04/05/15

Dias de ténis

Tivemos quase uma semana de dias aproveitados para ver uns bons jogos de ténis. O EstorilOpen acabou ontem e teve dias e noites animados e jogos bem emocionantes. Com bilhetes a partir dos 5 euros. Os miúdos adoraram. A repetir.

29/04/15

Músicas que cantamos no carro, a cair nas 8h

Pedindo desculpa pelos eventuais anúncios, dos quais nos obrigam a ver um pedaçinho até chegar ao glorioso skip ad, há músicas que são mesmo fixes para cantar no carro. A cair nas 8h, a levar os miúdos à escola, aos berros, opcionalmente de janelas fechadas. Sem saber a letra, adivinhando alguns refrões, com sorte frases inteiras. Porque faz sentido, porque é em português, porque é bom.

"E agora?", Mikkel Solnado e Joana Alegre
"O desfado", Ana Moura
"Às vezes", dos D.A.M.A.

31/03/15

Coisas que me fazem tanta confusão como a mudança da hora

- as marés e as pessoas que conseguem saber sem ter de pensar o que é a preia-mar e o que é que isso quer dizer para o surf ou para a pesca;
- as feiras que funcionam no terceiro ou no primeiro domingo do mês. Nunca sei quando são;
- os câmbios. Pago sempre muito mais do que estava a pensar que ia pagar;
- a mudança da hora. Eu sei que está no título, mas esta nem que me expliquem muito devagarinho como se tivesse cinco anos. Fico sempre sem saber se ganho uma hora ou se perco uma hora ou, sequer, o que é que isso quer dizer;
- fusos horários. Lá são mais duas ou menos duas horas?
- as pessoas que conseguem resistir a gomas e chocolates (respect);
- os medicamentos que têm de ser tomados em grupos de quatro ou de cinco e cada um com uma posologia e uma hora diferente para tomar;
- as línguas que não sei falar e o filtro que imagino entre mim e esses faladores de línguas estranhas, que me permite ficar a olhar para eles a tentar perceber de que raio de sítio vieram sem que eles me vejam (veem);
- pessoas que não sabem jogar ao jogo "se tivesses de adivinhar, qual seria a história das pessoas que estão a passar por nós?";
- as pessoas que não gostam de jogar a jogos parvos, de quantos-queres para cima, e de responder a questionários parvos de revistas;
- as regras do futebol, do cricket e do futebol americano;
- ...

12/01/15

Afinal é fácil ficar apaixonado

Grande agitação anda no New York Times desde sexta por causa de um tema querido: como é que as pessoas se apaixonam? É o top das visualizações e está certo que assim seja, pois é justo que o amor seja fácil de encontrar. Há uma fórmula para isso.

O que diz o artigo é que ficar apaixonado afinal é fácil. Implica um certo empenho de parte a parte e tomar uma decisão activa de deixar que isso aconteça. Depois, tem muito a ver com intimidade, ou seja, com a possibilidade de baixar um bocado as defesas e conversar sobre temas cada vez mais íntimos e que não fazem parte das perguntas que normalmente se fazem às pessoas.

São 36 perguntas. Só isso. E são perguntas boas, que nos fazem pensar, e que são muito melhores do que qualquer inquérito de revistas femininas. As perguntas que levam a que duas pessoas se apaixonem estão todas aqui. Um bom ensinamento é começar a dizer às pessoas de quem gostamos o que é que gostamos mais nelas.

A intimidade é que já me parece mais difícil de criar, especialmente a partir da altura em que se torna difícil ter umas horinhas para gastar sem mais nada para fazer - estou a pensar naquele tempo absolutamente inesgotável que tínhamos na escola secundária ou na faculdade. Em tempo livre, em condições filosóficas em que toda a gente está disponível para prescrutar o próximo... Mas eles dizem que basta pouco tempo, apenas 45 minutos.

O jornal, mais o estudo de Arthur Aron que cita, diz que para ficar apaixonado por alguém basta fazer isto. Se funcionar com alguém, contem por favor. Estou super curiosa.

17/12/14

O que é que se dá a quem já tem tudo?

"I thought about giving you a pen, but you already have one. Then I thought about giving you a house, but they are so difficult to wrap..."
A frase é um dos momentos que sei de cor do filme "Música no coração" - e está na altura de passar novamente na televisão, por isso é sempre apropriado.
Há pessoas para quem acho muito fácil comprar prendas. Os pequenitos e alguns grandes. E depois há uns que são difíceis. Já sabemos que as coisas não nos acrescentam, são experiências que devemos procurar e oferecer. Mas no Natal (e nos anos) há uma certa margem para oferecer coisas. E a escolha é difícil.
Just saying...

16/12/14

A história das molas

Quando era pequena se calhar devia ser um bocado snob, porque torcia o nariz ao cesto das molas da casa dos meus pais. Havia molas de todas as cores e feitios e eu achava que as molas deviam obedecer a um qualquer conceito estético. Isto é, tinha de haver uma lógica estética além da sua singela existência funcional de evitarem que a roupa voasse da corda. Por isso, lembro-me de convencer a minha mãe a comprar molas todas iguais, todas da mesma cor e, pelo menos durante um tempo, houve harmonia no cesto das molas.

Em minha casa, hoje, cada mola é de sua nacionalidade.