer:
Podes vir connosco.
Tenho de morder a língua mesmo, porque somos duas. Mas, enquanto varro rapidamente com os olhos o restaurante, vejo pequenos grupos de homens ou rapazes que, sem problema nenhum, poderão resolver o problema ao rapaz e o nosso de consciência.
Fico irritada, claro. Entramos no carro, a debater a questão. E ainda vamos a falar sobre o caso quando se aproxima ao longe um Mercedes cinzento claro.
Queres ver? O rapaz já apanhou boleia e vem neste carro.
"Será?"
O Mercedes passa por nós depressa, exactamente à mesma velocidade que passa o rapaz do gorro à boleia, salvo do seu infortúnio.

13/12/11

Mais alguém tem um destes?

Olha, gostas das minhas botas novas?
"Sim, gosto, pé de carneiro."

Acabei de chegar

É estranho, mas tenho sempre a sensação de que acabei de chegar.
Apesar disso, já vou fazer 35 daqui a três meses e meio.
Por isso, cheguei há um bocado. Mas ainda há muitas coisas que não consigo compreender. E ontem lembrei-me disto, enquanto via o Habemus Papam, do Nanni Moretti - que adorei.
Árvores enormes dobradas em camiões pequeninos;
A aleatoriedade do nascimento e o que isso faz por nós;
A simples felicidade dos passarinhos;
A força da água;
A necessidade que muitas pessoas têm de rituais e como esses rituais lhes/nos tiram a autonomia ou a liberdade de escolha;
A resistência das crianças a ouvirem o que nós sabemos serem verdades (que o quente queima e que as facas cortam...);
A minha falta de jeito para combinar coisas;
O cheiro de alguns pés;
A cor impossível de azul do céu;
Os olhos do meu filho;
O passar do tempo;
A inconstância da existência;
O tecto inelástico dos recursos;
A resistência ao amor ou a dúvida de que ele exista;
A solidão;
...


11/12/11

À espera do Outono

Às vezes, há livros ou filmes que achamos que foram escritos/feitos para nós e que depois são uma decepção. Acontece. E depois há outros que excedem as expectativas. E isso é raro.
Na minha wishlist de Natal, já tenho de cortar "O príncipe da neblina", do Záfon, porque comprei o livro num impulso, sei lá, com um medo infantil que todo o mundo descobrisse a escrita genial do autor e comprassem todos os livros. Mas ainda não o li. É tão pequenino, em comparação com os outros dele que li antes, que tenho medo de o acabar numa só noite. E depois ficar sem nenhum para ler.
Ontem, o meu sócio (antiguidade 18 anos não comemorados no início do mês) comprou o filme "500 days of Summer" no iTunes. Era outro dos presentes que gostava de receber no Natal, por isso achei amoroso que o tenha comprado para mim. Mas confesso que estava com receio de não cumprir o esperado - até porque acho que já ando a wishlistá-lo desde o ano passado.
Estivemos a vê-lo. E só posso dizer que amei. Que excedeu as minhas expectativas.

09/12/11

O tal do Licor Beirão

Há lá coisa melhor do que uma boa publicidade? Uma daquelas que dá mesmo gosto ver e que comentamos com os amigos?
Nunca tinha bebido Licor Beirão. 
Mas achei que a publicidade dos cartões de Natal com a Angela Merkel e o Sarkozy a dizer qualquer coisa como "Portugal está a dar o seu melhor. Boas Festas" é genial. Amei. E, só por causa disso, comprei a poção, que já estou a degustar, misturada com duas pedrinhas de gelo. 
Muito agradável.

08/12/11

Pois...

Então tenho andado bastante por fora, em trabalho, daí ter andado escassa na escrita (confesso que já estava a sentir a ressaca a chegar):

Em Leiria, descobri uma cidade animada, mas não consegui visitar o castelo, que já queria conhecer há muitos anos, porque era segunda-feira. E os castelos estão fechados à segunda, toda a gente sabe... menos eu.

Em Aveiro, comprei os melhores ovos moles do mundo no "altar" da Confeitaria Peixinho. Desapareceram num ápice. Só é uma pena ser tão longe...
No Porto, entrei finalmente nos Armazéns do Linho, onde tinha combinada uma ida com a minha irmã, mas ainda não foi desta. Aí encontrei a árvore de Natal mais bonita de todas.


Na Rua de Santa Catarina, onde comprei umas botas lindas porque estava um briol daqueles, encontrei este Pai Natal, que foi de viagem até Lisboa para ir ter com a minha filha que tinha ido ao médico e tinha sido uma heroína. Ao lado, está um dos bonitos azulejos do restaurante "A abadia", onde nunca tinha entrado, que foi recomendado pelo meu cunhado, e onde comi muito bem.
Nos Aliados, estava esta bela imagem a avisar os passageiros mais distraídos que a linha da paragem onde estavam encostados estava, afinal, desactivada. E, portanto, não valia a pena estar lá à espera do autocarro.

E uma curiosidade: alguém sabe o que é isto?



04/12/11

A matemática

Então, teste de matemática... O que é que tens de estudar?
"Tenho de estudar contas em pé, contas deitadas e problemas. Depois ajudas-me?"
M-E-D-O
Claro, vamos a isso. Começamos pelos problemas. (já que não sei o que são os outros...)