A nossa tartaruga totô já acordou do Inverno.
Os jornais começam a falar em alergias, que este ano, segundo os especialistas citado pelo Público, vão ser explosivas. Não os especialistas, as alergias... Diz que como choveu muito a natureza está um pouco fértil de mais ou um pouco histérica mesmo e, portanto, assim que o Sol começar a apertar vai explodir o pólen por toda a parte. Não posso esperar pelo momento em que a minha dieta de intolerâncias vá activar-se e evitar que eu tenha alergias pela primeira vez em 13 ou 14 anos.
... continuo de rastos. Não posso comer glúten, mas as torradas são presentemente a única coisa que me acalma o estômago tipo estabilizador dum catamarã. Pode ser que até às alergias chegarem volte a deixar de comer pão. Amanhã ou isso já devo estar fina.
Próxima semana: Paris. Oh lá lá! Je suis très heureux. C'est magnifique!!! Mais oui!!!
10/03/10
09/03/10
Estou de rastos...
Hoje acordei cheia de genica, mas um almoço de trabalho em Lisboa e andar um pouco depressa demais deu-me cabo da energia. Cheguei a casa e adormeci imediatamente em cima da cama. Agora estou a tremer de frio, já passa da hora de ir buscar os miúdos e só de pensar em ter de ir para a rua tenho arrepios. E agora? Qual é "a" cura"?
08/03/10
Como arruinar um fim-de-semana
É fácil, basta comer ostras verdes (!!) ao almoço de sexta-feira. Depois é passar a noite toda (toda) de Sábado a vomitar e o Domingo todo (todo) a dormir, com uma dor de cabeça monumental. À segunda-feira, acordar também com sono e ter o estômago pequenino tão pequenino que até um chá de camomila custa a digerir.
Melhor só mesmo tendo alguém muito amigo para ajudar, que segura na testa e que se mete no carro de pijama a meio da noite para ir à farmácia buscar "a" cura para a indisposição. E que no dia a seguir sai de casa com os miúdos para eu dormir.
E que continua a gostar de mim apesar de eu certamente me ter portado pior do que um monstro malcheiroso, daqueles verdes e bloby.
Melhor só mesmo tendo alguém muito amigo para ajudar, que segura na testa e que se mete no carro de pijama a meio da noite para ir à farmácia buscar "a" cura para a indisposição. E que no dia a seguir sai de casa com os miúdos para eu dormir.
E que continua a gostar de mim apesar de eu certamente me ter portado pior do que um monstro malcheiroso, daqueles verdes e bloby.
05/03/10
04/03/10
Weather update
No Algarve, está uma calmaria. Boa. "Assim não aprendo nada", diz o artista que sobre ontem me disse "com as ondas de seis metros, pela primeira na vida pensei - o que é que eu estou aqui a fazer?", e eu suspirei aliviada, "mas ao fim de dez minutos já estava feliz da vida ao leme do barco"... Ainda não é desta que se farta. Santa paciência.
Mais net e o flash de um amigo
Cada vez mais me convenço que devia ter um teclado ligado à net em dois sítios muito específicos: ao lado da cama e no carro. E nem precisava do ecrã. Ontem à noite tive de lutar com todas as forças para resistir às ideias malucas que andavam a perseguir-me. Gritavam-me do mais profundo "vai escrever", "vai escrever já", "o que é que estás a fazer na cama?", "vai escrever", "não tentes resistir"...
Fechei os olhos com toda a força para ver se conseguia dormir. Acho que as minhas pestanas deviam parecer as do Keanu Reeves no Matrix, quando estava a absorver toda a informação necessária para praticar na perfeição artes marciais (gosto especialmente da maneira como dizem jujitsu).
A agitação para vir escrever foi cansativa e só passou quando voltei a acender a luz, teimosamente não para escrever mas sim para ler. Para pegar finalmente no Paulo Castilho que andava a reservar para mais tarde, para que não acabe tão depressa.
Porque o Paulo Castilho é uma espécie de febre - ou, pelo menos, sempre foi. Os seus livros têm de ser devorados e, pelo que consegui ler ontem, uma série de capítulos de enfiada, agora a lutar com o cansaço do corpo pelas horas tardias, parece-me que este vai manter as expectativas. A história começa em Sintra numa atmosfera que eu adoro, de casas antigas, com mobílias antigas, com pessoas antigas, que gosto de ler nos livros porque os posso imaginar sempre como a casa dos meus avós.
E começa com amigos que já eram amigos na altura dos 17 anos, em que se discute a existência e a não existência, a importância e o sentido da vida e outros conceitos filosóficos que só eles davam para um blog inteirinho. Que saudades de tertúlias assim. Estou em pulgas para que chegue a noite e para voltar a pegar no livro. O regime é auto-imposto, se começo a ler a qualquer hora o livro chega ao fim num instante.
Já hoje, de regresso a casa no carro, lembrei-me de repente dum amigo de infância que morreu há uma série de anos, pouco depois do meu irmão ter morrido. Lembrei-me da exacta circunstância em que soube que ele o tinha feito. Tinha acabado de acordar e estava deitada na cama verde de ferro, encostada à parede. A minha irmã entrou e deu-me a notícia com um ar desesperado. Disse-me que uma das últimas respostas que tinha dado a alguém era "agora já está tudo bem". Era um miúdo muito divertido, cheio de imaginação e vontade e habilidade para fazer disparates. Brincávamos muito todos juntos. Não teve uma vida muito fácil. E hoje tive saudades dele.
Fechei os olhos com toda a força para ver se conseguia dormir. Acho que as minhas pestanas deviam parecer as do Keanu Reeves no Matrix, quando estava a absorver toda a informação necessária para praticar na perfeição artes marciais (gosto especialmente da maneira como dizem jujitsu).
A agitação para vir escrever foi cansativa e só passou quando voltei a acender a luz, teimosamente não para escrever mas sim para ler. Para pegar finalmente no Paulo Castilho que andava a reservar para mais tarde, para que não acabe tão depressa.
Porque o Paulo Castilho é uma espécie de febre - ou, pelo menos, sempre foi. Os seus livros têm de ser devorados e, pelo que consegui ler ontem, uma série de capítulos de enfiada, agora a lutar com o cansaço do corpo pelas horas tardias, parece-me que este vai manter as expectativas. A história começa em Sintra numa atmosfera que eu adoro, de casas antigas, com mobílias antigas, com pessoas antigas, que gosto de ler nos livros porque os posso imaginar sempre como a casa dos meus avós.
E começa com amigos que já eram amigos na altura dos 17 anos, em que se discute a existência e a não existência, a importância e o sentido da vida e outros conceitos filosóficos que só eles davam para um blog inteirinho. Que saudades de tertúlias assim. Estou em pulgas para que chegue a noite e para voltar a pegar no livro. O regime é auto-imposto, se começo a ler a qualquer hora o livro chega ao fim num instante.
Já hoje, de regresso a casa no carro, lembrei-me de repente dum amigo de infância que morreu há uma série de anos, pouco depois do meu irmão ter morrido. Lembrei-me da exacta circunstância em que soube que ele o tinha feito. Tinha acabado de acordar e estava deitada na cama verde de ferro, encostada à parede. A minha irmã entrou e deu-me a notícia com um ar desesperado. Disse-me que uma das últimas respostas que tinha dado a alguém era "agora já está tudo bem". Era um miúdo muito divertido, cheio de imaginação e vontade e habilidade para fazer disparates. Brincávamos muito todos juntos. Não teve uma vida muito fácil. E hoje tive saudades dele.
03/03/10
Bocados do dia
Hoje andei a correr pela rua fora atrás dos bocadinhos de sol todos que consegui, no repouso da chuva. Fico tão contente quando vejo o sol. Que coisa mais tonta. Corro para ir ter com os meus filhos, porque estou cheia de saudades deles, porque quero ir fazer pinturas e recortes e o jantar [mesmo que quatro horas mais tarde esteja cheia de vontade que adormeçam depressa para ter uns momentinhos de paz. Isto da maternidade é meio esquizofrénico.]
Enquanto falo ao telefone, em trabalho, a mais pequena sobe para as costas da minha cadeira e agora percebo (uma hora depois) que tenho seis ganchos e uma mola postos no cabelo. Pirosos, claro. E também tive direito a creme hidratante espalhado pela cara, essencialmente pelos olhos. Acho que ela acha que o creme se deve pôr nos olhos, acho que deve ser por eu estar sempre a pôr-lhe coisas nos olhos.
O mais velhinho está meio cansado, a acusar a falta do tal sol, branquinho e com pouca energia.
Agora estão a dormir, quer dizer, estão deitados. E a minha filha, que faz xixi antes de se deitar e que nisto dos genes sai à tia, acaba de ter de ir outra vez fazer xixi, "porque não fiz todo mamã". A genética é fantástica.
Enquanto falo ao telefone, em trabalho, a mais pequena sobe para as costas da minha cadeira e agora percebo (uma hora depois) que tenho seis ganchos e uma mola postos no cabelo. Pirosos, claro. E também tive direito a creme hidratante espalhado pela cara, essencialmente pelos olhos. Acho que ela acha que o creme se deve pôr nos olhos, acho que deve ser por eu estar sempre a pôr-lhe coisas nos olhos.
O mais velhinho está meio cansado, a acusar a falta do tal sol, branquinho e com pouca energia.
Agora estão a dormir, quer dizer, estão deitados. E a minha filha, que faz xixi antes de se deitar e que nisto dos genes sai à tia, acaba de ter de ir outra vez fazer xixi, "porque não fiz todo mamã". A genética é fantástica.
Sopram as velas
Na escola os miúdos aprendem esta música assim mais ou menos "sopram as velas, nas caravelas, levam os homens pr'ó alto mar..."
Na rádio ouço a notícia de mais um barco ao fundo, desta vez ao largo de Caminha. "Foram as ondas..." Só este ano já foram quase dez pescadores.
No Algarve um palerma mete-se propositadamente dentro de um barco para brincar aos marinheiros.
...
Na rádio ouço a notícia de mais um barco ao fundo, desta vez ao largo de Caminha. "Foram as ondas..." Só este ano já foram quase dez pescadores.
No Algarve um palerma mete-se propositadamente dentro de um barco para brincar aos marinheiros.
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02/03/10
Foleiro
Uma das piores sensações do mundo: inadequação.
Quando toda a gente está a ir para a direita e eu estou a ir para a esquerda;
quando me visto para o dia e vou sair à noite;
quando toda a gente está penteada e eu... não;
quando toda a gente estudou para o teste e eu não;
quando toda a gente faz parte e eu não;
quando estou contente e toda a gente está triste;
quando estou triste e toda a gente está contente;
quando quero ser amiga e o outro não;
quando toda a gente vai e eu não.
Que raio de sensação.
Quando toda a gente está a ir para a direita e eu estou a ir para a esquerda;
quando me visto para o dia e vou sair à noite;
quando toda a gente está penteada e eu... não;
quando toda a gente estudou para o teste e eu não;
quando toda a gente faz parte e eu não;
quando estou contente e toda a gente está triste;
quando estou triste e toda a gente está contente;
quando quero ser amiga e o outro não;
quando toda a gente vai e eu não.
Que raio de sensação.
01/03/10
Em cheio
Esqueci-me de contar, mas uns amigos muito queridos assinalaram os nossos dez anos de casados com a colecção dos filmes "Antes do amanhecer" e "Antes do anoitecer". Obrigada, obrigada, obrigada. Não há filmes mais perfeitos, especialmente na liberdade e na proximidade magnética do "Before sunrise" e do desespero da oportunidade perdida no segundo filme. Eu sei, sou uma romântica. So kill me.
... e...
Nas noites, ao fim-de-semana o Hollywood passou mais um filme perfeito "French kiss", ontem a RTP1 passou "Something's gotta give". O que é que posso pedir mais?
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Nas noites, ao fim-de-semana o Hollywood passou mais um filme perfeito "French kiss", ontem a RTP1 passou "Something's gotta give". O que é que posso pedir mais?
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