Hoje, na consulta dos dois monstrinhos, o pediatra ficou ostensivamente chocado quando lhe disse que a miúda faz quatro anos daqui a nada.
- Quatro anos? Impossível! Ainda agora nasceu...
14/10/10
13/10/10
12/10/10
Porque é que ser mulher é tramado?
Ontem, atrasada, no autocarro a caminho de ir buscar os miúdos à escola, lembrei-me de 50 coisas, pelo menos, em que tinha falhado. Só naquele dia. E ainda só eram cinco da tarde.
Estar atrasada foi o factor despoletador. Mas, em catadupa, lembrei-me que não tinha deixado nada pronto para o jantar, que não tinha descongelado a sopa (ter sopa congelada foi uma atenuante), que não tinha enviado ou respondido a 33 emails importantes, que não tinha preenchido cinco folhas de excel fundamentais (não para mim), que tinha saído duma reunião antes do tempo, que não tinha arrumado o meu armário (abençoadas portas dos armários), que ainda não tinha comprado um tampo de sanita novo, que tinha o congelador a rebentar de gelo, que tinha o fundinho duma mala do Verão ainda para arrumar, que tinha o verniz das unhas com péssimo aspecto, que ainda não tinha comprado acetona, que não tenho botas, pantufas, calças e camisolas de Inverno para a minha filha (deixou tudo de lhe servir dum dia para o outro), que mandei o meu filho para a escola com uma camisa por passar a ferro, que tenho de arranjar uma maneira de ter mais dinheiro, mas também de ter mais tempo para não me atrasar a ir buscar os miúdos...
Depois, na paragem seguinte, entrou uma amiga no autocarro e essas nuvens dissiparam-se. E ainda dizem que os amigos não trazem a felicidade.
Hoje, por coincidência, li este artigo.
Estar atrasada foi o factor despoletador. Mas, em catadupa, lembrei-me que não tinha deixado nada pronto para o jantar, que não tinha descongelado a sopa (ter sopa congelada foi uma atenuante), que não tinha enviado ou respondido a 33 emails importantes, que não tinha preenchido cinco folhas de excel fundamentais (não para mim), que tinha saído duma reunião antes do tempo, que não tinha arrumado o meu armário (abençoadas portas dos armários), que ainda não tinha comprado um tampo de sanita novo, que tinha o congelador a rebentar de gelo, que tinha o fundinho duma mala do Verão ainda para arrumar, que tinha o verniz das unhas com péssimo aspecto, que ainda não tinha comprado acetona, que não tenho botas, pantufas, calças e camisolas de Inverno para a minha filha (deixou tudo de lhe servir dum dia para o outro), que mandei o meu filho para a escola com uma camisa por passar a ferro, que tenho de arranjar uma maneira de ter mais dinheiro, mas também de ter mais tempo para não me atrasar a ir buscar os miúdos...
Depois, na paragem seguinte, entrou uma amiga no autocarro e essas nuvens dissiparam-se. E ainda dizem que os amigos não trazem a felicidade.
Hoje, por coincidência, li este artigo.
10/10/10
Meter o bedelho...
Deixa de fumar assim, amiga.
Estás a dar cabo da tua vida.
Faz as contas e pensa nos teus filhos.
Sorry.
Estás a dar cabo da tua vida.
Faz as contas e pensa nos teus filhos.
Sorry.
London calling
Geralmente desconfio dos números internacionais no telefone. Como não costumo comunicar por telefone com ninguém que esteja no estrangeiro, não faz sentido receber chamadas dessas. Mas ontem recebi e atendi o telefone, mesmo depois de ter torcido o nariz ao número.
Surpreendentemente, eram saudades de uma emIgrante que foi para Inglaterra estudar. Levou as três filhas atrás, o marido tinha ido à frente. Fiquei muito contente de a ouvir, dizendo-me orgulhosa que já tinha começado as aulas, que as miúdas estavam a adorar. Que a casa era mais ou menos mas que estavam todos juntos. E disse que tinha saudades nossas. Quase lhe ouvi as lágrimas. Desejei-lhe muito boa sorte.
Surpreendentemente, eram saudades de uma emIgrante que foi para Inglaterra estudar. Levou as três filhas atrás, o marido tinha ido à frente. Fiquei muito contente de a ouvir, dizendo-me orgulhosa que já tinha começado as aulas, que as miúdas estavam a adorar. Que a casa era mais ou menos mas que estavam todos juntos. E disse que tinha saudades nossas. Quase lhe ouvi as lágrimas. Desejei-lhe muito boa sorte.
06/10/10
Pistáchios
Ontem, o miúdo mais engraçado que eu conheci este ano perguntou à mãe depois de eu lhe dar uns pistáchios:
"mãe, este é verde? Posso comer?"
"mãe, este é verde? Posso comer?"
04/10/10
Tiririca é federal
A notícia do dia é esta:
Tiririca da televisão, candidato a deputado federal,
"o que é que é deputado federal? Eu não sei, vota em mim que eu depois conto",
que diz que quer melhorar a vida das pessoas,
"nomeadamente da minha família",
foi o deputado mais votado nas eleições do Brasil.
O seu slogan é também genial:
Vote em Tiririca, pior do que está não fica.
Tiririca da televisão, candidato a deputado federal,
"o que é que é deputado federal? Eu não sei, vota em mim que eu depois conto",
que diz que quer melhorar a vida das pessoas,
"nomeadamente da minha família",
foi o deputado mais votado nas eleições do Brasil.
O seu slogan é também genial:
Vote em Tiririca, pior do que está não fica.
02/10/10
T.P.C.
O meu empenhadinho mais velho anda encantado com a escola. Vi-o no vídeo de apresentação da turma aos pais, direito como um prego e super atento. Vejo-o no ar satisfeito com que me diz que já acabou os trabalhos de casa. E, também, no caderno de linhas que me pediu para comprar, para "praticar as letras" e que já está cheio de ii, ee, oo, uu, ss e mm. Vejo-o na felicidade com que é ele que agora conta a história. "O Pedro no jardim" ontem e eu a ir na história.
01/10/10
As good as it gets
E se, quando nos lembrarmos da pergunta que faz o Jack Nicholson à psiquiatra "what if this is as good as it gets?" no filme "Melhor é impossível" pensarmos "isto é mesmo o melhor que alguma vez terei"? E o melhor ser mesmo muito bom?
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