30/01/12

A interferência do capital

Logo de manhã, quando o Carvalho da Silva ia explicar porque é que o sindicalismo é importante, fiquei sem som no rádio. Malditos parques de estacionamento capitalistas.

Se tudo fosse assim tão fácil

"Quando estamos roucos, fechamos a boca durante um dia e depois vem mais voz cá para dentro e voltamos a ter voz."

Tu consegues baralhar-me

"Aquele é um STOP, este um sentido proibido e aquilo é uma paragem de espiões", explica a mais pequena na Praça de Espanha.
(Como até o pai não percebeu, eu traduzo: passagem de peões era o sinal a que ela queria referir-se.

29/01/12

Cansada

Não do fim-de-semana em festas de crianças pela cintura, 18 ontem cá em casa e 28 hoje da escola, mas sim cansada de pessoas inconvenientes. Andam por toda a parte...

27/01/12

People do glamour

Há spray brilhante para corpo e cabelo a um euro na Pimkie. Eu sei que também dá para comprar um hamburger do McD, mas o que mata a fome não enfeita.

As coisas que as mulheres sabem

Antes do almoço, na fila para pagar umas camisas lindas da Pimkie, a rapariga da frente pergunta-me se os calções que tem na mão lhe vão servir. Talvez?...
A de trás sugere que ponha o antebraço dentro da cintura dos calções. "Se estiver largo é porque não serve, se estiver apertado idem".

Coisas que já devia ter perguntado a alguém

O que raio são os glúteos?

Gosto, apesar de...

... não conseguir conceber a vida em saltos altos em cima destas pedrinhas lindas mas irregulares que são a calçada à portuguesa.

26/01/12

Maybe I am crazy

Enquanto penso que me enganei, para mais escuro, na cor que pus no cabelo com a (acho que nova) mousse da L'Oréal, mas reparo que fiquei com o cabelo bem mais brilhante, lembro-me de uma vez em que deixei a minha sobrinha mais velha, que então tinha quatro ou cinco anos, fazer-me madeixas...

Casas tranquilas e boa comida

Adoro.

24/01/12

A antecipação

às vezes, muitas vezes, é cansativo viver aqui dentro. sofro por antecipação coisas que vão inevitavelmente acontecer. tantas vezes, tantos dias. tenho medo. acordo com nuvens. acordo com sol. vejo os miúdos a fazerem o mesmo que eu. há tanto tempo. às vezes sonho que estou a fazer tudo bem. mas nós somos bem e mal. yin e yang. preto e branco. repito as contas mais três e mais três vezes. dou a volta outra vez, à procura de um lugar melhor. o lugar é este.

Zumba

Tirando as piadas óbvias que toda a gente faz quando digo que estou a fazer zumba, completando com "na caneca", estou a gostar imenso de fazer/dançar isto.
Eu pedi na wishlist de Natal o jogo da Wii, que nunca chegou, mas veio a indicação de um sítio onde fazer. A professora é power up. Animada e feliz.

23/01/12

Leaning tower of Pisa

Parece que os ingleses têm a sua própria torre inclinada, o próprio do Big Ben, diz o Guardian. 46 centímetros, no topo da torre do relógio. E, se não estou em erro, 46 cms é muito.

111 mil dependentes desaparecem num ano

Num só ano, desapareceram 111 mil dependentes das declarações de IRS, diz o Jornal de Negócios. O destaque, como o ouvi na RFM, era: "famílias perdem 111 mil dependentes". E eu, que sou dada a estas questões, pensei "das duas uma, ou morreram 111 mil filhos ou 111 mil filhos passaram a trabalhar". Mas, afinal, o que se passava era que cada dependente vale 190 euros e o que mudou é que agora a existência de dependentes é fiscalizada pela necessidade de apor o número de contribuinte. Ups, alguém perdeu os seus filhos...
Ainda dizem que não temos recursos... Alguém vai ser penalizado pelos anos em que recebeu por dependentes que não tinha?

20/01/12

De volta à primária, mais uma vez

Alinhados ao pés dos cabides na sala da professora, já contei, ouvíamos também esta música. A versão original é de fazer chorar as pedras da calçada, esta é divertida.

Hello from ant1mat3rie on Vimeo.

Porquê?

Porque é que a coca-cola zero é tão viciante?
Porque é que o descafeínado sabe a café?

Todos diferentes, todos iguais

Se há slogan bem conseguido é este. É impossível não concordar. Poderão dizer que é impossível concordar. Não concordo. Os cinco minutos do vídeo deste senhor, que passam por Lagos, no Algarve, mostram isso mesmo. A paisagem pode mudar, os edifícios podem mudar, a cor da pele pode mudar, mas a essência, as pessoas são todas iguais.

via Público

... mas não faz mal

Porque usas um perfume que me maravilha e que me faz andar pela casa toda à procura dos sítios onde possam ter ficado restinhos desse cheiro.
Assim já não me ralo de não gostares de bolas de neve.

19/01/12

Coisas de que eu não suspeitava

Não gostas de bolas de neve.
São os meus rebuçados preferidos. Esses e os diamantes, os oblongos.
Gostas de rebuçados de anis.

É tudo uma questão de escala

Sabem quando às vezes há um leve mal-entendido que fica no ar? Especialmente com os miúdos, porque há outras coisas que passam à frente da dúvida inicial e depois esquecemo-nos de esclarecer cabalmente a primeira?
Tropel de miúdos atrás de mim à saída da escola, o mais velho traz um amigo a tiracolo que quer falar comigo:
"É mesmo verdade que no dia dos anos dele vão estar 59 graus?"

18/01/12

Que bela manhã

Sol, saída sem dramas de casa (nem o fato de treino hoje foi tópico), à conversa no carro bem dispostos, almoçamos juntos?, boa ideia, uma reunião hilariante de manhã. Ah, e isto.

17/01/12

Cuidado com o que desejas

"Sabes aquele prédio das 11 histórias?
Sim.
Tenho que tirar 3 histórias."
Como é que isto passa numa tradução?

Computador haywire

Acho que o meu computador está a sofrer do mesmo mal que a dona - falta de memória. Isso está a fazer com que o trabalho demore muito mais tempo a fazer e com que o próprio do computador se comporte erraticamente - acho que ainda não estou nesse estádio. Mas lá chegarei. O computador hoje vai levar um suplemento de memória. Também comprava um para mim.

16/01/12

Friends in high places

... Trabalhámos juntos e fiquei amiga dele e da mulher e gosto muito dos dois.
"- Ai é? Mas consegues vê-lo? Ele liga aos amigos? É que, no trabalho, anda sempre a correr para todo o lado."

O maravilhoso poder da sugestão

Há dias, li num blogue que havia uma marca nova de champoos (shampoo, champô, shampô, como preferirem), australianos, que eram uma maravilha para cabelos frisée. Isto é o que eu chamo ao estado vagamente electrizante com que o meu cabelo anda ultimamente. De facto, é uma relação difícil para quem fica assim com o cabelo (acho que é quando o tempo está mais seco) e geralmente desconfio do que me dizem no cabeleireiro, porque acho sempre que só me querem vender coisas que ninguém sabe escrever bem caríssimas.
Então, depois de ler o tal post, quase sem piscar os olhos, comprei o dito. E a confiança no boca-a-boca, que, para mim, vale mais do que qualquer anúncio faiscante na tv, deu um resultado fantástico. Não no cabelo propriamente dito, apesar de ter fé que isso venha a suceder talvez na próxima utilização, mas na minha percepção do seu efeito.
Lavei e sequei o cabelo, penteei-me e saí para a rua. Confesso que não olhei para nenhum espelho, mas o efeito era anti-frizz, porquê desconfiar? Estive então quase cinco horas a conversar com pais numa festa da escola e - apenas, somente e só - quando cheguei ao elevador do prédio no regresso a casa é que vi a electricidade louca em que estava o meu cabelo. Alguém tem truques?

12/01/12

Como ficar mais esperto

Desde que partilhei o neurónio, primeiro com um, depois com outro filho, temas como "como ficar mais esperto" atraem-me. Especialmente se forem "31 maneiras de ficar mais esperto", a capa da Newsweek que comprei ontem no aeroporto.
Querem saber as minhas preferidas?
- dormir
- comer chocolate preto
- fazer tricot (gostava muito de saber mas sou inepta)
- jogar jogos electrónicos violentos (é isto e conduzir jipes, liberta a fera que há em mim)
- comer iogurte
- tocar um instrumento (saudosas horas a praticar piano, a coisa que eu mais gostava de ter na vida, tipo para zone out)
- escrever à mão (eu sei que isto sou eu a escrever no computador, mas haviam de ver os meus extensos cadernos)
- trabalhar em blocos de 25 minutos. É mais produtivo
- sair da cidade
O que gostei menos?
- tirar o sorriso da cara. Parece que se estivermos trombudos o nosso pensamento fica mais céptico e analítico.

Mark Bittman

Uma vez deixei-lhe um comentário que me apetece repetir de cada vez que leio uma das suas peças óptimas no NYTimes.
Ou trabalha num grupo porreiro (sem a entoação do Sócrates, please), ou então é mesmo uma pessoa bestial.
O comentário era:
"Have I told you lately that I love you?" E eu disse-o metaforicamente, claro, because "my heart belongs to daddy".
Desde essa altura e já antes disso tinha escrito muitos comentários, alguns com feedback outros nem por isso. Apesar de estarmos mais próximos estamos à mesma inacessíveis, não é? Também, o meu comentário é meio parvo e só quer dizer:
Obrigada por escrever artigos e fazer vídeos que me ensinam alguma coisa ou que me fazem rir. Sendo sobre comida, então, ainda mais. Tenho o secreto desejo de ser como ele quando for grande.

Música na net

Ando sempre à procura do sistema perfeito para ouvir a música de que gosto. Como tenho esta estranha tendência para não saber de que música gosto, a não ser quando estou a ouvi-la, hoje estou a fazer um road test a um site que põe a tocar as músicas do grupo que escolhermos ou outras parecidas. Parece-me que tem potencial. Estou no Chico Buarque.

Organização doméstica

Como é que há pessoas que sabem sempre a que horas chega o pão quente, a fruta e o peixe frescos, que senha devem tirar para o serviço que querem pedir, que roupa devem usar cada dia para não terem frio ou calor, não sendo, dessa forma, surpreendidos quando chegam à rua, que sabem sempre quando os saldos começam, quando as coisas estão mais baratas, quando devem mudar os colchões do lado do Verão para o lado do Inverno, que fazem listas das coisas que precisam de comprar E não as perdem, que, em suma, são organizadas?

11/01/12

E o que eu odeio pilhas?

Este Natal, não sei como, fomos inundados por brinquedos que funcionam a pilhas. E o que eu odeio as pilhas, essas coisas malvadas e super poluentes que parecem pequenas, inofensivas e baratas mas afinal são caras e gastam-se enquanto o diabo esfrega um olho? Já comprámos imensas, mas o raio das coisas estão sempre a acabar. Eu sei, há pilhas recarregáveis, que temos cá em casa e que antes conseguíamos gerir bem, mas que agora não têm andamento para as necessidades dos gaiatos e, além disso, andam desaparecidas.
Todos os dias, um dos dois, se não os dois miúdos ao mesmo tempo, têm tido necessidades "urgentes" de pilhas. A resposta "não há" não os satisfaz e vão, sem excepção, em direcção ao pacote de pilhas AAA que está ao lado do meu computador (senhores ladrões, eu não tenho computador, escrevo tudo à mão e depois envio para o ciber-espaço). E o diálogo que se segue é duro:
"Há aqui, vês?"
Não, essas não servem, são AAA (momento em que me lembro sempre do anúncio a três A girassol).
"Mas está aqui um pacote cheio de pilhas iguais às que eu preciso."
São iguais mas mais pequenas, digo eu.
Olhar de dúvida intensa, até porque as que querem substituir estão tapadas por tampinhas de plástico que, helas, só saem com chaves de fendas microscópicas, que não temos cá em casa e que já obrigaram a deslocações ao primeiro andar para trocar pilhas.
"Será que, afinal, a mãe não percebe nada de tecnologia?"
Depois deste confronto vão-se embora, mas eu sei que não vão nada convencidos.
Odeio pilhas.

Não há nada como um livro

B-R-U-T-A-L!!!

via swiss miss

Miúdos:

O vosso pai/tio adora-vos. E acabou de chegar.



09/01/12

Pensamentos incongruentes

Sou capaz de, em dois tabs adjacentes da mesma janela da internet, ter aberta a página de um blog que defende que devemos libertar-nos das" coisas", que só nos oprimem, e a da IKEA ou da GAP.

Sol para partilhar

Este fim-de-semana foi brutal em termos de Sol. No Sábado, fui a Carcavelos com a miúda, que teve direito a gelado e tudo, e trouxe este recuerdo, que aqui deixo para quem não tiver ido ver o Sol ou o mar, ou ambos - que desperdício terem ficado em casa. 


Mamã, fazes-me um desenho?

Temos esta conversa muitas vezes ao chegar a casa, com a pequenita a pedir-me princesas e carros e castelos e a pintar ou a acabar todos os desenhos que fiz durante o dia. Se não tem tempo para o fazer em casa, leva-os para a escola e pinta-os lá.
Hoje vou à sala dela partilhar um bocado daquilo que (não) sei desenhar e ela vai ajudar-me.

08/01/12

O poder catártico de um açucareiro

Estava tudo a correr tranquilamente, como uma visita a um museu, aqui uma fotografia, aqui um quadro. Não há lá nada de que não me lembre.
O que arrasou comigo foi o roupão do avô, o armário da casa de banho e, ainda pior, o açucareiro de porcelana com a tampa colada. Confirmei rapidamente que tinha o açúcar amarelo dentro e acho que isso ainda foi pior. O açucareiro onde pescava com a avó os torrões que a humidade fazia. A gaveta das tampas das panelas, a taça de fazer bolos, as chávenas de melamina e o frigorífico. O frigorífico mais espectacular que já vi. Com o interior azul. A caixa de costura de metal verde e branco sujo. As nossas fotografias em miúdos.
As coisas que me dizem mais são aquelas em que mais mexia, as coisas mais básicas, iguais às que há em todas as casas. E o livro de receitas da avó. Escrito a ponto de cruz.

07/01/12

Sponge bob e náuseas

Mais alguém tem sintomas de gastroenterite quando ouve os diálogos, as vozes e a música do genérico do "Sponge bock quen quen"? Isto é, o sponge bob square pants, sem ser a minha filha a dizer?

06/01/12

Halloumi é uma delícia

Momento de partilha: o queijo grego halloumi é uma delícia.
Descobri-o há uns anos em livros de cozinha estrangeiros. Mas nunca tinha procurado activamente o dito queijo. Isto até a nova dona de um supermercado aqui ao pé de casa que tem uns produtos muito fixes me ter dito que o vendia.
O queijo é parecido com mozzarela de búfala só que em formato rectangular e muito mais rijo. Tanto que se corta à faca, em fatias que se levam a grelhar numa frigideira sem nada. Uns dois minutos de cada lado e fica maravilhoso.
Hoje, foi o meu jantar, grelhado, com um pedaço de pão. Faltou-me a salada, mas não tive tempo de ir às compras. Recomendo.
Revisão: afinal o halloumi é cipriota. Sorry.

Gangs na maçonaria e no balneário do Sporting

Ao ler o Público, fico hoje com a impressão que estamos rodeados de malfeitores e quero crer que não. Isto não era um país pacato, isto é, salvaguardando que não se lê o Correio da Manhã?
Gangs na maçonaria?
Quanto à imagem do balneário, convenhamos, é assustadora e ofende-me a vista, é tudo quanto posso dizer. Tudo verdinho - não podiam ter feito vermelho?

Comida de que todos gostam

Há alguém que não goste de assados no forno? Há-de ter qualquer coisa a ver com o cheiro convidativo que se espalha pela casa, mas também com o sabor mais apurado dos pratos que são feitos no forno. Não há, por isso, melhor ideia para quando vem muita gente cá a casa do que pôr qualquer coisa a assar no forno.
Nos anos da pirralha, na semana passada, fiz entrecosto de porco assado e estava uma delícia. É foleiro dizer isto assim, mas as receitas nem sempre saem maravilha como esta. E foi das simples - as únicas receitas de que gosto. Ainda por cima hoje ligaram-me a pedir a receita, por isso, aqui fica, para quando não me lembrar do que hei-de fazer para alguma festa.

Entrecosto para grelhar (piano)
azeite
sal
pimenta
Louro

Forno a 220º, pôr o entrecosto num prato de forno, temperar com o azeite, o louro, o sal e pimenta e levar ao forno. Quando começar a ficar tostado, reduzir para 170º e tapar com folha de alumínio. Deixar cozinhar uma hora e meia a duas (depende da quantidade). O único truque é o tempo e ir regando a carne com o molho. Há umas seringas gigantes que dão um jeitão para fazer isso. That's it. Opcional: massa de pimentão - fica bem com e sem.

Para acompanhar, servi puré de maçã, salada de alfaces e salada de beterraba (e uma empada de "faisão", feita com o perú do Natal). Simples, como qualquer refeição a seguir ao Natal deve ser.

05/01/12

It's getting better

Sobre o filme de ontem à noite

Esqueci-me de contar: mas que seca que foi o filme que vi ontem à noite. "Uma mãe em apuros" é uma versão ficcionalizada da vida de qualquer mãe que eu conheço. Portanto, nada de interessante, enquanto vemos a Uma Thurman a correr escada acima escada abaixo, para ir pôr os filhos na escola, para ir às compras, para levar o cão a passear, para conseguir um lugar para o carro. Com a recompensa de estar em Nova Iorque e, mesmo assim, sem aproveitar as melhores vistas. Sabem quando durante o filme nos mexemos muito no lugar? Não é bom sinal. O que me valeu foram as línguas de gato.

Staying alive

O melhor vídeo para ensinar a salvar alguém com paragem cardíaca, hoje partilhado pelo Dinheiro Vivo. Curto e grosso, que é para ficar na cabeça de todos:


Recapitulando:
Ligar 112
Fazer compressões torácicas ao ritmo de Staying alive dos Bee Gees

Pode fazer toda a diferença.

Dia de Reis

Amanhã é o dia de Reis.
Como tivemos pouco Natal, estou decidida a cumprir amanhã uma tradição qualquer para marcar em grande o fecho das festividades junto dos miúdos. O problema é que além das coroas (que já costumam trazer pintadinhas da escola) e de desmontar as decorações natalícias, não sei o que manda a tradição.
Quanto às decorações, estou em paz, desde que venci a teoria do pinheiro verdadeiro, onde me picava vezes sem conta, que largava agulhas como uma velhota larga suspiros e bufas e que costumava assombrar-nos até Março ou Abril, altura em que a última agulha se soltava da árvore e o mister se convencia que tinha mesmo de o levar para o lixo. Agora, já não me chateia nada desmontar a árvore e o presépio, é só tirar as coisas e meter em caixas até Dezembro.
Já não dá para ir a Barcelona, para ver a cavalgada dos Reis - mas fico a roer-me por causa disso, porque parece divertido. As Janeiras terão qualquer coisa a ver com o Dia de Reis? Já não me lembro das músicas, só da primeira linha da "Vamos cantar as janeiras"...
Estou sem saber. Alguém sabe o que é que é típico?

04/01/12

Que bela prenda de Natal

Decidi que vou continuar a comprar prendas de Natal para os meus amigos imaginários depois de ter desembrulhado o meu presente às riscas cor-de-rosa.
Vejam a caixa dos meus chocolates da Arcádia. E por dentro são ainda melhores: línguas de gato estaladiças, só que DE CHOCOLATE!!

Singela homenagem

Uma simples homenagem a quem está sozinha em casa, a começar a ver o filme "Uma mãe em apuros".
Uma caixa linda de línguas de gato de chocolate de leite da Arcádia, que comprei para eventualmente oferecer no Natal, mas não calhou.
Viva a Arcádia. (Porque eu mereço.)

A betisga

Os genes são uma coisa tramada e se eu gosto de ovos moles porque saio à minha mãe, a minha filha ficou com o gene saco de água quente da avó. Presumo que pelo título, nenhum motor de pesquisa me trará cá ninguém...

"Mamã", pergunta a minha filha, já deitadinha e agarrada ao saco amoroso da sua botija de água quente, "não há betisga para o mano?"
Não se baralhem, que os genes aqui também têm interferência. Há dias, contava a uma pessoa com quem faço cerimónia, por causa de termos uma relação estritamente profissional, que tinha uma amiga que trabalhava no balcão de um banco e que os seus clientes lhe ofereciam as prendas mais variadas no Natal ou mesmo nos seus anos. Desde rendas ou naperons de crochet, agora tão na moda, a "saquinhos para as botijas de gás", tudo feito à mão, garantia eu, espantando-me com o olhar espantado da outra.

Desejos para 2012

Bem sei que hoje já é 4 de Janeiro, já começa a não se usar o tom tão efusivo quando se deseja Bom Ano a alguém na rua, que já toda a gente está a encarrilar a escrever 2012 quando toma nota das datas, que as aulas já recomeçaram, que estamos quase em Fevereiro...
Bem.
As manobras da passagem de ano são sempre difíceis para mim. Quando era pequenita, em pé em cima das cadeiras da sala (só com o pé direito), engolia as passas todas de uma só vez e ficava contente de ter conseguido fazer isso tudo sozinha.
Agora, tenho de controlar a contagem das passas para os meus filhos viciados em passas, dar-lhes ideias de desejos - são DOZE, não era mais simples serem dois ou três?, fazer com que esperem até à hora certa para começarem a pedi-los, evitar que se engasgem, evitar que levem com a rolha do champanhe (ou espumante...) na tola, que não escorreguem na espuma do espumante, dar beijinhos e desejar Bom Ano a toda a família, dar beijinho às outras pessoas em roda... Graças a Deus que já ninguém se põe em cima das cadeiras...
E, depois, reparo que me esqueci dos meus próprios desejos e tenho um aglomerado de passas moles e quentes na mão direita, a mesma que está a segurar o copo de espumante enquanto tenta enxotar os putos das flutes para eu não entrar em despesas.
Esqueci-me, portanto, de pedir as mesmas coisas que peço desde que sei que há esta janela de oportunidade a cada ano que se renova: saúde para toda a família, amor, felicidade, amizade, reforçar os amigos e fazer novos, dinheiro, paz no mundo, coisas boas a rodos, paciência, a casa sempre arrumada, as lâmpadas operacionais e as torneiras sem pingar. Há o lado sonhador e o pragmático, confesso.
Então, para recuperar o tempo perdido, engoli as passas todas de uma vez só, encolhendo os ombros.
O que se passa é que os meus desejos este ano são tão simples, mas tão simples, que o conjunto das passas pode ter mais força. Este ano pedi trabalho. Muito trabalho para todos. E o fim da crise.

Como fazer ovos moles

A minha avó tinha umas taçinhas minúsculas da Vista Alegre, em que uma vez comi uns deliciosos ovos moles. Lembrei-me hoje delas, quando vi no IKEA umas que, em tamanho, eram parecidas. Quanto ao resto, eram o extremo oposto, lisas e simples.
As da minha avó pareciam de brincar, com umas flores lindas, cor-de-rosa e dourado. Pois, estando recheadas com ovos moles, melhores ainda me pareceram.

Ovos moles
1 gema
1 colher de sopa de açúcar

Põe-se o açúcar coberto com água num tachinho ao lume, até fazer ponto, com a intensidade que se goste mais (nunca percebi nada disto dos pontos... Isto é, se se gosta dos ovos moles mais sólidos deixar mais tempo, se gostam mais moles deixar menos).
Tirar do lume e deixar arrefecer um pouco para não cozer a gema.
À parte, quebrar a gema com um garfo e juntar-lhe um pouco da calda de açúcar, para temperar. Pôr a gema no tacho com o resto da calda e voltar a lume baixinho.
Já está. É das melhores coisas do mundo...

Aproveitar tudo: com a clara, bater em castelo e juntar 55 gramas de açúcar e levar ao forno a 100º, para fazer um belo merengue.

Uma vez no British Council tentei explicar ao meu professor inglês o que eram os ovos moles - estava a editar o jornal da turma e quis pôr receitas típicas. Bem me podia desfazer em explicações, que o raio do homem só torcia o nariz à ideia. Eu explicava ovos mexidos, só que doces. E o homem arrepiava-se todo. Dizia doce de ovos e o homem via egg jam. Se eu soubesse, nessa altura, que existia lemon curd tinha sido mais simples, era só tirar o limão. Ou então, se eu soubesse, nessa altura, que existia a Confeitaria Peixinho, tinha mandado vir uma caixa de Aveiro só para explicar ao inglês o que são os ovos moles.

Nostalgia

Diz-nos o Diário Digital que a palavra "nostalgia" foi a mais procurada durante 2011 no dicionário online Priberam, que é uma das ferramentas de trabalho que mais uso, se não todos os dias, pelo menos dia sim dia não.
Nostalgia, diz o site, é "tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal" ou "estado melancólico causado pela falta de algo". 
Num ano em que vi e continuo a ver família, tantos amigos, conhecidos ou amigos de amigos que não conheço a irem viver para outro lado, à procura de melhores oportunidades, faz sentido a primeira versão, das saudades do afastamento da pátria. 
A segunda hipótese, do "estado melancólico pela falta de algo" - pondo de lado a piada fácil de estado soar igual a Estado e podermos pensar que é o próprio Estado que melancólico está pela falta de algo -, é triste, especialmente se, continuando a ler a notícia (que apanhei no facebook de uma amiga), lermos que em 2010 a palavra mais procurada tinha sido "amor".
Agora, a dúvida é: se em 2010 encontrámos o amor, mas agora andamos à procura de nostalgia, onde é que perdemos o primeiro?

5 anos a fingir

A minha filha faz hoje cinco anos a fingir. Na realidade, faz no dia a seguir ao Natal, mas como não há escola, a comemoração será hoje. Ontem ao final do dia - que foi, seguramente, o melhor dia das férias - fizemos esta montanha de queques para os colegas dela. Estão uma delícia. São a receita mais simples de fazer, mas como o meu forno é meio parvo ficam assim com este feitio esquisito.
Ontem ainda não foram à escola e aproveitámos para fazer umas comprinhas cá para casa - um candeeiro de leitura para o papá, uma mesa de cabeçeira para o quarto deles, lâmpadas economizadoras (parece que a electricidade ficou um bocado mais cara), mais uns candeeiros que faziam falta e mais umas piroseiras - que ir ao IKEA e não trazer coisas giras não é permitido.
Resta dizer que o papá não deu pelo candeeiro quando chegou e que no nosso quarto só havia três coisas, além da cama, que são um candeeiro, a mini-mesa da aparelhagem e a dita. Foi a galhofa.

03/01/12

La la life

Dois dias em Paris. Está no fim, mas mesmo o fim é giro. Bem, é Paris. Só pode ser giro.

A melhor descoberta de todas

Chamem-me básica ou mesmo simples de espírito, mas a melhor descoberta dos últimos dias foi a nova aplicação do blogger para o telefone. Com ela, publicar um post são dois passos. Além de escrever o dito, claro.

Duas semanas e meia

Mães de todo o mundo - empatizai comigo: o que é a coisinha que mais vos apetece no fim de duas semanas e um dia de férias de Natal das vossas adoráveis crias?
Que as mesmas regressem à escola, certo? Para que retomem o importante ciclo de aprendizagem, que o nascimento do menino e a mudança de calendário interromperam.
Pois. Por aqui, hoje ainda não é o dia. Ai ai.

02/01/12

Zon videoclube

Tem sido o maior companheiro das minhas noites, quando os miúdos dormem e vais trabalhar. Às vezes alugo um filme, outras vezes, quando tenho sono, vejo os trailers. É lamentável que os vídeos sejam tão caros. Os trailers são à borla e, em vendo três ou quatro, já distrai um bocadinho - ando numa escassez de livros para ler que nem digo nada (sugestões, alguém tem?). Também não percebo porque é que o sistema de pesquisa é tão mau e porque é que há filmes que desaparecem da biblioteca. Não há por aí uma pessoa, vá, normal que organize o sistema de uma maneira eficiente?

O fim do mundo e outras histórias

Passei a noite a fugir do fim do mundo, alternando entre a corrida veloz à frente de uma onda com 15 kms com os meus filhos às cavalitas e a congeminação de um plano para destruir um asteróide que se dirigia para a Terra a grande velocidade.
É o que dá ver filmes estúpidos antes de ir dormir. Dois, ainda por cima. O "2012" na SIC e o (acho que era este o nome) "Em rota de colisão" no Hollywood.
Mental note óbvia: não ver filmes catastrofistas antes de ir dormir.