30/04/11

A sorte III

Duas vezes. Este é o número mínimo de vezes em que tive sorte - houve muitas mais, mas nestas tive mesmo sorte.
A primeira vez foi no meu dia de anos, devia fazer cinco anos. A seguir a fazer cinco anos entrei para a escola e passei a ter as minhas próprias festas de anos. Mas até aí houve dois anos em que comemorei na casa de uns vizinhos - o filho mais velho fazia anos no mesmo dia que eu. Era muito mais velho. Mas havia chocolates, smarties de todas as cores e outros doces.
Essa foi a primeira pista estúpida. Às tantas fui à cozinha e vi um smartie cor-de-laranja em cima da bancada. Obviamente, comi-o. Eu tinha cinco anos, ok? Bem, se calhar, se me acontecesse hoje também comia...
A sorte foi que alguém me viu a comer aquela treta e me fez cuspir tudo. Era um comprimido para o coração do dono da casa.
A segunda vez foi bem mais tarde. Já devia ter aí uns 11 ou 12 anos. Havia uns comprimidos mini de flúor que tomávamos e de que eu gostava muito. Um dia comi uma caixa inteira.
A sorte é que aquela treta não devia ser venenosa.

29/04/11

Lip reading

Na igreja, quando a viu chegar,
You look lovely.

Na varanda,
quando toda a gente os via,
They want a kiss.
Uns acenos mais tarde,
God, they want another.

Esta gente é muito contida na beijoca. Aquela hora eu já tinha dado mais de mil beijinhos.

Ai ai

Há miúda que não gosta de casamentos, especialmente se for o casamento de uma princesa? Acho que a resposta só pode ser não (eu sei que não é, mas isto é o meu blogue, por isso posso pensar o que eu quiser).
A minha mini princesa, que tem exactamente a mesma idade que eu tinha quando foi o casamento da Diana e do Carlos - quatro anos e quatro meses, how creepy is that? - foi para a escola com um vestido de festa debaixo da bata. :) Eu vesti-me de uma maneira normal, mas estou em versão comemorativa.
Em 81 eu tinha todo o tempo e vi tudo, maravilhada pela televisão - odiei o vestido mas adorei a cerimónia. Hoje estou a trabalhar, mas espero apanhar os highlights pela net.
E, sinceramente, espero que tudo corra bem com eles - o miúdo faz parte daquele grupo meio estranho mas querido de pessoas que "conhecemos" espalhada pelo mundo.

28/04/11

A sorte II

... e pão de leite e língua da sogra e laranjas e mais língua da sogra e bolinhos e darem o jantar aos miúdos. Outra vez.
Isto é que é viver a vida, como dizem os miúdos. Obrigada.

Hello

Wills and Kate,
My invitation for your wedding tomorow still hasn't arrived. My bags are ready, I've already been to the hairstylist, my dress will be the loveliest. I'm going now. Can you please fix this,
My best,
J

27/04/11

A sorte

Acho que é preciso ter muita sorte se estamos adoentados e temos amigos que nos trazem um caldo verde delicioso, um belo frango assado e nos ficam com as crianças.
Isto é que é viver a vida, como dizem os miúdos. Obrigada.

26/04/11

E às 23h58...

... Vi a maior estrela cadente de sempre e fiquei feliz - com febre, mas feliz.

Como é que é possível?

Estou outra vez engripada - o corpo cheio de arrepios, frio, dor de cabeça, dor nas articulações todas (especialmente o ombro esquerdo), muito sono. Acho que este Inverno - ou lá que treta é esta agora - já estive assim duas ou três vezes. O que é que ando a fazer mal?

24/04/11

Celebrar a Páscoa

Este ano, a Páscoa incluiu o baptizado dos meus sobrinhos ontem à noite e outras festividades, por isso, fiquei cheia de espírito pascal. Hoje encontrei este coelhinho cá em casa.


Para o almoço de hoje, cá em casa, descobri uma receita fascinante de lemon curd, que eu adoro e que se faz em cinco minutos. Di-vi-nal. (só tem aquele pequeno problema de eu não poder comer ovos) Fica a foto, não dá para sentir o sabor, é pena. Feliz Páscoa

21/04/11

Acho que...

... não tinha um dia tão luxuoso há muitos anos. Os miúdos de férias, plano nenhum. Começámos de manhã com vontade de ir jogar à bola e lá íamos nós quando vi o autocarro a aproximar-se:
Querem ir antes passear para Lisboa?
Simmmm.
Então corram.
Com a chuva a ameaçar, levaram-me a passear às Amoreiras, fomos comprar roupas lindas para a miúda e uns calções fixes mais uns ténis para o miúdo. Depois almoçámos, demos mais umas voltinhas e regressámos para casa.
Programinha dos nove/dez anos, sozinha com amigas às voltas nas Amoreiras horas a fio, mas agora as amigas são os meus filhos e estamos todos felizes, é claro que ralho mais com eles do que com as minhas amigas, mas está tudo bem.
Os bilhetes do autocarro de ida e volta para os três custam 18 euros, o preço de um vestido, mas as aventuras têm todas um preço e andar de autocarro para quem anda sempre de carro é uma aventura. Um pequeno prazer.
Passei o resto da tarde até agora a ler um livro lindo que me ofereceu o meu amigo - "Um dia", David Nichols. Enroscada no sofá à janela, estou na ânsia dos livros que gosto de ler, que irritante, numa voragem de curiosidade a ver o que acontece no fim e a não querer chegar ao fim ao mesmo tempo.
E agora vamos para a rua.

20/04/11

Jogo dos animais

Quase sempre sinónimo de gargalhada, o jogo dos animais hoje ao jantar:
já pensei, diz o mais velho,
é um leão,
não,
um polvo,
não,
um tigre,
não, tens de fazer perguntas, já sem paciência...

tento ajudar,
é uma mistura de cama e de leão,
...
já sei, diz excitadíssima,
é baleia.

Cores

Adoro vê-lo de azul escuro, azul petróleo, verde escuro, preto (desde que com calças claras),... De imensas cores diferentes. Não gosto nada de o ver de beige, de castanho claro, de cinzento claro, de verde seco, de ton sur ton.
As primeiras fazem-no 20 anos mais novo. As segundas 30 mais velho.

Intervalo para o almoço

Para desanuviar da manhã agarrada ao computador e preparar a tarde idêntica que lá vem, fui num instante à cozinha fazer:
Praliné de pistachios

Numa panela pesada, juntar 1 chávena de açúcar e 1/4 de chávena de água, em lume médio/alto. Mais ou menos nove minutos, até ficar dourado escuro.
Desligar.
Misturar rapidamente 1/2 chávena de pistáchios (sem casca) e deitar numa folha de papel de cozinhar. Espalhar os pistáchios.

O resultado é lindo e uma delícia - foi a segunda vez que fiz, da primeira ficou em grânulos de açúcar. Hoje ficou lindo.

Receita da amiga Martha.

19/04/11

Sensações

...
às vezes tenho a sensação que não pertenço a lado nenhum,
diz ela baixinho, a jeito de ver se ninguém dá por nada, como sempre fez, para não incomodar, para não estorvar por ter ideias próprias. Esconde os olhos atrás da franja, estica um pouco a mão sobre a mesa do café.
...
eu só preciso de mimo, é tudo,
isto já não diz, só pensa, mas há coisas que não são para dizer e sentem~se e magoam mais por não serem ditas.
...
se achas que não pertences, tens bom remédio, vai para outro lado,
diz ele rápido e em voz firme, com o eterno ar de quem não tem paciência, até podia ter, mas não tem, porque é que ela há-de ser insegura. A única resposta certa é
...
mas tu pertences. Obviamente.
Mas ele não a diz.
...
encolhe a mão, deixa cair mais a franja sobre os olhos, ajeita a alça da t-shirt e pega apressada no telemóvel, como quem muda de assunto,
...
quem me dera que tocasse agora e que fosse, de facto, de outro lado qualquer,
mas não toca e não é.
...
Acaba de beber o café. Sai. Não volta.

16/04/11

I wish

Depois de um almoço em que só comi cogumelos, evitando valentemente o esparguete, porque ando um pouco alérgica, só me apetece uma grande taça de gelado - de soja, por favor.
Este é da Martha Stewart.

Diminuir o stress

Podia ter sido eu a escrever isto. Não fui, até porque geralmente escrevo em português, mas tento fazer muitas destas coisas. As mais importantes são:
- dizer não mais vezes;
- dar-me menos com pessoas negativas.

Acrescentaria:
- jantar mais frequentemente com as amigas (e acordar no dia seguinte como se tivesse saído do melhor beauty sleep de sempre);
- dar cinco vezes mais beijinhos aos meus filhos e ao meu huby.
Bom fim-de-semana.

15/04/11

Os sonhos

O que querem dizer os sonhos?

As férias

Tenho boas memórias das férias da Páscoa, como tenho de quase tudo o que aconteceu quando era pequena. E sinto-me cada vez mais privilegiada por isso. Por ter tido sempre uma vida tão fácil, tão descomplicada e tão feliz.
Acho que nunca é demais reconhecê-lo. Os meus pais foram geniais a gerir tudo.
Lembro-me de várias viagens que fizemos na Páscoa, a última dos seis a Braga, onde cumprimos todas as tradições da cidade onde os meus pais e irmãos mais velhos viveram muito antes de eu e o mais novo nascermos.
Nesse passeio até houve tempo para cumprirmos uma "tradição" especial, que nos levou a fazer deslizar a 505 verde garrafa destravada e desengatada em sentido contrário à inclinação da estrada, que penso que era no Bom Jesus. Ficámos maravilhados e boquiabertos e quisemos repetir a façanha umas quantas vezes, para grande alegria do meu pai.
Também me lembro de vários Algarves na Páscoa, de fazer amigos na piscina, de dançar na rua, até dos febrões no apartamento que tinha mesas de cabeçeira de tijolo cravadas na parede, febrões que tivemos até a lei marcial paterna impor a proibição de banhos nas piscinas até ao último dia para não haver doenças em férias - e foi mesmo assim, acabaram-se as amigdalites e as otites.
Lembro-me de tantas coisas boas.
Agora sou eu a poder criar essas memórias. E esse poder é magnífico.

12/04/11

Se é para ir, ao menos que seja em festa

Os funerais no Gana ou, melhor dizendo, os funerais dos seus cidadãos, são uma festa.

Nuclear II

Hoje ouvi dizer que Portugal é o quinto país da Europa em utilização de energias renováveis. Orgulho.
Do outro lado do mundo uma conclusão urgente, desliguem todas as centrais nucleares. Fukushima foi elevado à categoria de Hiroshima. E Hiroshima foi isto. Assustador e gráfico (desaconselhado a pessoas sensíveis) e péssimo. O que é que disto não chegou até nós?
Ou, o que é que disto não somos nós?

11/04/11

Coisas curiosas da vida

Há pessoas com quem retomamos conversas, como se nada fora, 20 anos depois de nos termos encontrado pela última vez. E rimos, conversamos, falamos sobre amigos antigos, sobre o que fazemos, sobre o que queremos, o que calha, sem termos de nos preocupar em explicar tudo desde o princípio. É super confortável e fácil.
E depois há outras pessoas que encontramos também passados alguns anos sem nos vermos e parece que não temos nada em comum, que não passámos horas, meses e anos a brincar, a conversar, a confidenciar. Que não congeminámos planos malucos para instalarmos telefones das casas de umas para as das outras, de um prédio para o outro, para comermos gelados nos dias de mais calor, para fazermos quermesses e outras coisas que nos ocupavam os dias quando tínhamos oito, nove, dez anos.
E, no entanto, quando éramos um grupo de três, brincávamos como se nada fora. Agora é cada uma na sua vida. Uma fácil, como sempre, uma estranha, como se nada fora.

A seca

Hoje estou a preparar-me para ir levar uma valente seca. E se há coisa que não me apetece é essa.
Se conseguisse ir antes para a praia ou mesmo só passear era muito melhor. O cinema, para ver filmes que ainda não vi, como "O discurso do rei" ou "Engana-me que eu gosto", também era uma boa ideia. Trabalhar, como é normal, também muito melhor.
Mas não. Hoje os astros estão contra mim.

10/04/11

Praia

Sem fazer completamente contas nenhumas, acho que há um ano que não íamos à praia. Um Inverno chuvoso e chato, daqueles de passar o tempo em casa, a inventar brincadeiras para os miúdos fazerem levou a isso.
Hoje fomos. Os miúdos foram fazer surf. E estava fenomenal. E 75 por cento da equipa tomou banho integral. Eu, um pouquito menos corajosa, estive na rebentação até aos joelhos. E soube-me bem.
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Há dias percebi que a miúda diz,
"mamã, eu adoro franguinho da Bia".

08/04/11

Estilo de rua

"Bill Cunningham New York" é o título do documentário sobre o trabalho do jornalista de moda no New York Times. Há muitos anos que Cunningham documenta o que se passa na rua e depois constrói, com uma voz cativante do princípio ao fim, documentos de estilo. Aí, mostra/capta o que se usa, o que está a ser tendência, no melhor sítio do mundo para se perceber o que é que as pessoas querem usar, a rua.
A teoria do jornalista, que tem mais de 80 anos, é que a rua é a melhor passadeira de moda que existe. Adoro ver os seus slideshows/vídeos, para ficar a saber o que se usa do outro lado do mundo.


Outro projecto, o mesmo objectivo
O projecto "The Sartoliarist" também não é novidade para ninguém, mas este filme explica um pouco o processo de como é que um dia alguém começa a calcorrear as ruas à procura de uma coisa especial em alguém para depois a partilhar com o mundo. Scott Schuman diz que é "como se tivesse de me apaixonar por alguém um bocadinho todos os dias".