Estes monstros que se arrastam aparentemente indolentes à entrada (ou saída) dos portos fascinam-me. Ao perto, são um susto, altos como um prédio e agressivos. Ao longe, são estranhamente bonitos e coerentes. Assim como se a revolução industrial estivesse aqui e fosse uma cena colorida e a ferrugem fosse só um enfeite. Nem sei justificar isto, mas gosto.
A atravessar o Sado. Gostava de ter isto em tamanho XXL na parede da sala.
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09/01/13
09/01/12
Sol para partilhar
Este fim-de-semana foi brutal em termos de Sol. No Sábado, fui a Carcavelos com a miúda, que teve direito a gelado e tudo, e trouxe este recuerdo, que aqui deixo para quem não tiver ido ver o Sol ou o mar, ou ambos - que desperdício terem ficado em casa.
30/08/10
Modos
Na semana passada, em Biarritz, descobri que há uma maneira simples de vigiar efectivamente as praias. Os nadadores salvadores, com ar de pequenos touros, concentram o maralhal em 20 metros de mar. Duas bandeiras azuis limitam a possibilidade de tomar banho. Quem sai das linhas de defesa leva um apito. Os surfistas que se aproximam dos banhistas levam um mega apito. O mar é mau, mas há quatro pares de olhos a fiscalizar tudo em permanência. Dá segurança.
08/08/10
Dias do Demo
O Levante é um vento do Demo. Quando sopra com força, parece que alguma força maléfica está para se levantar. O mar fica encarpelado, o vento seco e quente, os mosquitos atacam com um força sanguinária, a tensão vem por aí abaixo. Razão tinha o avô João, pai do meu sogro, para andar irrequieto em dias de Levante. O vento quente que vem do deserto incomodava-o imenso. A mim também, porque me cheira sempre a coisas más, como fogos, terramotos, inquietação da terra. Não gosto do Levante.
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