17/06/12

Festa de final de ano

A festa de final de ano da escola dos miúdos, este ano, foi muito original. Habitualmente, a escola organizava um espectáculo e as crianças eram os actores/artistas. Este ano, aproveitando as novas instalações, fizeram uma feira/galeria de arte e as crianças puderam mostrar a pais, avós e irmãos os trabalhos que fizeram durante o ano.
As várias salas, o ginásio e o jardim, baptizado de Joana Vasconcelos, encheram-se de famílias e achei o evento muito engraçado, calculando a trabalheira que deve ter dado a montar.
Cada aluno tinha sua tarefa. O meu filho foi monitor, explicando as obras de arte a quem passava. A miúda, que é finalista da pré-primária, não cabia em si de contente e cantou com tal felicidade as suas três músicas que ia fazendo uma luxação ao colega do lado. O tema "I'm happy, I'm happy, to be me", foi das coisas ternurentas que já ouvi.
Adorei.
(Auto-retrato do miúdo)

 (Kandinskys de cinco anos)
(Pintura da miúda, feita com "guaxinims")

Acho que já não sei o que fazer

Mais uma noite sem dormir com dores no braço e pescoço, entre o sofá e a cama, a pensar numa saída para esta porcaria. Agora no hospital outra vez. De dedos cruzados para ver se é desta.

15/06/12

Que belo colchão

Sou só que desejo deitar-me em todos os colchões quando passo por uma loja que venda os ditos?

Grande coração Vodafone

Nem sei se sou cliente (acho que sim no mobile), mas a Vodafone anda a convencer-me com as suas campanhas.
Adorei a da Editora Almedina (chegam lá pesquisando almedina vodafone no youtube) e também simpatizei muito com este mega coração que me acolheu na Avenida de Berna. Grande e vermelho. Simpático. Ainda bem que não estava ninguém a olhar para mim, senão juro que tinha corado.

O fundinho da alma

[Preciso de retomar uma ideia, por causa de um acaso muito fixe que me aconteceu ontem]

Há pessoas que olham para dentro de nós e que percebem que alguma coisa está mal. Há pessoas que vêem o que se passa para lá da roupa e dos acessórios que carregamos e conseguem ligar-se directamente às nossas emoções, como se tivessem uma compreensão maior do mundo. Há pessoas que conseguem viver em paz, apesar de terem histórias tristes.
São pessoas muito raras e especiais. Como acho que tenho andado a ser genericamente mal cuidada, por médicos que não olham, não tocam e também me parece que não ouvem muito, ontem tive a sorte de ter os cuidados de uma pessoa especial e meia maga, que me souberam muito bem.

14/06/12

Joana Vasconcelos em Versailles

Diz que é a primeira mulher a expor em Versailles, o palácio magnífico de França. Orgulho.
Há uns anos entrevistei a artista, quando ainda estava em Oeiras e adorei conversar com ela. Falámos muito, essencialmente sobre magia da criatividade, sobre o espírito da imaginação e também sobre os aspectos práticos do funcionamento do seu atelier.
Aí, vi pendurado um coração de Viana gigante feito de talheres de plástico cor de laranja que me encantou. Vi também os cães de loiça com crochet tricotado. Vi muitos projectos e vi essencialmente a artista, o motor.
Falámos muito sobre a deslumbrante noiva, o seu gigantesco lustre feito de tampões, sobre as esculturas públicas que já conhecia e que mexiam comigo, mesmo sem saber que eram suas.
Tempos depois vi os sapatos de salto alto feitos com panelas e os monstros/criaturas feitos de crochet e vou sempre acompanhando o que faz.
O que destaco é essa sua capacidade de pensar em grande, de sair do tamanho A3, que sinto ser o princípio do meu limite. Power to you.

Dia da palha de Abrantes na Comercial

A Rádio Comercial tem uma rubrica com o "evento, pessoa ou animal" do dia que é sempre engraçado (e tem um genérico óptimo).
Há dias disparatados, mas há outros, como o de hoje - dia da palha de Abrantes - que merecem ser divulgados. Hoje começam as Festas de Abrantes.
Abrantina pelo lado materno, a palha (e também as tigeladas) é uma das minhas sobremesas preferidas. Amo mesmo. Sempre que lá vou arranjo uma desculpa para comprar uma caixa. O mesmo com as tigeladas, que, no entanto, sabem sempre melhor comidas in loco, especialmente quando estão nas travessas em casa dos meus tios, sobre folhas de figueira.

13/06/12

Pequeno almoço delicioso

Sou a maior tansa das sopas de que há memória, mas isso é outra história. Agora acabei de fazer um muesli delicioso para o pequeno-almoço de amanhã (e depois) e fiquei muito orgulhosa do resultado final.

A receita foi adaptada do livro "Culinária para crianças", da editora Civilização, e chama-se cereais crocantes no original.

As doses que eu usei:

2 colheres de sopa de azeite + 3 colheres de sopa de mel a derreter numa frigideira.
Deixa-se arrefecer e mistura-se com 100 gramas de amêndoa com pele lascada + 200 gramas de aveia + 50 gramas de sementes de girassol + 50 gramas de sementes de abóbora + 50 gramas de coco ralado.
Vai ao forno a 200 graus dez minutos para tostar. Deixa-se arrefecer e mistura-se com 75 gramas de alperces secos cortados + 75 gramas de sultanas + 75 gramas de arandos secos.

A aveia faz muito bem à pele, evita as intolerâncias ao trigo, os frutos secos são muito nutritivos e o mel não faz mal, ao contrário do açúcar. Só cenas fixes.

12/06/12

Há vida além dos computadores

Enquanto tecla de forma dolorosamente lenta no teclado preto que parece ocupar a secretária inteira, mantém os óculos fixos no monitor do qual só consigo ver a marca impressa a relevo nas costas.
A bata branca e a posição relativa no gabinete em que nos encontramos dizem que este senhor é o médico. Mas, deixa-me a pensar, na minha cabeça ser médico é outra coisa diferente.
Gosto dos médicos como gosto das pessoas - daqueles que olham para dentro de nós e sabem exactamente qual é a pergunta que devem fazer. Melhor, aqueles que conseguem apontar o sítio exacto, no meio dos milhões de células, onde nos dói.
Estes médicos a treinarem para serem tecnológicos, já não são propriamente médicos. Especialmente porque teclam como uma criança de dois anos.
Para mim, quando se perde a ligação humana, o resto já não interessa muito. E este silêncio forçado, interrompido pelo titubeante teclar, incomoda-me, quanto mais não seja porque as dores de costas já arrasaram comigo antes.

Olá, cá estou eu...

Hoje venho fazer uma tac mais um atendimentozinho a seguir
é que não consigo estar nem sentada nem em pé nem deitada.
(quando é que isto passa?)