31/07/12

Back home

Já estamos em casa depois de uma semana de férias na Escócia, no campo acima de Dundee e também em Edinburgo. A primeira pergunta que nos fazem é "como estava o tempo?". E para todos esses curiosos temporais, digo que tivemos um tempo muito bom, considerando que se trata da Escócia, mas, na realidade, os fatos de banho que levámos (porque somos uns optimistas, o que é melhor do que ser pessimista, apesar de os resultados práticos são mais ou menos os mesmos), ficaram dentro das malas.
À segunda pergunta "divertiram-se?", respondo com uns posts tipo diário só que ao contrário, porque como é típico dos blogues, o que surge primeiro será o mais recente. Já, já.

23/07/12

Há pais mesmo burros

À minha frente:
"papai, o que é que o dentista vai fazer no meu dente?"
"olha, ele vai arrancar com um alicate"
"meu Deus, meu pai, não pode, buá, buá..."
Haverá maneira mais pateta de tornar as crianças medrosas?
A pequenita tem cinco anos, o pai 36 ou 37. A burrice, essa, não tem idade.

As férias

Estão 20 pessoas à minha frente nas finanças só para a secção do IRS. Do que vejo, depreendo que quem foi de férias foram os funcionários das finanças. Os contribuintes ou estão a trabalhar ou não vão de férias.

21/07/12

Já não se pode ir à Morena

... que não venham logo as revistas cor-de-rosa dar a notícia em primeira mão. Tenho de arranjar um daqueles chapéus de sol de abas largas para não me reconhecerem :)

Foi a primeira vez na vida que me custou ir à praia, não estava fácil, nem sentada, nem deitada, nem em pé. Acho que, pela primeira vez na vida, vou comprar uma daquelas cadeiras mega-pirosas que renego desde sempre, para ver se o Verão corre melhor.

Ideias ridículas

Chinelos que nem no quarto de uma tia avó seriam mais do que ridículos são de há uns tempos para cá alardeados como a maior moda do ano. Não passam de pantufas. Por vezes em pele de leopardo. Outras com monogramas. Horrível.

19/07/12

O site ideal para a minha mãe

Vou confessar uma coisa: a minha mãe é a maior especialista que conheço em sites de meterologia - sabe tudo, desde o tempo que vai fazer hoje às 21h30 até ao que fará dentro de 15 dias. Sabe quais são os mais optimistas e os que estão sempre cinzentos. Eu juro que tento, mas a maior parte do tempo não consigo ouvir, sorry, é tipo futebol. Hoje descobri o site ideal para a minha mãe. Além da temperatura, diz que roupa é aconselhável para o tempo.

17/07/12

As fotos a preto e branco

Termos fotografias a preto e branco impressas em papel da Kodak ou Fugifilm quer dizer que somos velhos?

Nas ruas de Lisboa

Está um calor peganhento e mesmo os calções me parecem de mais, excepto quando tenho de me sentar nos bancos de napa do táxi que me traz à fisioterapia, onde fico com as pernas coladas no fim da corrida.
Nesta zona, onde chego uma boa meia hora adiantada, deve ter sido largado um camião de indigentes profissionais, que está a montar o espectáculo.
Uns preparam-se para vender coisas contrafeitas em pouco discretos sacos de plástico pretos, um outro poisa a bengala e senta-se no chão, sobre uma almofada e com uma fotografia da família na mão, ensaia a posição e o chorinho e aquilo sai-lhe direito.
Uma cigana vem na minha direcção, eu estou seguramente com um ar desconsolado, dormi muito mal e acordei a sentir que me tinha passado um camião por cima. Aproxima-se de mim, eu não estou propriamente a vê-la, mas devo reagir ao seu sorriso e ela interrompe-me.
"Bom dia, menina"
Bom dia. Diga.
"Menina, deixe-me ler-lhe a sina. A menina está com um mau olhado."
Livra, se o raio da mulher tem razão estou tramada, mas eu não acredito em superstições. Acredito que todos temos um anjo da guarda ou qualquer coisa boa a tomar conta de nós.
"Deixe-me ler-lhe a sina. Eu já vi que há um homem que a quer fazer feliz."
Pois há. Obrigada mas não quero que me leia a sina.
Livra.

16/07/12

Coisas que eu não vou fazer este Verão

Só para me lembrar, uma lista de alguma das coisas que não vou fazer este Verão:

- escrever cartas ou postais com vistas bonitas para casa a contar as peripécias das férias;
- passear todas as noites numa marginal qualquer para trás e para diante enquanto me delicio com um gelado;
- dançar, especialmente de braços no ar;
- jogar à bola na praia;
- jogar voleibol;
- andar de bicicleta;
- andar de trotineta;
- andar de patins;
- andar de barco;
- correr na praia (este é uma espécie de mito urbano. Eu não corro, nunca. Odeio correr. Mas há quem pense que gosto de o fazer);
- jogar raquetes;
- ler de bruços na praia;
- ler de barriga para cima na praia;
- entrar em mares revoltos;
- acabar de escrever o meu romance;
- começá-lo;
- pôr todos os dias creme hidratante nas pernas e nos braços antes de ir dormir.

Há mais, mas estas são algumas das maravilhas da indolência veraneante misturadas com as restrições passageiras do organismo.