29/02/12

Os 24 anos da TSF

Já hoje li imenso sobre os 24 anos da TSF - rádio que ouço todos os dias, mais ainda quando quero saber o que se passa no mundo. Vou ser honesta, o meu segmento preferido é o do Fernando Alves. Os Sinais são uma espécie de poesia que consegue sempre tocar-me.
Curiosamente, só agora é que me lembrei que trabalhei na TSF. Ou melhor, fiz um estágio curricular na TSF, há 13 anos. A cabeça é um lugar estranho, já não sei quem é que diz, mas é verdade. Gostei de passar por lá, foi divertido, mas não era a minha vida. Parti para outra, mas continuo a reagir às "vozes" que conheci nos escassos meses em que lá andei. Parabéns e boa continuação.

Há coisas que sabe bem ouvir a estranhos

"... pois, é como lhe digo" - diz o dermatologista - "o tipo de pele que a sua filha tem, conjugado com o tempo muito seco que está, é coisa para a deixar muito irrequieta e mal disposta, rabugenta..."
Nem por isso, ela é uma criança muito bem disposta e boa onda, está por norma sempre tudo bem, digo eu.
"Então, vou presumir que isso tem a ver com o feitio da mãe".

27/02/12

Stylebook

Gosto mesmo destas colagens. Fui eu que fiz. Assim, à primeira vista, diria que 2.000 euros dão para tudo.

Acho que esgotei a capacidade

Já não consigo criar passwords para as milhares de subscrições diferentes que faço por dia na net. Já não consigo lembrar-me das passwords que criei ou onde é que as guardei, num bloco ou numa folha ao lado do computador. Como é que posso acabar com esta parvoeira?

25/02/12

Viver sozinho

Juro que se me apetecer comer manteiga de amendoim nua na cozinha às duas da manhã posso. Os senhores entrevistados para este artigo dizem que isso é privilégio das pessoas que moram sozinhas. Será?
Acho que o maior benefício de morar sozinho deve ser não ter de cozinhar o jantar todos os dias se não apetecer.
Por aqui, posso deixar a porta da casa de banho aberta todos os dias. Posso fazer as coisas todas esquisitas que não faço na rua ou à frente de estranhos. Isso é o que se chama ter uma família. É poder partilhar as coisas estranhas que nos fazem quem somos em privado.

24/02/12

Bombons de paté

Hoje apetece-me fazer para o jantar uma entrada surpreendente que comi há que anos no restaurante do Casino de Lisboa e que se faz assim:

Bombons de foie gras
Porção de paté (de compra, aquelas fatias embrulhadas em vácuo, sabem?)
200 grs. de chocolate preto
Grãos de pimenta rosa

Cortar o bloco de paté em quadradinhos, espetar um palito em cada. Moer os grãos de pimenta rosa.
Derreter 2/3 do chocolate em banho-maria (ou no microondas, que é a versão atalho), mexendo ocasionalmente. Quando estiver derretido, desligar o lume e juntar o resto do chocolate, mexendo até estar todo derretido. A isto chama-se temperar o chocolate e serve para manter as suas qualidades ao ser trabalhado, nomeadamente para evitar que surjam marmoreados acinzentados no chocolate. Deixar arrefecer um pouco.
Mergulhar o paté no chocolate, retirar o palito, salpicar com o pó de pimenta rosa e alinhar em papel anti-aderente. Levar ao frigorífico para endurecer.

Juro, é delicioso. E vou acompanhar com malibu com ananás - 1 parte malibu e 3 partes de sumo de ananás (sem gás).

E esta era mais ou menos óbvia ou depois não digas que eu não te avisei

"Pai, o que é que quer dizer fukiu?"

Pequeno momento de entretenimento

Hoje acordei à hora a que estava a pensar deitar-me. A borga gorada, pelo menos acordei com menos olheiras...
O meu filho disse-me, muito contente, "hoje vi o Sol nascer", eu murmurei entredentes, sem querer entrar em grandes explicações,
hás-de querer fazê-lo tantas vezes quando fores grande, daqui a nada.
"O quê, mãe?"
Nada, nada. Daqui a nada.
"O quê, mãe?"
Olha, é sexta-feira. Yeahhh.



... ó mãe, fazias-me era rico em vez de bonito...

23/02/12

Coisas que eu gostava de saber fazer


... mas não sei.

A dama de ferro

Esquece a história - sei tudo o que se passou, lembro-me de tudo como se fosse hoje, lembro-me das manifestações, das greves, dos mineiros, do lixo a acumular-se nas ruas, lembro-me das Malvinas, lembro-me muito bem da primeira-ministra. O que não lia nos jornais - que lia todos os dias, religiosamente -, via no telejornal, com imagem granulada, antes de ou à hora de jantar. Era pequenina, mas acho que gostava de Margaret Thatcher, justamente por ser uma pessoa muito forte (nunca porque tivesse tido ilusões de ser primeira-ministra, não, era muito mais básica do que isso nas ambições).
O ponto de vista do filme, que vimos ontem, é super deprimente. É o ponto de vista de uma mulher abandonada, velha e desorientada, com muitas memórias para sentir, em luto e sem querer reconhecer que está em baixo. O momento mais tramado foi quando viu as filmagens feitas na praia, anos antes, em que os filhos pequenos andam a brincar de um lado para o outro. Cortou-me o coração mesmo - mas não é por ser a família perdida de Margaret Thatcher, isso é problema da senhora, é mesmo porque é um dos meus soft spots.
Redundancy, é uma das palavras que a dama de ferro sublinha num discurso antes da explosão no hotel onde estava alojada, em 1984 - lembro-me disso. E redundancy é a palavra que fica na minha cabeça quando saio do cinema.