12/10/14

Sem antena

Acabo de ver pela janela que me roubaram a antena do carro. Fico triste.
Pode não parecer quase nada, pode parecer que é tão pouco que nem justifica escrever sobre isso. É tão pouco que nem me passa pela cabeça ir à polícia fazer queixa. Porque sei que nada acontece.
Mas, no entanto, levar uma antena de um carro de alguém é, sem tirar nem pôr, o mesmo que ir a casa dessa pessoa e tirar um candeeiro, um quadro ou uma peça de roupa. É o mesmo que tirar uma carteira a uma pessoa no meio da rua, que tirar uma bicicleta a uma criança. É o mesmo que ir a um restaurante e não pagar.
Como é que foi que fomos crescendo e estes aparentemente pequenos actos de indecência e podridão se tornaram coisas tão vulgares e frequentes? Se a diferença é apenas que mais ninguém viu, há uma expressão apenas: shame on you. Isto é cobardia.

A vida sem um microondas

"Como é que conseguem viver sem microondas?" Esta é a primeira pergunta que toda a gente faz quando o assunto vem à conversa. A seguir vem sempre um olhar um bocado paternalista, "mas são tão baratos..."
Na realidade, nunca gostei de microondas e acho mesmo que são overrated. Além de não gostar do termo microondas em si, de mandar sempre as pessoas afastar-se dois metros quando o dito funcionava e de, especialmente, duvidar do efeito que microondas teriam na comida, acho que servem para muito pouco.
Na casa antiga, usávamo-lo para descongelar pão e, ocasionalmente, para derreter chocolate. O pão tinha de ser comido logo a correr, senão ficava duro que nem pedra. Uma coisa daquele tamanho para derreter chocolate não se justifica. Cozinhar lá dentro nem pensar.
Portanto, é basicamente um mono e, ainda por cima, um mono grande. Além disso, a comida aquecida no fogão sabe muito melhor. Sim, acender o fogão de manhã para aquecer a comida que o miúdo leva para a escola e ter de a mexer enquanto aquece pode parecer um bocado de há dois séculos atrás. O microondas é mais estanque - os cheiros e a comida estão afastados de nós por um vidro com um ar extremamente resistente. Mas sinto-me muito satisfeita de não termos microondas.

10/10/14

5 pauzinhos de som

Com 5 pauzinhos de som nos phones do computador - quando geralmente uso só 1 porque menos não há som - não consigo ouvir as coisas daquelas notícias más sobre as quais aqui ao lado estão a falar. A Arianna Grande canta o "Break free" e até me parece apropriado. A seguir passa para Meghan Trainor, "All about that bass". Afinal a manhã está fixe.

07/10/14

5h35

Acordei com medo, com um pesadelo daqueles do qual não se consegue propriamente acordar. A abanar as ideias fui acudir à pequenita, que se queixava da garganta, ainda, menos, mas ainda.  Depois, comecei a manhã a ler um post de uma colega de escola sobre o medo. O medo é uma treta.

04/10/14

Arroz longe das ondas

A miúda comeu satisfeita o arroz mais insípido da sua vida, seguido de uma pêra cozida, enquanto o miúdo era enrolado numa onda vinda directamente do Hawai. O pai ria-se enquanto contava que teve de saltar para dentro de água para o apanhar... Imagino a praia de Carcavelos cheia de gente a gozar o sol de Outono, à medida da minha rua vazia de carros. Ficámos as duas em casa a dar mimo à febre dela. Será possível que a entrada numa escola nova implique vírus novos? Quando nascer outra vez quero ser pediatra.

01/10/14

Que fixe

"Mãe, a tua mensagem era a mais fixe de todas."
Miúdo, não imaginas como fico contente com essa mini-frase. 
Quando fui à reunião de pais, a directora de turma pediu-nos para lermos uma carta que cada aluno tinha escrito para os pais - que ideia gira. É claro que, assim que vi o envelope, endereçado "queridos pais", percebi que ia dar lagrimita. Blah, blah, blah, melhores pais do mundo, blah, blah, blah :) só coisas queridas.
Na volta do correio, a professora pediu-nos para deixarmos nós uma mensagem num post-it que eles vão ver todos os dias quando abrirem as secretárias. Acho que disse "Bom trabalho e diverte-te!". Ele gostou. É claro que não leu as outras mensagens, mas foi tão querido.

26/09/14

Coisas excepcionais

A miúda entra toda satisfeita no quarto, ao ouvir o pai fazer uma reserva para jantar. "Vou levar este vestido, anuncia toda satisfeita. Onde vamos?"
"Não, vamos só nós os dois, vamos namorar." Explica o pai.
"Então vou vestir o pijama." 
Há coisa mais amorosa?

24/09/14

e ainda... uns parabéns atrasados

Perco sempre os dias certos de dar os parabéns às pessoas. Ou me lembro cedo demais ou me lembro tarde demais e depois é uma big mess. Penso muito nas pessoas de que gosto, no entanto. Por isso, parabéns pelo primeiro ano do "My sweet potato cake". O bolo dos anos era qualquer coisa fenomenal e posso dizer que tinha chocolate, amêndoas e figos, eventualmente algum álcool, o que fica sempre bem. Uma delícia.

Temos mesmo as melhores praias do mundo


Tive ontem de passar por Carcavelos às 16h, com este sol, esta praia toda, quase vazia, a olhar de volta para mim. Isto é aquilo a que eu chamo sorte.