08/03/11

Sondagem rápida

Eu sei que hoje é o Dia da Mulher e da independência das mulheres e da igualdade entre os sexos, blá blá blá.

Mas quem é que acham que deve ter a responsabilidade de mudar lâmpadas fundidas numa casa de família?

[nota: há duas casas de banho que já não têm luzes no tecto há meses cá em casa e hoje fundiu-se uma das lâmpadas do exaustor, pânico]

07/03/11

O hit do passeio

A escola fechou, fomos passear os três, autocarro até ao Marquês e depois Metro,
Querem Baixa ou Chiado?
"Chiado",
Os dois ao mesmo tempo.
Vamos lá então, passear, ver as montras, comer um gelado ao Santini,
Tem de me dar outro gelado, que a minha filha deixou cair o dela...
Gostaram muito do passeio, a meio ainda nos juntámos aos primos e fartaram-se de brincar. Comprámos alguns miminhos, nomeadamente um vestido de Baptizado para a minha futura afilhada, um chapéu para o don Corleoni mais velho e uma gravata fininha para o mais novo.
Querem saber qual foi o hit do passeio? Acho que fizeram um xixi ou um cocó em todos os sítios por onde passámos.

05/03/11

Trocadilhos II

O Carnaval, certamente, presta-se a isto:
Miúda, queres ir à festa de segunda vestida de gangster ou de senhora dos anos 20?
"diz lá quais são as hipóteses, hamster e qual é a outra?"

04/03/11

Trocadilhos

"Mamã, os primos levavam muitas sapatilhas", diz a mais pequena.
???
"Para atirar"
???

"Eram serpentinas", clarifica o mano.

Happy

Os disfarces de Carnaval ficaram muito fixes. Não tive tempo para fazer o vestido que queria para a miúda, foi com um de pret a porter, mas a capa cor de rosa até aos pés ficou um sonho. O miúdo foi de palhaço e estou tão orgulhosa porque fui eu que fiz tudo, reciclando. Iam tão contentes. E eu também.

03/03/11

Concordo

"Tanto os optimistas como os pessimistas contribuem para a sociedade. Os optimistas construíram os aviões; os pessimistas os pára-quedas."
George Bernard Shaw
via QuoteVadis

A mexer

Comecei finalmente a ir ao ginásio com o que espero seja ritmo e, pela primeira vez na vida, estou a gostar. A gostar do ginásio em si, a gostar das pessoas que por lá encontro e a gostar das aulas. Ainda não me queixei a ninguém das dores paralelas, o que me parece um bom sinal.
No ginásio, continuamos a ir para sítios diferentes, eu vou para a esquerda quando o resto da turma vai para a direita, eu vou para a direita quando eles vão para a esquerda, eu vou para a frente quando eles vão para trás e vice-versa. E isso é quando estou coordenada. O pior é quando faço coisas que mais ninguém está a fazer ou quando congelo porque já não me consigo mexer.
A propos, saiu hoje no NYTimes um artigo fantástico que diz que o exercício faz as pessoas ficarem mais novas. Quer dizer, conclui isso, dizendo que os ratos que fazem exercício têm menos cabelos brancos e têm maiores testículos e ovários. Não sei em relação aos testículos propriamente ditos, mas já gostava de não ter tantos cabelos brancos. [O que eu não gosto mesmo é quando amigos de infância ou primos me dizem "eh, estás cheia de cabelos brancos..." como quem diz "eh, conheci-te quando eras pequena e agora estás velha como o raio..."]
Haverá melhor comparação que a de ratos e a de desporto de ginásio? Não há. Portanto, estou à espera de voltar a ter a cabeleira colorida. Só de uma cor. Que não seja branca.

02/03/11

Homens

Acabo de me aperceber que tenho muito mais facilidade em criar personagens homens do que mulheres. Por que será?

O Carnaval

Sempre adorei o Carnaval. Não aquela coisa pirosa do Carnaval brasileiro, que parece que estão todos a levar choques eléctricos nas partes íntimas, mas o Carnaval meio aldrabado a que brincávamos lá em casa.
Éramos nós que arranjávamos qualquer coisa para vestir e só isso era 90 por cento do gozo. Quatro crianças a correr pela casa a tentar construir personagens credíveis a partir de muito pouco era de morrer.
Em casa dos meus pais havia: o fato de minhota da minha mãe, um pedaço enorme de cetim verde água, o vestido da comunhão solene da minha mãe, a colecção de gravatas do meu pai e algumas jóias de pechisbeque e lenços.
Em casa dos meus avós, ao lado da nossa, a coisa mudava de figura: um kimono, tailleurs do nosso tamanho (não percebo porquê, que a minha avó sempre foi alta), chapéus de coco, chapéus de senhora, chapéus de rede, estolas, vestidos variados, lenços e brocados, até o raio das camisas de noite da minha avó eram de sonho. E os laços da casaca e as luvas dos fatos de cerimónia e os xailes e arcas cheias de coisas deliciosas.
Por tudo isto, safámo-nos sempre bem nas máscaras. E nem sequer percebíamos que "aquilo" não eram disfarces perfeitos.
A primeira vez que percebi que havia um outro nível de disfarces foi quando vi o karate kid. Lembro-me de ter babado quando o miúdo se vestiu de chuveiro para uma festa e lembro-me de ter babado também quando vi uma fotografia de uma rapariga mascarada de cabine telefónica, daquelas vermelhinhas.
Não gosto muito dos fatos já perfeitos, brilhantes, de cetim e mega baratos que vêm da China. Por isso, este ano decidi fazer eu, comprando os tecidos, incluindo feltro para fazer uma capa para a princesa...
E o raio do Carnaval é já na sexta, que é também o deadline de um projecto muito importante que estou a fazer.
Por isso, se tiverem boas vibrações enviem-nas para cá, que eu estou a precisar.

01/03/11

Correr na areia


Sábado tivemos praia. E Sol. Um senhor a fazer de gaivota, equilibrado nas rochas da praia. E água do mar a trepar por nós acima, sem pedir autorização, como se não se importasse de nos ter ali, mas como se não quisesse que partíssemos sem uma recordação. O Guincho é uma praia assim. Nos raros dias em que parece dócil, continua a ser um bicho maluco e temos de ter muito cuidado com ele.
Portanto, o fim-de-semana foi muito bom, entre o Sol de Sábado e o Sol de Domingo, a fazer tempo numa esplanada do Jardim Zoológico, à espera que os miúdos saíssem de uma festa.
Os ténis estão a secar há dois dias à janela. Hoje tenho frio e estou a trabalhar enrolada numa manta.

Ontem morreu o pai de uma amiga e as fotografias dos netos ao colo do avô postas à entrada do velório partiram-me o coração.