"Como é que conseguem viver sem microondas?" Esta é a primeira pergunta que toda a gente faz quando o assunto vem à conversa. A seguir vem sempre um olhar um bocado paternalista, "mas são tão baratos..."
Na realidade, nunca gostei de microondas e acho mesmo que são overrated. Além de não gostar do termo microondas em si, de mandar sempre as pessoas afastar-se dois metros quando o dito funcionava e de, especialmente, duvidar do efeito que microondas teriam na comida, acho que servem para muito pouco.
Na casa antiga, usávamo-lo para descongelar pão e, ocasionalmente, para derreter chocolate. O pão tinha de ser comido logo a correr, senão ficava duro que nem pedra. Uma coisa daquele tamanho para derreter chocolate não se justifica. Cozinhar lá dentro nem pensar.
Portanto, é basicamente um mono e, ainda por cima, um mono grande. Além disso, a comida aquecida no fogão sabe muito melhor. Sim, acender o fogão de manhã para aquecer a comida que o miúdo leva para a escola e ter de a mexer enquanto aquece pode parecer um bocado de há dois séculos atrás. O microondas é mais estanque - os cheiros e a comida estão afastados de nós por um vidro com um ar extremamente resistente. Mas sinto-me muito satisfeita de não termos microondas.
12/10/14
10/10/14
5 pauzinhos de som
Com 5 pauzinhos de som nos phones do computador - quando geralmente uso só 1 porque menos não há som - não consigo ouvir as coisas daquelas notícias más sobre as quais aqui ao lado estão a falar. A Arianna Grande canta o "Break free" e até me parece apropriado. A seguir passa para Meghan Trainor, "All about that bass". Afinal a manhã está fixe.
07/10/14
5h35
Acordei com medo, com um pesadelo daqueles do qual não se consegue propriamente acordar. A abanar as ideias fui acudir à pequenita, que se queixava da garganta, ainda, menos, mas ainda. Depois, comecei a manhã a ler um post de uma colega de escola sobre o medo. O medo é uma treta.
04/10/14
Arroz longe das ondas
A miúda comeu satisfeita o arroz mais insípido da sua vida, seguido de uma pêra cozida, enquanto o miúdo era enrolado numa onda vinda directamente do Hawai. O pai ria-se enquanto contava que teve de saltar para dentro de água para o apanhar... Imagino a praia de Carcavelos cheia de gente a gozar o sol de Outono, à medida da minha rua vazia de carros. Ficámos as duas em casa a dar mimo à febre dela. Será possível que a entrada numa escola nova implique vírus novos? Quando nascer outra vez quero ser pediatra.
01/10/14
Que fixe
"Mãe, a tua mensagem era a mais fixe de todas."
Miúdo, não imaginas como fico contente com essa mini-frase.
Quando fui à reunião de pais, a directora de turma pediu-nos para lermos uma carta que cada aluno tinha escrito para os pais - que ideia gira. É claro que, assim que vi o envelope, endereçado "queridos pais", percebi que ia dar lagrimita. Blah, blah, blah, melhores pais do mundo, blah, blah, blah :) só coisas queridas.
Na volta do correio, a professora pediu-nos para deixarmos nós uma mensagem num post-it que eles vão ver todos os dias quando abrirem as secretárias. Acho que disse "Bom trabalho e diverte-te!". Ele gostou. É claro que não leu as outras mensagens, mas foi tão querido.
26/09/14
Coisas excepcionais
A miúda entra toda satisfeita no quarto, ao ouvir o pai fazer uma reserva para jantar. "Vou levar este vestido, anuncia toda satisfeita. Onde vamos?"
"Não, vamos só nós os dois, vamos namorar." Explica o pai.
"Então vou vestir o pijama."
Há coisa mais amorosa?
24/09/14
e ainda... uns parabéns atrasados
Perco sempre os dias certos de dar os parabéns às pessoas. Ou me lembro cedo demais ou me lembro tarde demais e depois é uma big mess. Penso muito nas pessoas de que gosto, no entanto. Por isso, parabéns pelo primeiro ano do "My sweet potato cake". O bolo dos anos era qualquer coisa fenomenal e posso dizer que tinha chocolate, amêndoas e figos, eventualmente algum álcool, o que fica sempre bem. Uma delícia.
Temos mesmo as melhores praias do mundo
Tive ontem de passar por Carcavelos às 16h, com este sol, esta praia toda, quase vazia, a olhar de volta para mim. Isto é aquilo a que eu chamo sorte.
17/09/14
I'm such a weirdo
Há tempos, uma colega de trabalho trouxe arroz doce para provarmos. Tive uma experiência mais ou menos transcendental de regresso ao passado, uma vez que o arroz doce sabia exactamente ao que a minha avó fazia.
A minha mãe foi afinando a sua receita, com muito cuidado e paciência, para satisfazer a minha saudade de uma receita que já não existe, e faz um arroz doce de babar.
Mas aqui, no escritório, esse arroz doce foi uma experiência emocional e tive de dar um abraço à "cozinheira" - algo que descobri agora se chama "akward office hug".
A minha mãe foi afinando a sua receita, com muito cuidado e paciência, para satisfazer a minha saudade de uma receita que já não existe, e faz um arroz doce de babar.
Mas aqui, no escritório, esse arroz doce foi uma experiência emocional e tive de dar um abraço à "cozinheira" - algo que descobri agora se chama "akward office hug".
16/09/14
Sobremesa boa
Há dias, em casa de amigos, fizeram-nos uma sobremesa muito fixe para o jantar. O jantar propriamente dito também estava uma delícia, Souflé (que não comia há anos e que soa super kitsch) de 4 queijos.
A sobremesa é:
Partir dois suspiros para um copo, juntar uma colher de sopa de frutos silvestres, acrescentar uma bola de gelado de natas e depois cobrir com um café. Comer à colher.
Mesmo bom. Com aquele pequeno problema de sugestão de que sofro, por causa do café só adormeci lá para as duas... Dizem os cientistas e o racional lá de casa que o efeito do café não ultrapassa os 40 minutos. É vê-lo beber um café forte e adormecer de seguida sem qualquer dificuldade. A mim não sucede bem assim, por isso sugiro que experimentem ao almoço.
A sobremesa é:
Partir dois suspiros para um copo, juntar uma colher de sopa de frutos silvestres, acrescentar uma bola de gelado de natas e depois cobrir com um café. Comer à colher.
Mesmo bom. Com aquele pequeno problema de sugestão de que sofro, por causa do café só adormeci lá para as duas... Dizem os cientistas e o racional lá de casa que o efeito do café não ultrapassa os 40 minutos. É vê-lo beber um café forte e adormecer de seguida sem qualquer dificuldade. A mim não sucede bem assim, por isso sugiro que experimentem ao almoço.
Subscrever:
Mensagens (Atom)