09/08/12

Vida no campo

Sacudo mais uma vez a mosca que se entretém a mordiscar na minha perna, enfeitada com desenhos do sal do mergulho que dei hoje no mar, há um ano que tinha saudades do mar, desde que veio o frio e a chuva e deixámos de ir à praia.
Os miúdos correm que nem baratas tontas pelo jardim, a roubar bolachas da cozinha, a andar de bicicleta, a encher baldes de água e a cansarem-se das actividades do dia.
Estou com vontade de me deitar hoje indolente na areia, de olhos fechados para suportar a luz do sol e só sair de lá amanhã, depois do primeiro banho da manhã, que há-de ser num mar tipo meia praia, para não me magoar.

07/08/12

Mínimos olímpicos

Acabei de fazer as minhas primeiras dez piscinas de costas. Sou mais rápida do que o Bolt. Primeiro banho do ano. Este azul é a minha cor preferida. Do mundo.
(a seguir ao almoço retomo os afazeres profissionais).

06/08/12

Frases a reter

All hell breaks loose.
"Vai lá abaixo e faz qualquer coisa"
Mas o quê?, pergunto, atarantada.
"Qualquer coisa."
A vida e o génio.

A minha fase do punk rock já passou

Lamentavelmente, as roupas com tachas e os sapatos de plataforma e, no fundo, o look punk rock não me dizem nada. Os anos 80 já lá vão e a roupa é uma das poucas partes de que não tenho saudades. As lojas estão cheias disso. Também estão carregadas de colares giros, especialmente a Zara. Adoro os colares grandes deles.
Ah, e dos anos 80 trazia com a maior das alegrias as pulseiras da amizade. Acho lastimável ao preço a que as vendem, ainda que com o upgrade das pedrinhas brilhantes. E ando há que tempos a querer fazer. Hei-de um dia.

05/08/12

Coisas que aprendi neste mês

Passeios na areia molhada - não posso
Guiar o carro - já posso mas muito moderadamente
Cozinhar - muito moderadamente
Nadar - começar hoje
Dormir - tem dias
Reuniões - horrível
Colinho - sentada pode ser e até é bom e os miúdos gostam
Frio - não posso
Jogar à bola - não posso

Ainda aprendi outra coisa: sabiam que as pessoas estúpidas também fazem mal às costas?

03/08/12

Escócia com miúdos

É fácil ir à Escócia com miúdos. O mesmo que achei/acho em todo o lado onde vou com os meus filhos. É claro que passamos muito do tempo a dizer "cuidado" ou "anda" ou "outra vez xixi" ou pior "cocó agora?" ou "parem" ou "mexam-se". É o normal. Mas são uns miúdos amorosos, diveritidos e interessados e apreciam aquilo que fazemos juntos. Vão lembrar-se sempre destas viagens e as boas recordações são as melhores coisas que podemos ter na vida.
Para resumir, passámos sete dias a passear tranquilamente na Escócia, a fazer uma vida calma - não se justifica carregar os miúdos com infindáveis visitas a monumentos - prefiro ensiná-los a andar nas ruas (que é o que nós preferimos fazer). Muito bom.

Escócia dia 7

Plano: Edimburgo o dia todo, até cair para o lado.
Acordamos cedíssimo. Saímos. Está frio. Na verdade, está um gelo do caraças. Isto é a Escócia e está vento e Edimburgo é em cima do mar. Dois voltam a casa para buscar casacos. A chave fica presa na fechadura. Passamos a hora e meia seguinte a tentar resolver a crise. Ficamos sem pachorra para ir visitar museus e palácios, "vamos masé para as compras".
Percorremos a zona das lojas, Cath Kidston, Hollister, Gap, H&M, e mais e mais. A seguir ao lanche um rebate da consciência:
Vamos ao castelo. Já está fechado. Não faz mal, vamos à Camera Obscura, que é mesmo aqui ao lado. Um museu inteirinho dedicado a ilusões de óptica. Deliramos todos. O final é um túnel de vortex, em que temos de atravessar uma ponte numa sala rodeada por um pano giratório colorido que induz o cérebro a pensar que é a ponte que mexe. Há muito tempo que não ficava tão baralhada. Muito giro.
Quando saímos, estão a ensaiar o Royal Tatoo, que é uma demonstração militar que fazem no castelo dentro de dias. Ouvimos as gaitas de foles tocar enquanto descemos a Royal Mile à procura de jantar. Pizza. Dormir. Amanhã, acordar muito cedo, às 5h da manhã para voltar a casa. Os miúdos, com a excitação, passaram a noite toda a mexerem-se.

Escócia dia 6

Edimburgo. Que cidade mais gira.
Conseguem conciliar uma cidade medieval com actividades para todos os gostos (incluindo compras). Ao mesmo tempo que passamos por closes - túneis estreitos e escuros que unem as ruas umas às outras - entramos em lojas com as quais não nos importávamos de rechear os nossos closets...
Aqui temos uma casa mais comedida, com três quartos e duas casas de banho, uma delas implicando ficar com as pernas encolhidas se queremos sentar-nos na sanita ou bater com a cabeça na parede se queremos deitar fora a água de lavar os dentes. O sítio é óptimo, perto de tudo, com vista para o castelo. À janela, assim que acabamos de nos instalar, vemos do outro lado da rua um grupo de miúdos sentado no parapeito do último andar, com garrafas de cerveja na mão (conseguem vê-los ali do lado esquerdo?). A dúvida é: quando é que os meus filhos vão chegar a essa fase pateta?

Pateta, pateta, foi o sinal que vimos à porta de um restaurante ao fundo da rua:
Vimos o museu dos brinquedos, comemos fudge de chocolate delicioso, feito à nossa frente, vimos a loja Ness, cheia de xadrezes giros e modernos, fomos à porta do Palácio de Holyrood, residência oficial da rainha na Escócia (que também tem a sua dose de fantasmas...). Ah, e comprámos um passeio num autocarro de dois andares, que foi fixe porque deu para 24 horas e deu para ficar a conhecer bem a cidade, que acaba por ser pequenina.
Para terminar em beleza, jantámos no Wagamama. Love.