Só quando a música do Vasco Palmeirim sobre a lei de limitação de animais já ia a meio na rádio do carro é que me passou a leve sensação de pânico com que fiquei quando percebi que a miúda estava trancada na despensa. Sem luz. Sem conseguir abrir a porta.
O pânico não era bem pânico, era mais um desconforto, porque estava tudo bem, só havia uma porta entre nós e eu havia de conseguir resolver aquilo. Ainda tentei dar uns encontrões à porta, mas tenho a sensação que nem abanou... Comecei a magicar soluções: um machado (demasiado Shining, além de que não temos nenhum), um martelo (só ia magoar a porta), um pé-de-cabra (idem, mais a ombreira), uma chave de fendas... Ainda comecei a desenroscar a maçaneta, mas percebi que não ia resolver nada. Então parei um pouco e lembrei-me de pôr a miúda (que já tinha conseguido acalmar com um tom de voz calmo e "estou mesmo aqui, não há mal nenhum") a tentar desbloquear a maçaneta do lado de lá.
Depois de muitos "para a direita", "a direita é a mão com que eu escrevo?", "sim", "agora faz força", "para que lado? Estou a fazer e não acontece nada", "para a direita, faz força", "mais força", a porta lá se abriu e senti um alívio enorme.
Mas foi só no carro, com "Eu tenho dois cachorros", os canitos e o gado vacum do Palmeirim, com o ritmo da música do Marco Paulo, que passou a sensação de stress.
(Quem é que no seu perfeito juízo tem mais de dois cães ou mais de quatro gatos num apartamento? Lembro-me que em miúda, ao pé de casa dos meus pais morava uma maluca que, dizia-se, tinha para cima de 40 gatos. 'Ca nojo!)
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30/10/13
08/07/10
Totô
Este post foi derrapando até que quase me esqueci dele, mas quero contar esta história. A tartaruga totô deixou-nos há coisa de duas ou três semanas. Os miúdos não deram pela falta dela até que eu puxei pelo assunto. Mostraram-se indignados até que eu lhes disse que a tartaruga já tinha mudado de casa há imenso tempo. E lhes expliquei que se tivesse estado cá este tempo todo sem que eles se preocupassem em dar-lhe comida, lavar o aquário, ver se está ao sol, ver se está viva e bem disposta, já tinha morrido. Encolheram os ombros e concordaram com a minha decisão.
Ontem e hoje fui à escola receber as avaliações dos miúdos. Gosto imenso de falar com as educadoras e de saber as coisas que os meus filhos fazem quando não estou com eles.
Ontem e hoje fui à escola receber as avaliações dos miúdos. Gosto imenso de falar com as educadoras e de saber as coisas que os meus filhos fazem quando não estou com eles.
15/03/09
Fim do fim-de-semana
Mesmo no fim do jantar ouvi um bebé aos berros. Rápida verificação visual, não é nenhum dos meus, ok, então quem será? Pode ser o meu "afilhado" do andar de baixo, vamos ver se precisam de ajuda. Abro a porta, espero que os meus olhos gastem um nano-segundo a adaptar-se à escuridão da escada - prédio com sensores para poupar energia - e um gato branco vem a correr na minha direcção - mais um nano-segundo e percebi que era bonzinho e bem tratado e que estava em pânico. Não preciso de me assustar.
Os meus filhos ficam malucos, hesitantes entre o riso histérico e a vontade de fazer festas ao bicho. Então vamos descobrir os teus donos, uma vez que cá em casa ficamos com a noite arruinada se por aqui ficares.
pequeno parentêsis - quem tem mortos (desculpem o termo mas é mesmo assim), mesmo que não seja budista, acha sempre que há uma possibilidade, ainda que remota, de haver, de facto, algo mais. As pessoas tornam-se mais sensíveis aos outros seres, a reincarnação deixa de ser tão tabu, tão obtusa. Se calhar sempre fui assim, porque sempre tive mortos, os meus avós maternos, que adoro desde que nasci apesar de nunca os ter conhecido. No entanto, sei tantas histórias sobre eles e vi-os em tantas fotografias e nas descrições dos meus pais que a coisa física deixou de ser importante. Temos uma relação espiritual muito fixe, conversamos e quando preciso de alguma ajuda, peço-lhes. Tenho também o meu irmão mais velho (que penso que deve estar com os meus avós. Não acredito no ceú, nem no Inferno, nem nada disso, apenas num lugar bom nas memórias de todos quanto os conheceram). E assim tenho sempre muito cuidado com animais e serezinhos desamparados. fim do parentêsis
Só não tenho jeito nenhum para animais, especialmente gatos, de quem desconfio profundamente. Levei logo dois arranhões, mas consegui entregá-lo à casa certa.
Ah, e ontem vi o "Dan in real life"/"O amor e a vida real", um dos meus filmes preferidos dos últimos tempos.
Com duas das músicas mais giras dos últimos tempos.
e
E ontem tive uma festa óptima no Alentejo e hoje um óptimo piquenique no Estádio Nacional. Fim-de-semana impecável.
Os meus filhos ficam malucos, hesitantes entre o riso histérico e a vontade de fazer festas ao bicho. Então vamos descobrir os teus donos, uma vez que cá em casa ficamos com a noite arruinada se por aqui ficares.
pequeno parentêsis - quem tem mortos (desculpem o termo mas é mesmo assim), mesmo que não seja budista, acha sempre que há uma possibilidade, ainda que remota, de haver, de facto, algo mais. As pessoas tornam-se mais sensíveis aos outros seres, a reincarnação deixa de ser tão tabu, tão obtusa. Se calhar sempre fui assim, porque sempre tive mortos, os meus avós maternos, que adoro desde que nasci apesar de nunca os ter conhecido. No entanto, sei tantas histórias sobre eles e vi-os em tantas fotografias e nas descrições dos meus pais que a coisa física deixou de ser importante. Temos uma relação espiritual muito fixe, conversamos e quando preciso de alguma ajuda, peço-lhes. Tenho também o meu irmão mais velho (que penso que deve estar com os meus avós. Não acredito no ceú, nem no Inferno, nem nada disso, apenas num lugar bom nas memórias de todos quanto os conheceram). E assim tenho sempre muito cuidado com animais e serezinhos desamparados. fim do parentêsis
Só não tenho jeito nenhum para animais, especialmente gatos, de quem desconfio profundamente. Levei logo dois arranhões, mas consegui entregá-lo à casa certa.
Ah, e ontem vi o "Dan in real life"/"O amor e a vida real", um dos meus filmes preferidos dos últimos tempos.
Com duas das músicas mais giras dos últimos tempos.
e
E ontem tive uma festa óptima no Alentejo e hoje um óptimo piquenique no Estádio Nacional. Fim-de-semana impecável.
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